quarta-feira, 7 de agosto de 2013

AMERICANA - SP. Estudante atropelada pede R$ 300 mil na Justiça

Meire teve a perna amputada após ser atingida por carro na calçada.

PEDRO GARCIA - AMERICANA

     Arquivo | TodoDia Imagem
   
  Estudante Meire Lima, 18, diz que dependendo da prótese terá de passar por nova cirurgia

A estudante Meire Cristina Pires de Lima, 18, moveu uma ação de indenização por dano moral e material, no valor de R$ 300 mil, contra o publicitário Ricardo Guimarães, 32. Ela foi atropelada pelo publicitário, no dia 28 de abril, e teve uma perna amputada em decorrência do acidente. A estudante disse que procurou a Justiça para pagar pela prótese e o tratamento médico. 

Guimarães não se manifestou.

Além das despesas com o tratamento no Hospital das Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a fisioterapia e a natação, é Meire quem pagará pela prótese que colocará na perna. De acordo com estudante, entretanto, o valor do equipamento é muito alto para a família. “Uma (prótese) boa custa entre R$ 50 mil e R$ 60 mil”, disse. A qualidade da prótese será fundamental na recuperação da jovem.

Meire contou que dependendo do equipamento que colocar, terá que passar por novo procedimento cirúrgico no futuro. “O médico me disse que uma prótese de má qualidade pode afetar o meu osso da perna e fazer com que eu tenha que fazer uma cirurgia super longa para corrigir o problema”, afirmou. A estudante disse que a recuperação está indo bem e que, no ano que vem, poderá voltar à faculdade.

Guimarães foi procurado pela reportagem em seu celular ontem à noite e disse que não iria se manifestar sobre o assunto.

O ACIDENTE
Por volta das 8h30 do dia 28 de abril, Guimarães perdeu o controle de seu Citroen C4 e atropelou Meire e a amiga Tamiris Aparecida Paula, 19, que estavam tomando café da manhã em uma padaria da Avenida Paulista em Americana. Tamiris teve apenas ferimentos leves e Meire foi socorrida ao Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi e, posteriormente, levada ao Hospital das Clínicas da Unicamp, onde passou por cirurgia.

Na ocasião, o publicitário pagou fiança arbitrada em R$ 67,8 mil (valor máximo) pelo delegado titular do 4º DP (Distrito Policial), Robson Gonçalves, e foi liberado para responder pelo crime de lesão corporal culposa (quando não há intenção) em liberdade.

Um vídeo gravado no dia do acidente mostrou Guimarães entrando na padaria sem camiseta e descalço, logo após o atropelamento, comprando um isotônico. A perícia comprovou que o publicitário estava bêbado e não apontou presença de drogas. Em depoimento à Polícia Civil, Guimarães afirmou que ingeriu cinco latinhas de cerveja antes da ocorrência e que, no momento do acidente, perdeu os sentidos e desmaiou.

Meire não mostra rancor
| PG

Apesar do abalo psicológico, Meire está tranquila quanto à nova condição física. A estudante de administração costuma sorrir o tempo todo e não mostra rancor em relação ao ocorrido. Ela diz não ter nada a dizer em relação à atitude do publicitário e que espera apenas que a Justiça seja feita. “O acidente mostra o que uma imprudência pode fazer com a vida dos outros”, observou.

Para ela, os dois momentos mais marcantes foram o choque - “eu sempre vejo o carro vindo em minha direção” - e o casal que a ajudou depois da batida. “Eu gostaria que o Marcos e a Sandra soubessem que eu sempre penso neles”.

“Os pais e os irmãos olham para ela e lembram que ela tem 18 anos e perdeu a perna por causa da imprudência de outra pessoa”, lamentou namorado da jovem, Luan Kauê Pessoa, 21. Segundo Pessoa, o que mais deixa a família indignada é o fato de o publicitário ter se livrado da prisão pagando fiança.

Fonte:http://portal.tododia.uol.com.br/ “Matéria postada em caráter informativo”

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