sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Jovens criam aparelho que ajuda cegos a pegar ônibus em São Vicente

Aparelho emite um som para avisar que ônibus está se aproximando.
Estudantes criaram um ônibus e simularam um ponto inteligente.

Mariane Rossi Do G1 Santos
Estudante simula a utilização do ponto de ônibus inteligente (Foto: Mariane Rossi/G1)
Estudante simula a utilização do ponto de ônibus inteligente (Foto: Mariane Rossi/G1)

Alunos que estão prestes a se formar como técnicos em mecatrônica criaram um aparelho destinado, principalmente, a pessoas que tem deficiência visual, mas que pode se tornar um benefício para qualquer usuário dos coletivos em São Vicente, no litoral de São Paulo.

Dez alunos se empenharam em um trabalho da disciplina de robótica do curso de Mecatrônica, do professor Luiz Carlos Gonzalez de Castro, que os auxiliou no projeto. “A gente queria uma coisa inovadora, que ajudasse a sociedade e que solucionasse algumas dificuldades”, conta Hilton Fellippe Santos, um dos estudantes.
 
Aos poucos eles foram unindo as ideias e entenderam que era necessário montar um equipamento para ajudar os moradores a pegar o transporte público.  “As pessoas às vezes tem dificuldade de ver o ônibus e também para acompanhar o trabalho do motorista”, explica o professor. Assim, surgiu o Sistema de Informação do Transporte Público.
 
O aparelho de identificação de ônibus que foi criado pelos estudantes emite um som para avisar que determinada linha está se aproximando do ponto de ônibus. Eles utilizaram vários sensores que devem ser colocados em postes da cidade. Já os ônibus possuem uma espécie de código de barras que é reconhecida por esses sensores. “Como se fosse um produto. Cada ônibus tem seu código de barras”, explica o professor Castro.
 
Toda vez que um ônibus passa por um local em que há um sensor, ele emite uma mensagem ao computador localizado nos pontos de ônibus que informam ao usuário onde o veículo se encontra. Com isso, a pessoa também pode acompanhar a rota do veículo, como um GPS. Quando um ônibus está há 50 metros de distância, o computador do ponto de ônibus avisa aos usuários sua distância, linha, e qual o destino. Nesta máquina, o usuário também pode realizar pesquisas para saber qual ônibus deve pegar, de acordo com o seu destino, e onde ele se encontra. O computador possui leitura em braile para os deficientes visuais.
 
Um código de barras foi colocado em cima do ônibus criado para testes (Foto: Mariane Rossi/G1)Um código de barras foi colocado em cima do
ônibus criado para testes (Foto: Mariane Rossi/G1)
A pessoa também pode digitar o número da linha que deseja embarcar. O recado é transmitido para o motorista do ônibus que saberá que há passageiro o esperando em determinado ponto de ônibus.

Para o projeto sair do papel e ser concluído, os alunos fizeram muitas pesquisas durante três meses. Eles criaram todos os programas necessários para colocar em prática a ideia.  Alguns foram instalados nos computadores que seriam colocados nos pontos de ônibus, e outros dentro de um mini ônibus que representou os veículos normais durante o projeto e os testes. Os técnicos que trabalharem com o equipamento poderão fazer alterações em algumas características do projeto. Eles podem inserir as linhas de ônibus e determinar a distância em que irão fixar os sensores nos postes.

Se o projeto fosse implantado em uma avenida como a Presidente Wilson, em São Vicente, por exemplo, o professor estima que seria necessário cerca de R$ 8 mil para a parte material, que inclui os sensores, os computadores nos pontos de ônibus e toda a aparelhagem técnica para o sistema ser implantado.
 
Alguns dos alunos que desenvolveram o projeto já trabalham na área de mecatrônica. Outros ainda estão procurando se inserir no mesmo. Mas os estudantes querem revolucionar o sistema de transporte. Eles querem que o projeto seja implantado em alguma cidade da região o mais rápido possível.  “É uma ideia que pode evoluir”, fala Fellippe.

 
Alunos e professores responsáveis pela criação do projeto fizeram criaram um ônibus (Foto: Mariane Rossi/G1)
Responsáveis pela criação do projeto  criaram um ônibus para os testes (Foto: Mariane Rossi/G1)


Fonte:http://g1.globo.com/ - “Matéria postada em caráter informativo”
 
 
 

 

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