domingo, 30 de março de 2014

Nova geração de deficientes visuais mostra talento no Para-Sulamericano e enche atletismo de esperança

Atletas brasileiras deficientes visuais comemoram pódio triplo nos 100m

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A nova geração do atletismo brasileiro para cegos e atletas de baixa visão (classes T11, T12 e T13) demonstra, nestes Jogos Para-Sulamericanos, realizados nesta semana em Santiago, no Chile, que continuará a render belos frutos ao Brasil nas próximas competições.
Nos dois primeiros dias de provas de atletismo nos Jogos Para-Sulamericanos, os deficientes visuais conquistaram seis medalhas para o Brasil. Destaque para o pódio triplo nos 100m (classes T11 e T12 unificadas), com as presenças de Alice Correa (T12), com o ouro, Lorena Spoladore (T11), prata, e Thalita da Silva (T11), bronze.
Resultado que enche de esperança para manutenção do histórico vitorioso do atletismo entre os deficientes visuais do país, que conta com os recordistas mundiais e campeões paralímpicos Lucas Prado, Terezinha Guilhermina, além de Felipe Gomes, Daniel Mendes, Odair Santos, e tantos outros que levaram a bandeira brasileira aos pódios em competições internacionais, sejam campeonatos mundiais ou Jogos Paralímpicos.
O coordenador técnico da modalidade no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Ciro Winckler, ressalta o trabalho desenvolvido pelo CPB. “Temos uma longa história vitoriosa com os atletas com deficiência visual. Isso se deve a muitos fatores, mas um deles é a valorização que sempre demos aos atletas guias. Com grandes nomes no cenário, as futuras gerações vão se espelhando e os resultados acontecem naturalmente”, disse.
Em Santiago, além do pódio triplo do feminino, Davi de Souza (T13) ficou em primeiro lugar nos 400m e 100m, e Diogo Jeronimo (T12), nos 100m, também subiu ao ponto mais alto do pódio.
Nos Jogos Paralímpicos de Londres-2012 e no Mundial de Lyon-2013, o pódio brasileiro nos 100m (T11) se repetiu com Terezinha Guilhermina em primeiro, seguida por Jerusa Santos e Jhulia Karol. Para a paranaense radicada em Goiânia Lorena Spoladore, esta cena se repetirá nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016. “Com certeza, vamos fazer um novo pódio triplo dentro de casa e espero estar em dos degraus com uma medalha”, disse ela, que perdeu a visão por causa de um glaucoma congênito.
Lorena, 18, é campeã mundial no salto em distância em Lyon-2013 e ganhadora de três medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens, em Buenos Aires, em 2013. Para alcançar o objetivo, ela afirma ter uma fórmula ideal. “Muita dedicação e treinamento. Não tem nenhuma mágica. Já estou tendo resultado. Fiz a minha melhor marca pessoal nos 100m [13s28]”, ressaltou a atleta que voltará a duelar com as amigas brasileiras Alice e Thalita neste sábado, 29, no salto em distância e nos 200m.
Esta é a primeira edição da competição sul-americana multidisciplinar em âmbito paralímpico. Oito países, incluindo o Brasil, disputam sete modalidades até este domingo, 30: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, halterofilismo, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas. A delegação verde-amarela conta com 81 atletas.
Fotos: www.fotocom.net
Hotsite: http://www.cpb.org.br/jogos-para-sulamericanos/
Vídeos: www.youtube.com/cpboficial

Fonte: cpb.org.br

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