segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Idosa cai de avião ao desembarcar com cadeira de rodas no Paraná.

Quando começou a descer a escada, a cadeira despencou.
Ela quebrou uma costela, sofreu edema pulmonar e traumatismo no abdômen.


Uma passageira de 79 anos sofreu um acidente quando descia do avião em uma cadeira de rodas no Aeroporto de Maringá, no Paraná. No dia de Natal, Valdereza de Almeida saiu de Campo Grande com a filha e o neto, para uma viagem de férias em Salvador. Durante a conexão em Maringá, a aposentada precisou de uma cadeira de rodas para descer do avião. Quando começou a descer a escada, a cadeira despencou.
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“A cadeira estava atrelada a uma esteira, mas não estava presa, a trava de segurança estava solta. No primeiro degrau lá em cima, na escada, a cadeira cedeu e desceu bruscamente. Ela ficou pendurada pelo cinto de segurança da cadeira de rodas”, explica a filha Elaine Figueira.
As fotos tiradas pela família mostram a aposentada sendo atendida pelos bombeiros no saguão do aeroporto. Ela quebrou uma costela, sofreu edema pulmonar e traumatismo no abdômen. Ficou internada no hospital por um dia e recebeu alta ontem (26).
De acordo com a família, Valdereza vai ter que ficar 60 a 90 dias de repouso, por orientação médica. A família acredita que o acidente só não foi mais grave porque o neto Humberto Figueira conseguiu segurar a cadeira. “Coloquei meu corpo na frente da cadeira que tava pra descer e consegui levantar”. Valdereza diz que se não fosse o neto, ela teria morrido. “Se não fosse ele, eu teria despencado”.
Por conta do acidente, a viagem de férias da família foi cancelada, um prejuízo de R$ 10 mil. “Ali, naquele momento, havia uma trava de segurança para ser travada e isso não foi feito por parte do agente da Gol, que estava prestando atendimento de necessidade especial, o próprio nome já diz. Daí a gente percebe que a gente fica totalmente sozinho, num momento como esse”, desabafa a filha.
A Agência Nacional de Aviação Civil determina que a assistência diferenciada durante a viagem deve começar no check-in. Todas as medidas devem ser tomadas para garantir a integridade física e moral das pessoas com necessidades especiais.
De acordo com o Procon, a responsabilidade pelo acidente é da companhia aérea, que deve arcar com todos os prejuízos dos passageiros. “O consumidor tem por direito toda a assistência material. Além disso, tem direito da ampla reparação de outros danos materiais, que eventualmente ele tenha sofrido, e os danos morais”, alerta o diretor do Procon João Luiz Regiane.
A Anac disse que vai notificar a companhia aérea Gol, que tem sete dias para explicar o acidente da aposentada. A Gol lamentou o ocorrido e afirmou que a cliente tem recebido toda a assistência necessária.
Fonte: g1.globo.com

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