terça-feira, 3 de março de 2015

Próteses com tecnologia avançada para deficientes físicos ainda são restritas e caras.

"Nos últimos anos, temos nos focado em sistemas de menor custo, para permitir o uso viável desses dispositivos por uma parcela maior da população", explica especialista

Guilherme Justino

                                Imagem Internet/Ilustrativa

Ainda que possam parecer mais adequados a um futuro distante, os projetos para beneficiar pessoas com deficiência física não estão restritos aos laboratórios: há modernas próteses que facilitam a locomoção de amputados, máquinas que permitem a comunicação sem barreiras com quem tem dificuldades de falar ou ouvir e até lentes que tornam possível a pessoas com baixa visão testemunharem momentos importantes de suas vidas.

Foi com um dispositivo semelhante a óculos de realidade virtual que a canadense Kathy Beitz, com uma doença degenerativa que a deixou com cegueira funcional, conseguiu ver seu filho recém-nascido. Misturando uma câmera adaptada a lentes especiais e computação avançada, a empresa eSight criou uma solução que devolve a visão, ainda que virtual e momentaneamente, a quem não consegue enxergar.

Não são raras também as próteses que buscam proporcionar os movimentos a quem perdeu parte dos membros, porém, elas estão cada vez mais desenvolvidas. Hoje é possível ter mãos ou pernas mecânicas que simulam quase à perfeição os movimentos originais do corpo. Mas ainda que estejam disponíveis no mercado, esses produtos são restritos e caros.

– Vemos inovações relacionadas a próteses inteligentes gerenciadas por sinais musculares. Sistemas nessa área possibilitam, por exemplo, a manipulação de objetos ou dispositivos por meio de comandos derivados de sinais do cérebro – relata Alexandre Balbinot, professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

– Nos últimos anos, temos nos focado em sistemas de menor custo, para permitir o uso viável desses dispositivos por uma parcela maior da população.

Mesmo com o avanço da tecnologia, a inclusão das pessoas com algum tipo de deficiência passa, primeiramente, pela conscientização.

– Uma simples rampa de acesso a um estabelecimento comercial, uma porta giratória de um banco adaptada a cadeirantes, dispositivos de sinalização para cegos em ruas e avenidas, projetos arquitetônicos adaptados ao uso de idosos e pessoas com deficiência física.

Tudo isso contribui para que essa parcela da população seja realmente considerada parte da sociedade, do ponto de vista social e econômico – completa Balbinot, que coordena projetos de tecnologia assistiva.

Fonte: saci.org.br - Imagem Internet/Ilustrativa

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