terça-feira, 26 de maio de 2015

Casal com deficiência supera desafio e celebra casamento em Cambuquira, MG.

Ela possui microencefalia; ele enfrenta uma deficiência intelectual e motora. Depois de mais de dois anos de luta, eles realizaram o maior sonho.

Foto de Ezequiel e Alessandra no casamento
Alessandra Proque de Raimundo, de 27 anos, e Ezequiel Nogueira Raimundo, de 33 anos, completam seis dias de casados nesta sexta-feira (27). Mas a felicidade celebrada pelo casal de CambuquiraSite externo. (MG) foi uma vitória difícil de ser conquistada. Portadores de deficiência, eles levaram mais de dois anos para convencerem a justiça de que estavam aptos a decidirem o rumo de suas vidas.


"Quero pedir a mão da tua filha em namoro", foi o que Ezequiel disse para o pai de Alessandra em 2012, depois que os dois se conheceram em um culto religioso. "Aí ele olhou pra ela, olhou pra mim... já tinha aceitado já", recorda o orgulhoso marido.
Com deficiência intelectual e limitações motoras, Ezequiel sempre quis se casar. Diagnosticada com microencefalia, Alessandra nunca tinha namorado antes. No entanto, as famílias perceberam o carinho existente entre os dois e apoiaram o relacionamento, inclusive quando veio a decisão do casamento.
"Pra ver um filho feliz, a gente tem que ter disposição", diz Maria Aparecida Raimundo, mãe de Ezequiel, relembrando todas dificuldades enfrentadas pelo casal.
Até a cerimônia do dia 16 de maio ser concretizada, os dois precisaram passar por uma verdadeira maratona de consultas. O primeiro laudo de capacidade civil nem foi aceito. Para que o casamento acontecesse, o juiz concedeu um alvará à família mediante o laudo de um perito psiquiátrico.
Vencida a burocracia, Alessandra e Ezequiel trataram de realizar o sonho. Agora esperam o término da casa para onde pretendem se mudar. Defensor dos direitos da pessoa com deficiência, o psiquiatra Maurício Miguel Gabdem foi padrinho dos dois e comemora também a conquista dos afilhados.
"O Ezequiel e a Alessandra não são deficientes. São pessoas com deficiência. Isso lhes dá limitações que eles mesmos reconhecem e tentam superar. Isso lhes dá uma condição de poder acertar ou errar, de viver uma vida a dois, de constituir uma família."

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