quarta-feira, 27 de maio de 2015

Protesto no DF tem cadeiras de rodas em vagas comuns de estacionamento.

  

Familiares de deficientes físicos “estacionaram” cadeiras de rodas nas vagas comuns de veículos na quadra comercial da 403 Sul, em Brasília, nesta segunda-feira (25), em protesto contra motoristas que param os carros em espaços reservados a condutores com dificuldade de locomoção, como deficientes e idosos.
Os manifestantes colocaram três cadeiras nas vagas e instalaram uma placa com a frase “já volto. É só um minutinho”. Os carros que passavam pelo local não conseguiam estacionar e tinham de seguir em frente.
A ideia do protesto foi da estudante Maria Eduarda Barbosa, filha de um motorista deficiente. “A gente pensou que a melhor forma de conscientizar é justamente você fazer o que as pessoas fazem com a vaga de necessidade. Já cansei de sair com o meu pai, e se não tem a vaga, ele não vaipara lá, ele resolve ir para outro lugar porque para ele é muito esforço.”
A estudante Luana Finger, também filha de deficiente, foi outra participante do protesto. “Todo dia, toda semana, ele reclama quando chega em casa porque sempre tem gente parada na vaga onde não deve, não tem e [quem estaciona] não está nem aí, e ainda acha ruim quando você vai reclamar, ainda vai brigar com você”.
“[A ideia do ato é] criar um desconforto na pessoa, para sentir na ferida ali e tomar consciência porque infelizmente as pessoas tomam consciência quando elas são perturbadas, quando perturbam a paz delas ou atrapalham a vida, de alguma maneira”, afirma o estudante Daniel Azevedo.
“A forma com que fizeram isso é extremamente criativa. Espero que produza todos os resultados de esclarecimento para a sociedade”, afirma o advogado Washington Bolivar.
Não é difícil encontrar motoristas que estacionam de forma irregular nas vagas especiais. Durante a manhã, a reportagem da TV Globo encontrou um veículo estacionado sem adesivo ou cartão de autorização.
O motorista argumentou que ficou por pouco tempo na vaga. “Foram só dois minutinhos que eu parei ali, para sair agora”, afirmou o garçom Manoel Alves de Olivieira Questionado se poderia colocar o veículo ali durante o período ele respondeu que não e pediu desculpas.
Do outro lado da rua, também próximo ao local onde ocorreu o protesto, caçambas de lixo estavam sobre as vagas de idosos.

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