quinta-feira, 16 de julho de 2015

Bebê Sofia se recupera de alergia e recebe alta em Miami.

  Jacqueline França Do UOL, em Sorocaba (SP)
                           
                                      Arquivo pessoal
                             A bebê Sofia ao lado da mãe, Patrícia
                                      A bebê Sofia ao lado da mãe, Patrícia.

Após cinco dias de internação, a menina Sofia Gonçalves de Lacerda recebeu alta do Jackson Memorial Hospital, em Miami nos Estados Unidos. Ela deixou o local na noite desta terça-feira (14) depois de se recuperar de uma reação alérgica que apresentou depois de deixar o hospital pela primeira vez após cirurgia de transplante de cinco órgãos.

De acordo com a mãe, Patrícia de Lacerda, a alergia deixou a criança cheia de marcas pelo corpo e com coceiras. Os exames de rotina apresentaram alterações, por isso, foi preciso a internação. No hospital, descobriram que a reação foi causada pela fórmula de alimentação que Sofia recebe pela veia, já que ela se alimenta pouco pela boca. "Eles trocaram essa fórmula e a Sofia já melhorou bastante. Por isso pudemos voltar para casa", disse.

Agora, a bebê, que passou por transplante de cinco órgãos do aparelho de digestivo por conta de uma má formação congênita, volta a receber os cuidados em casa. Diariamente, enfermeiros do hospital vão até lá para colher exames de rotina e verificar a recuperação de Sofia.

A bebê chegou aos EUA há um ano para tratamento da Síndrome de Berdon, que provoca a má formação do sistema digestivo.

Todo o tratamento é custeado pelo governo brasileiro, o que foi conseguido depois de uma briga judicial. O custo foi estimado em cerca de R$ 2 milhões. Em abril, Sofia conseguiu o transplante de todos os órgãos (intestino grosso e delgado, fígado, pâncreas e estômago). Após um período de recuperação, ela foi liberada para ficar em casa com os pais, mas ainda não poderá voltar para o Brasil.

Há pouco mais de uma semana, Sofia fez o primeiro passeio por Miami. Isso foi possível no intervalo entre uma dose e outra dos 17 remédios que ela precisa tomar todos os dias. Além disso, ela é estimulada para receber alimentos pela boca, o que era impossível até a realização do transplante.


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