quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Debutantes em Jogos Parapan-Americanos, atletas e comissão do rugby em cadeira de rodas do Brasil se empolgam com clima do evento.

                        
                       Alexandre Taniguchi no Prêmio Paralímpicos de 2014

Os Jogos Parapan-Americanos de Toronto começam na sexta-feira, 7, e terão o rugby em cadeira de rodas como modalidade estreante. A Seleção Brasileira estará na disputa por medalhas e a estreia em um evento poliesportivo tão grande quanto os Jogos é motivo para empolgação dos atletas e comissão técnica.
O grupo brasileiro é experiente em competições internacionais – foi terceiro lugar nos últimos dois campeonatos Parapan-Americanos da modalidade. No entanto, a primeira diferença encontrada foi a concentração para a competição. “Estou gostando dessa convivência com outras modalidades. A gente sempre competiu em campeonatos que só tinha rugby, então ficávamos em hotel e pegávamos transporte para a arena. Esse dia a dia com outros atletas é positivo, a energia de todos os competidores deixa a experiência diferente”, resumiu Alexandre Taniguchi, jogador da Seleção.
Para a coordenadora da modalidade, Michelle Dominicano, o convívio diário com centenas de competidores foi ótimo para os jogadores, mas que agora a empolgação dará espaço à concentração para as partidas. “Os atletas estão muito empolgados por estarem pela primeira vez em uma vila. Nenhum deles conhecia esse clima e essa experiência os deixou bem animados. Chegamos ontem, tivemos um dia de descanso e eles puderam conhecer tudo aqui. Hoje o assunto começa a mudar, vamos ter treinos físicos e partir para concentração total”, definiu a coordenadora técnica.
Quando as disputas começarem, contudo, a cabeça dos atletas estará completamente voltada para o objetivo principal: conquistar medalha já na primeira participação. “Nos últimos dois pan-americanos da modalidade, tínhamos ficado em terceiro. Então a esperança é daí para cima. Se conseguirmos ir além, será muito bom. Canadá e Estados Unidos são os favoritos, mas queremos dar muito trabalho a eles”, analisou Taniguchi.
A opinião é compartilhada com Michelle, que ainda espera que a Seleção cresça muito durante os Jogos Parapan-Americanos. “Nas Américas o rugby vem crescendo muito, mas sabemos que as duas maiores potências são Estados Unidos e Canadá. Na América do Sul nós somos a potência, então viemos aqui para buscar o pódio e dar o nosso máximo contra EUA e Canadá. Jogar contra eles é uma grande oportunidade. Essa experiência que vai fazer nosso jogo evoluir para elevar o nível sul-americano”, planejou.

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