quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Comitê Paralímpico Brasileiro lança programa de Transição de Carreira para atletas

Marcelo Regua/CPB/MPIX

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) está lançando o programa de Transição de Carreira para atletas. A apresentação do projeto ocorreu na tarde de sexta-feira, 11, no auditório do Comitê Organizador Rio 2016, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença de representantes de empresas parceiras do programa, do presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), Sir Phil Craven, do presidente do CPB, Andrew Parsons, e de atletas paralímpicos.
O programa de Transição de Carreira nasceu com a proposta de desenvolver a formação do atleta paralímpico brasileiro, oferecendo capacitação e treinamento profissional de acordo com o perfil de cada um. A ideia é prepará-lo para vida após a aposentadoria das pistas, das piscinas, das quadras. O projeto já está identificando e quantificando os esportistas que representaram o país entre 1996 e o 2012 para, assim, detectar os potenciais profissionais e indicar caminhos. O acompanhamento seguirá até a inserção no mercado de trabalho.
“Aquela pergunta: o que eu vou fazer quando parar? já vai ser respondida. Agora, com este programa, no momento de transição o atleta vai ter segurança e capacitação para vencer os desafios do mercado”, ressaltou Andrew Parsons, presidente do CPB.
No evento de lançamento, Clodoaldo Silva, lenda da natação do Brasil e dono de 13 medalhas em Jogos Paralímpicos, participou de uma mesa redonda ao lado dos parceiros do programa: Adecco, empresa especializada em recursos humanos, EnglishTown, escola de idiomas, e Universidade Estácio de Sá.
O nadador, que pretende largar as piscinas após os Jogos Paralímpicos do ano que vem, afirmou que aposentadoria é sempre um assunto delicado para os atletas. Com o novo programa, porém, os caminhos estariam mais claros e promissores. “Ter este apoio é algo fundamental para que possamos nos planejar e para que a própria sociedade possa nos reconhecer e inserir de vez a pessoa com deficiência no mercado de trabalho”, disse Clodoaldo.
Diretora de responsabilidade social e de parcerias do Grupo Estácio, Cláudia Romano disse que, neste primeiro momento, serão oferecidas pela universidade 370 bolsas de graduação sem custo algum para o atleta. “Ainda vamos disponibilizar nosso banco de dados de 50 mil empresas para ajudar também na questão de empregabilidade. É um processo a longo prazo, mas eu não tenho a menor dúvida de que faremos bonito. É uma honra, esta parceria”, afirmou.
O objetivo é que, já a partir de janeiro do ano que vem, as primeiras capacitações sejam realizadas. Rosinha dos Santos, ouro no arremesso de peso e no lançamento de disco nos Jogos de Sydney‐2000, e Wanderson Silva, jogador de futebol de 7, recém-campeão no Parapan de Toronto, no Canadá, em agosto, também participaram do lançamento representando todos os atletas.

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