domingo, 18 de outubro de 2015

Doença majoritariamentefeminina

Autor: Texto Regiane Muniz -  Foto Divulgação 



De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva), o câncer de mama é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns se desenvolvem rapidamente, outros não.

A doença é o segundo câncer mais comum entre as mulheres; o primeiro é o de pele, e responde por 25% dos novos casos que surgem anualmente. Em 2015, a previsão é que aconteçam 57.120 novos casos no Brasil. Apenas 1% dos diagnósticos é em homens.

Ainda não há informações sobre o que causa o câncer, apenas foi mapeado que a doença está ligada a genética e a fatores de risco sendo a idade uma das mais importantes influências. Cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos.

DIAGNÓSTICO PRECOCE
Em grande parte dos casos, o câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, aumentando as chances de tratamento e cura. Para isso, é importante que as mulheres observem os seios sempre que se sentirem confortáveis seja no banho, no momento da troca de roupa, ou em outra situação do cotidiano. A maior parte dos casos é descoberta pelas próprias mulheres.

Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.

Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas.

Mulheres com risco elevado para câncer de mama devem conversar com o seu médico para avaliação do risco para decidir a conduta a ser adotada.

Ao identificarem alterações persistentes nas mamas, as mulheres devem procurar imediatamente um serviço para avaliação diagnóstica. No entanto, tais alterações podem não ser câncer de mama.
Fatores de risco
Ambientais e comportamentais
- Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
- Sedentarismo (não fazer exercícios);
- Consumo de bebida alcoólica;
- Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios X).

História reprodutiva e hormonal
- Primeira menstruação (menarca) antes de 12 anos;
- Não ter tido filhos;
- Primeira gravidez após os 30 anos;
- Não ter amamentado;
- Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;
- Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);
- Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.

Genéticos e hereditários*
- História familiar de câncer de ovário;
- Vários casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos;
- História familiar de câncer de mama em homens;
- Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.
*A mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/ hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.
Proteção
Estima-se que 30% dos casos de câncer de mama possam ser evitados quando com práticas saudáveis como:
- Atividade física
- Alimentação saudável
- Manter o peso corporal adequado
- Evitar bebidas alcoólicas
- Amamentar
Sinais e sintomas
- Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
- Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
- Alterações no bico do peito (mamilo);
- Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
- Saída espontânea de líquido dos mamilos

Nenhum comentário: