quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Pessoas com deficiência recebem acolhimento diferenciado em Natal

Prefeitura inaugura primeira Residência Inclusiva do RN. Objetivo central é promover a inclusão social dos usuários.


  Alojamento para residentes: estrutura adaptada a necessidades especiais (Foto: Alex Régis)        Alojamento para residentes: estrutura adaptada a necessidades especiais (Foto: Alex Régis)

O acolhimento de pessoas com deficiência e em situação de dependência, que não disponham de condições de autossustentabilidade ou de retaguarda familiar, ganhou um novo capítulo na capital potiguar com a inauguração da Residência Inclusiva, inaugurada há duas semanas pela Prefeitura de Natal. Esta é a primeira casa do gênero no Rio Grande do Norte. Seus serviços ficam a cargo da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas).
A abertura do espaço representa um marco nos serviços da assistência social do Município, além do cumprimento de mais uma meta do Plano Nacional da Pessoa com Deficiência no eixo do atendimento inclusivo. A coordenadora do setor de Alta Complexidade da Semtas, Ivana Vieira, explica que a residência é o último recurso dos usuários do sistema de assistência social em Natal. “Quando todas as possibilidades de convivência entre as pessoas com deficiência e seus familiares se esgotam, e quando não há a menor chance do usuário se manter sozinho, é que ele é encaminhado para o nosso serviço”, explica ela.
Os usuários são encaminhados pelas equipes dos Centros de Referencia de Assistência Social (CRAS) ou pelos Centros de Referencia Especializados de Assistência Social (CREAS) espalhados pelas quatro regiões da capital potiguar. As equipes fazem toda a investigação da realidade dos usuários, suas rotinas e constatam se eles, de fato, encaixam-se no perfil para o qual a casa se destina.
A rede municipal está toda interligada para identificar esses possíveis “pacientes”. Existe também uma integração entre os órgãos municipais, em especial com as secretarias de Saúde e Educação. Além disso, a Semtas trabalha com a capacitação profissional e a tentativa de inseri-los no mercado de trabalho para gerar a independência dos cidadãos atendidos nesse programa.
O paraibano Gilmar Minervino, 31 anos, é um dos primeiros usuários acolhidos na Residência Inclusiva de Natal. Ele sofreu uma lesão medular após levar um tiro nas costas e ficou paraplégico. Gilmar mora sozinho e chegou até o espaço encaminhado pelo CRAS da Zona Norte. O acolhimento dos profissionais da residência mereceu elogios de Minervino, que agradeceu o tratamento recebido. “Fui muito bem recebido e os serviços daqui são de alta qualidade”, define.
vana Vieira, coordenado da Residência Inclusiva: “serviço é último recurso para usuários” (Foto: Alex Régis)Ivana Vieira, coordenado da Residência Inclusiva: “serviço é último recurso para usuários” (Foto: Alex Régis)
O prefeito Carlos Eduardo enfatiza a importância de locais como a Residência Inclusiva para a ressocialização das pessoas que ficam muitas vezes esquecidas pela sociedade. “Esta instituição vem para unir mais a sociedade. Não podemos mais aceitar a exclusão social. A Residência Inclusiva tem o propósito de dar mais dignidade a essas pessoas que estavam vivendo às margens da sociedade, devido às suas deficiências”, aponta o prefeito.
Para a titular da Semtas, Ilzamar Pereira, a Residência Inclusiva é um grande avanço para os serviços de alta complexidade em assistência social em Natal. “É um equipamento que vai fortalecer toda a Rede de Proteção com atendimento público de qualidade para essas pessoas. Estes usuários encontrarão aqui a chance de se sentirem mais valorizados e capacitados”, prevê ela.
A estrutura física da Residência Inclusiva de Natal é totalmente adaptada para acolher pessoas com necessidades especiais. Ela dispõe de espaço amplo e de itens como camas hospitalares, cadeiras de rodas, banheiros adaptados e refeitório. A unidade faz parte do Serviço de Acolhimento Institucional, no âmbito da Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Sua capacidade de atendimento é de até 10 pessoas (na faixa etária de 18 a 59 anos) e o funcionamento é ininterrupto (24h), com cuidadores trabalhando em turnos de seis horas. A equipe técnica é composta por três assistentes sociais, um psicólogo, uma terapeuta ocupacional, nove cuidadores, além de auxiliar de serviços gerais e cozinheira. Uma outra finalidade da casa é propiciar a essas pessoas a construção progressiva da autonomia e do protagonismo no desenvolvimento das atividades da vida diária, na participação social e comunitária e no fortalecimento dos seus vínculos familiares.
Fonte: g1.globo.com

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