segunda-feira, 11 de abril de 2016

EVITANDO A TENDINITE: Saiba Como Tocar Sua Cadeira De Rodas De Forma Correta

POR: CAROL CONSTANTINO




Primeiro vamos definir a Tendinite. A tendinite é um processo inflamatório que acomete o tendão. Pode ele ser secundário a doenças sistêmicas ou mesmo esforços repetitivos.

As tendinites secundárias a esforços repetitivos são denominadas de LER - Lesão por Esforço Repetitivo.


Prevenção de LER para cadeirantes

Cadeira de rodas tem um extremo valor para as pessoas com deficiência física porque possibilitam locomoção. Uma prescrição adequada de uma cadeira de rodas e correta orientação em relação ao seu uso irá contribuir para um maior grau de independência, conforto e a longo prazo irá prevenir lesões por esforços repetitivos (LER) nos membros superiores. 

Mais de 70% dos usuários de cadeira de rodas (UCR) manuais desenvolvem dores nos ombros, cotovelos e punhos. Pesquisas têm mostrado que os UCRs podem prevenir estas patologias causadas por uso excessivo dos membros superiores durante a propulsão. Iremos discutir alguns procedimentos que os UCRs e terapeutas poderão adotar para melhorar a qualidade de uso da cadeira de rodas.

Existem quatro maneiras de impulsionar uma cadeira de rodas: 
a. Semicircular (SC); 
b. Single looping over propulsion (SLOP);
c. Double looping over propulsion (DLOP); 
d. Arcing (ARC).


                                 Qual será o melhor padrão?
                                                

O padrão Semicircular (SC) mostrou ser o mais eficiente porque apresenta diminuição de movimentos repetitivos. Ou seja, usando o padrão SC em uma distância ‘X’, o número de vezes que usuário precisará impulsionar a cadeira de rodas será bem menor do que usando os outros padrões.

É importante ressaltar que é o instante que a mão do usuário toca no aro para começar a impulsão que gera uma grande força nos membros superiores que resultará em enfermidades. Assim, o uso do padrão SC propicia menos toques na roda, e consequentemente menos forças são aplicadas nos membros superiores. 

⇓ frequência da propulsão ⁼ ⇓ patologia 
Para utilizar este padrão, o usuário deve deixar as mãos caírem naturalmente abaixo do aro depois do movimento de impulsão. As mãos devem seguir o seu curso natural até chegarem no ponto onde o próximo ciclo começará.

Sempre deve-se considerar a cadeira de rodas… 

Uma cadeira de rodas que não ofereça a possibilidade de posicionar corretamente o usuário irá trazer muitos malefícios!!! 

Orientações: 

1) diminuir a distância vertical entre os ombros e eixo da roda (flexão de cotovelo do usuário 120°) 

2) posicionar a roda à frente. Somente alguns tipos de cadeiras de rodas permitem estes ajustes. Sendo assim, ao escolher sua cadeira de rodas é muito importante levar em consideração o ajuste do equipamento. ⇓Distância vertical ombro/eixo da roda = ⇓ patologia, ⇑ Roda à frente = ⇓ patologia.

Vale a pena ressaltar, que não é um fator isolado e sim a mudança de um conjunto de fatores (cadeira de rodas e usuário) que vai ter um impacto no padrão de propulsão e consequentemente diminuir a probabilidade de se adquirir patologias. 

Dra. Maryelle Faria - Fisioterapeuta - Clique aqui e curta a página da fisioterapeuta

Fontes: Engenheiros da Acessibilidade, Diretrizes de Atenção a pessoa com lesão medular, Técnicas de Reabilitação Musculoesquelético e Exames físicos em Ortopedia. - cantinhodoscadeirantes.com.br

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