domingo, 10 de abril de 2016

Por que sinais e outros elementos marcantes são tão importantes para orientação do idoso?

por  Maria Luisa Trindade Bestetti (*)

 

A todos são conferidas melhores condições de mobilidade quando contamos com orientação que organiza e esclarece direções, garantindo caminhos seguros a todos. Certamente já vivenciamos situações de localização de ruas, endereços ou empreendimentos mal sinalizados e lembramos quão angustiante é sentir-se perdido. O desgaste causado por perda de tempo, vai-e-vem em busca de uma entrada mal marcada ou mesmo o constrangimento de abordar pessoas para pedir auxílio traz insegurança e desmotiva a autonomia. 
Todos conhecemos símbolos universais: cores dos semáforos, símbolo internacional de acessibilidade – SIA, setas indicativas, alertas de incêndio, etc. Na década de 90, com o avanço da regulamentação das normas de acessibilidade, outros elementos passaram a existir como facilitadores, tais como pisos táteis, sinais sonoros, mapas diretivos e outros dispositivos de apoio. O título dado a este texto destaca a importância desses elementos para o idoso, mas na realidade a todos são conferidas melhores condições de mobilidade quando contamos com orientação que organiza e esclarece direções, garantindo caminhos seguros a todos.
O idoso está incluído no segmento de pessoas com necessidades especiais, pois pode apresentar baixa acuidade visual e/ou auditiva, além de mobilidade reduzida. Boa orientação, portanto, é requisito importante para a garantia de acesso amplo e irrestrito. Certamente já vivenciamos situações de localização de ruas, endereços ou empreendimentos mal sinalizados e lembramos quão angustiante é sentir-se perdido. O desgaste causado por perda de tempo, vai-e-vem em busca de uma entrada mal marcada ou mesmo o constrangimento de abordar pessoas para pedir auxílio traz insegurança e desmotiva a autonomia. Com idosos o mal-estar pode ser potencializado, pois dificuldades geradas pela falta de autoconfiança decorrem da diminuição de atividades independentes.
Há profissionais especializados em criar os dispositivos de sinalização, assim como definir os pontos de instalação, dimensionar alturas e tamanhos de fonte, grafismos e cores, de modo a garantir leitura imediata, fácil e direta para a compreensão de informações. Mesmo o uso de cores em calçadas pode criar direções, especialmente quando intercaladas com outros elementos, tais como equipamentos do mobiliário urbano, canteiros ajardinados ou marcos referenciais importantes. 
Portanto, estimular o idoso a utilizar a cidade com autonomia certamente aumentará sua confiança e manterá a capacidade de observar os elementos marcantes. Além disso, este é um significativo exercício cognitivo, pois estimula a memória e instiga a associações que facilitam o reconhecimento de lugares e equipamentos. Se podemos viver mais e melhor, que seja com autonomia, confiança e prazer. 
(*)Maria Luisa Trindade Bestetti - Sou arquiteta e pesquiso sobre as alternativas de moradia para idosos no Brasil, especialmente sobre a habitação mas, também, o bairro e a cidade que a envolvem. Ser modular significa harmonizar todas as etapas da vida, atendendo desejos e necessidades. Se você tem mais de 50 anos e está preocupado sobre como morar na velhice, participe: leia, comente, pergunte, discuta!... Estamos vivendo mais e melhor, é preciso que pensemos nisso com a tranquilidade e a confiança necessárias para podermos viver muito com segurança e conforto. Acesse Aqui 

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