quarta-feira, 10 de agosto de 2016

De revelação à artilheira do Brasil, Victória é a grande aposta do Goalball

De revelação à artilheira do Brasil, Victória é a grande aposta do Goalball
Foto: Victoria Nascimento durante os Jogos Parapan-Americanos de Toronto

Há três anos, Victoria Nascimento era apenas uma das cinco convocadas para o Mundial de Jovens da IBSA, nos Estados Unidos. Em sua primeira experiência internacional a carioca mostrou talento e foi o grande nome da seleção que conquistou a medalha de prata na competição. De lá pra cá, Vic foi ganhando espaço e é uma das principais apostas do Brasil para alcançar o inédito pódio nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
 
Depois de estourar na competição para atletas com idade até 19 anos, Victoria foi crescendo na equipe adulta e passou a ser nome frequente nas convocações. Em 2014, a atleta esteve no grupo que disputou o Campeonato Mundial na Finlândia. Na ocasião, não teve muitas oportunidades, mas a experiência trouxe ótimos aprendizados.
 
Na época que fui convocada para o Mundial, o professor (técnico Dailton Freitas) até falou para mim que era como uma experiência que ele estava me levando. Ele falava que eu era um jovem talento que precisava ser trabalho. Então ele me levou. Entrei pouco em quadra, bem pouco tempo. No início eu fiquei chateada, mas depois a gente para pra analisar tudo o que foi feito e aprendi muita coisa. Assistindo jogos de alto nível, comportamento das atletas, então a gente vai absorvendo isso para carregar na sua trajetória no esporte – contou Victoria.
 
Um ano depois veio a afirmação. Victoria recebeu a função de principal arremessadora da equipe na disputa dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto. Mesmo jovem, não se intimidou e foi peça fundamental para o Brasil chegar ao primeiro ouro da categoria feminina na competição. De quebra ainda ficou com a artilharia dos Jogos com 26 gols marcados. Mesmo com o feito, a carioca não perde o foco e afirma que é preciso trabalhar para conseguir balançar as redes nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. 
 
Ano passado o professor me jogou em quadra e disse que queria me testar. A gente não pede para fazer gol. Isso é impossível. Mas o professor me deu a função na seleção como batedora. E eu tenho trabalhado pra isso, porque Paralimpíada não vai ser campeonato brasileiro. Não vai ser qualquer bola minha que vai entrar, então eu preciso trabalhar muito isso, para ter um melhor ataque. E tudo o que eu vou fazer na hora do jogo vai ter que ser tudo muito bem elaborado para romper a defesa adversária – disse a atleta.
 
Depois de se tornar uma das principais jogadoras da equipe, Victoria acredita que o Brasil está preparado para conquistar a tão sonhada medalha. E para a atleta o lugar mais alto pódio é algo que está no pensamento.
 
Até 2014 eu nem pensava em Paralimpíada. E a partir do ano passado, quando fui para Toronto, eu comecei a sonhar mais alto. Fui convocada esse ano para os Jogos, então é uma alegria muito grande. Eu vou estar na cidade onde nasci, minha família vai estar lá, pessoas que me conhecem vão estar lá torcendo por mim, então estou com boas expectativas para esses Jogos. E acredito, sim, que a seleção feminina consegue chegar no alto do pódio para ouvir mais uma vez o hino nacional tocar – espera a artilheira do Brasil.
 
O Brasil está no Grupo C com Estados Unidos, Japão, Argélia e Israel. A estreia será no dia 08 de setembro, contra as americanas, atuais campeãs mundiais, mas que foram derrotadas pelas brasileiras na final dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, em 2015.



Fonte: cbdv.org.br

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