terça-feira, 13 de setembro de 2016

Com 10 medalhas, sendo três de ouro, Brasil tem melhor dia nas Paralimpíadas até o momento

Por Maria Clara Serra

Daniel Zappe/MPIX/CPB
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Equipe de Pares misto BC3 da bocha comemora o título inédito

A manhã brasileira desta segunda, 12, nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 foi só o prenúncio de um dia para entrar para a História. Enquanto no Estádio Olímpico o público vibrava com as pratas de Rodrigo Parreira, no salto em distância T36, e de Fábio Bordignon nos 200m rasos T35, Israel Stroh se tornava o primeiro medalhista indivdual do tênis de mesa paralímpico do Brasil, com a segunda colocação na classe 7. E o melhor ainda estava por vir.

Se a prata vinda da bocha – o Brasil perdeu da Eslováquia por 4 a 2 no Pares BC4 com Dirceu Pinto, Eliseu Santos e Marcelo Santos – e do revezamento 4x100m T42-T47 - com Alan Fonteles, Petrúcio Ferreira, Yohansson Nascimento indicava mais um dia prateado para o Brasil, a noite foi de Hino Nacional ecoado em três arenas do Rio.

Alessandro Rodrigo foi o primeiro a subir no lugar mais alto do pódio. Lançando o disco pela categoria F11 a 43 metros e seis centímetros, ele sagrou-se campeão e quebrou o recorde paralímpico. Na Arena Carioca 2, a equipe de Pares BC3 do Brasil também deixou seu nome marcado na trajetória brasileira nas Paralimpíadas. Evani Calado, Antonio Leme e Evelyn de Oliveira, que formaram o primeiro time da categoria a representar o Brasil em Jogos, derrotou a Coreia do Sul por 5 a 2 e levouo público presente às lágrimas.

No Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, Andre Brasil levou o bronze nos 100m borboleta S10. Talisson Glock, que terminou os 200m medley SM6 em quarto e herdou a terceira posição do colombiano Nelson Crispim ainda precisa aguadar o recurso apresentado pela Colômbia para comemorar a medalha. Era apenas o abre cena de um espetáculo que teria o multimedalhista Daniel Dias como estrela. Quinta prova, quinta medalha e um ouro que estava engasgado. Nos 50m livre S5, Daniel garantiu seu segundo ouro nesta edição dos Jogos – ele conquistou mais duas pratas e um bronze.

Com a prata de Joana Silva nos 50m livre S5, o Brasil fechou o dia com 11 medalhas, até agora o melhor resultado verde e amarelo nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

​Esta terça-feira, 13, também será agitada para o Brasil. Ouro nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012, Jovane Guissone inicia sua trajetória rumo ao bi-paralímpico. No hipismo, também há esperança de medalha com o cavaleiro Rodolpho Riskalla. Destaque também para o futebol de 5, que busca permanecer no primeiro lugar do grupo em confronto direto com o Irã.

O Brasil tem 34 medalhas e está em quinto no quadro geral dos Jogos Paralímpicos, com nove ouros, 17 pratas e oito bronzes (se confirmado o pódio de Talisson Glock, o número geral sobre para 35, sendo nove de bronze) , o maior número de medalhas já alcançado pelo país ao final dos cinco dias de competições.


Fonte: cpb.org.br

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