quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Esporte, inclusão e acessibilidade na experiência de atletas paralímpicos

Abertura do 4 º Seminário de Esportes Inclusivos reuniu os paratletas Gustavo Henrique e Jerusa Santos no Sesc Thermas de Prudente, nesta quarta (19)

Por Ive Rodrigues Presidente Prudente, SP 

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Atletas paralímpicos falam sobre inclusão no esporte (Foto: Taíne Correa / Sesc Thermas)

De um lado o mineiro Gustavo Henrique, do outro a cuiabense Jerusa Santos. Dois atletas paralímpicos com algo em comum: a deficiência visual. Ambos marcaram presença na quarta edição do Seminário de Esportes Inclusivos, Participativos e de Lazer, realizado no Sesc Thermas de Presidente Prudente nesta quarta-feira (19). O evento debate e reflete sobre propostas de inclusão de pessoas com deficiência física em práticas esportivas e reúne uma série de atividades formativas até o próximo sábado (22).

Jerusa e Gustavo são expoentes do esporte adaptado no país, com grandes conquistas como paratletas. Apesar da dificuldade visual, eles mostraram as perspectivas que a inclusão e o exercício físico pode trazer na vida das pessoas e compartilharam suas experiências sobre a temática.

Com 40% da visão prejudicada, Gustavo acumula diversos prêmios como corredor. Uma de suas últimas conquistas foi a medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 no revezamento 4x100 rasos, além de subir ao pódio nos Jogos Parapan-americanos e no Circuito Paralímpico de Atletismo.

                       Gustavo Henrique (Foto: Valmir Custódio / GloboEsporte.com)
Gustavo levou o ouro nas Paralimpíadas Rio 2016 (Foto: Valmir Custódio / GloboEsporte.com)

Em eventos como este, nós temos a chance de deixar um legado muito grande para as pessoas sobre a deficiência e a falta de inclusão dos portadores dela na sociedade, pois ainda existe muito preconceito, falta de informação e de acessibilidade, além da dificuldade do deficiente físico no mercado do trabalho – disse o paratleta, Gustavo Henrique.

Natural de Cuiabá (MT), a velocista Jerusa Santos, que perdeu completamente a visão aos 18 anos, analisa sua participação no seminário como uma forma de difundir o esporte e mostrar seu benefício, principalmente para aqueles que trabalham diretamente com portadores de deficiências físicas. A atleta também participou do Rio 2016 e carrega, ao longo da carreira, o bronze nos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008 e prata em Londres 2012.

                           
Jerusa dos Santos já participou de três Jogos Paralímpicos ao longo da carreira (Foto: Divulgação)

Tem muita gente que não tem conhecimento sobre esporte paralímpico. Por meio dessa troxa de experiências, vários estudantes que estão em formação acabam conhecendo melhor a nossa área e o nosso trabalho. Não só para quem tem um tipo de deficiência, mas também para aqueles que lidam com eles – explica a velocista paralímpica, Jerusa Santos.

O Seminário visa a integração de diferenças que refletem sobre o indivíduo e a sociedade, e conta com minicursos de recreação escolar inclusiva, esportes adaptados, parabadminton, tiro com arco paraolímpico, e handebol sobre rodas, além das vivências de ioga para todos e danças circulares sentadas.

A ideia é disseminar o conhecimento na área, compartilhar boas práticas e ampliar o repertório de possibilidades no trabalho com o esporte, o lazer e a pessoa com deficiência – explica a gerente de desenvolvimento físico esportivo do Sesc São Paulo, Maria Luiza de Souza Dias.

O seminário é organizado pelo Sesc, em parceria com o Departamento de Educação Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT/Unesp) e a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e conta com o apoio das Faculdades de Dracena (Dracena) e da Escola Superior de Educação Física da Alta Paulista (Esefap), de Tupã.

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