domingo, 1 de outubro de 2017

Jovem com dificuldade de locomoção relata constrangimento no uso de ônibus urbano em Juiz de Fora - Veja o vídeo.

Ela disse não conseguir embarcar pelas escadas e que motoristas se recusam a usar elevador alegando ser “exclusivo” para cadeirantes.

Por G1 Zona da Mata 

Jovem relatou fatos em rede social (Foto: Reprodução/Facebook)
Jovem relatou fatos em rede social (Foto: Reprodução/Facebook)

A jovem Letícia Fracetti utilizou as redes sociais para desabafar e cobrar providências dos setores responsáveis pelo transporte público em Juiz de Fora. Ela tem uma deficiência física que limita o movimento das pernas e compromete a locomoção, mas segundo ela, motoristas de ônibus se recusam a usar o elevador, alegando que o uso é restrito apenas para cadeirantes.

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No texto publicado pela jovem, ela relatou que fez o sinal e “o ônibus parou, abriu a porta da frente e eu cheguei perto pra pedir ao motorista que abrisse a porta do meio, onde tem o elevador para deficientes. Resposta que escutei: ‘não pode porque é só para cadeirante’. Eu avisei que não consigo subir degraus. Resposta: ‘mas não pode’. Assim mesmo, sem qualquer explicação a mais”.

O G1 entrou em contato com a Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) que declarou através de nota que “ainda não existe uma regulamentação municipal para este caso específico, no entanto, o embarque e desembarque destas pessoas pode ser feito como orienta a norma 15.570 da ABNT”
.
A norma indicada pela Settra, em seus procedimentos, traz a seguinte orientação:

“A operadora de transportes deve providenciar e manter pessoal treinado para operação e atendimento aos portadores de deficiências que utilizam seus serviços, com atenção especial às diferenças existentes entre as várias deficiências”.

Apesar de não constituir como regulamentação municipal, a norma indicada pela Settra para orientar os procedimentos nos ônibus urbanos não determina que o elevador seja usado apenas para cadeirantes. Não há, também, especificação sobre qual procedimento deve ser adotado para cada tipo de limitação de locomoção.

Mas a assessoria dos Consórcios Integrados do Transporte Urbano de Juiz de Fora (Cinturb) disse que segue uma orientação da Setrra de 2013 para que apenas cadeirantes usem o elevador.

“O fato de que eu consigo caminhar relativamente bem não é ponto de partida para ninguém tentar ‘medir’ o quanto de dificuldades eu tenho e muito menos motivo para acharem que eu sou mais ou menos deficiente que outras pessoas”, reclamou a jovem em relação a um dos motoristas que negou usar o elevador para ela.

O Decreto nº 11.342, de 21 de setembro de 2012, regulamenta a Lei nº 10.410, de 20 de março de 2003, e dispõe sobre as normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida no Município, mas também não trata especificamente do caso indicado.

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Jovem com mobilidade reduzida reclama de acessibilidade nos ônibus de Juiz de Fora

Fonte: g1.globo.com

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