domingo, 5 de novembro de 2017

Mexicana de 10 anos com paralisia cerebral é libertada pelos EUA

A menina foi detida por agentes de controle de imigração logo após uma cirurgia

POR O GLOBO / AFP

Rosa María ficou detida na própria cama do hospital e agorea aguarda deportação - Reprodução

LAREDO, EUA — A autoridade migratória dos Estados Unidos libertou, nesta sexta-feira, a menina mexicana de 10 anos com paralisia cerebral detida para deportação, informou a União Americana de Direitos Civis (ACLU). A prisão havia gerado indignação e críticas sobre as prioridades do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, diante das crescentes detenções de migrantes em situação ilegal. Como resposta, Trump prometeu que o foco será direcionado para os que cometem crimes enquanto estão ilegalmente nos Estados Unidos.

Rosa María Hernández sofre de paralisia cerebral, uma doença do desenvolvimento do cérebro que afeta o movimento do corpo e o controle sobre os músculos. Seu mãe a levou ilegalmente do México para os Estados Unidos quando tinha três meses para que recebesse um atendimento médico melhor. Saíram de Nuevo Laredo para Laredo, cidade adjacentes na fronteira.

A menina foi detida por agentes de controle de imigração num hospital do Texas logo após passar por uma cirurgia. Os pais de Rosa María Hernández, que moram em Laredo, não puderam acompanhá-la porque a situação de ambos é irregular. Ela foi levada ao hospital acompanhada de um parente com cidadania americana. Funcionários da Agência de Controle de Fronteiras interceptaram a ambulância onde ela estava, mas a deixaram fazer a operação e acompanharam sua recuperação para poder levá-la à fila da deportação.

De acordo com Michael Tan, advogado da ACLU, Rosa "está finalmente livre".

"Estamos encantados de que agora possa se recuperar, cercada por amor e pelo apoio de sua família", disse Tan. "Apesar do nosso alívio, a decisão da patrulha de fronteira contra uma menina em um hospital infantil não tem desculpa", acrescentou.

A menina viajava há alguns dias de ambulância para uma cirurgia, acompanhada por um adulto da família que é cidadão americano, quando agentes de imigração pararam os dois em um posto de polícia e os seguiram até o hospital, onde monitoraram o seu tratamento e a levaram em custódia uma vez que recebeu a alta médica, segundo a ACLU.

"Nenhuma criança deve passar por este trauma e estamos trabalhando para que isto não aconteça novamente", declarou o porta-voz da ACLU.

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