terça-feira, 20 de março de 2018

Associação questiona atendimento médico a cadeirante no HGE, em Maceió

Paciente de 40 anos foi internado com úlcera há cerca de 10 dias, mas presidente da Associação dos Cadeirantes diz que ele não vem recebendo atendimento adequado. Hospital nega.

Por G1 AL

HGE nega suposição de abandono e afirma que paciente vem recebendo cuidados médicos necessários (Foto: Hágata Christye/G1)
HGE nega suposição de abandono e afirma que paciente vem recebendo cuidados médicos necessários (Foto: Hágata Christye/G1)

Integrantes da Associação dos Cadeirantes de Maceió se mobilizaram nesta segunda-feira (19) no estacionamento do Hospital Geral do Estado (HGE) para cobrar respostas sobre um paciente internado na unidade. Eles questionam que o atendimento não está sendo prestado adequadamente.

De acordo com André Dionisio, presidente da Associação, Givaldo Augusto, 40, foi internado com úlceras há cerca de 10 dias, e já deveria ter sido operado.

"O ortopedista dá alta e manda para o cirugião plástico. O cirurgião manda para o ortopedista de novo e está assim", disse Dionisio.

Por meio de nota, o HGE esclareceu que paciente tem um quadro de escara de decúbito (úlcera por pressão) e que vem recebendo os devidos cuidados da junta médica. O hospital nega a suposição de abandono (veja a nota na íntegra ao final do texto).

Contudo, a associação cobra que ele seja tranferido paciente para o Hospital Universitário. "Ele está sofrendo há dez dias já, não vamos sair enquanto não dos derem uma resposta e fizerem a transferência", declarou o presidente.

Segundo ele, como o hospital não tem lugar para acompanhantes dos pacientes, a esposa de Santos usa cadeira de rodas do marido para dormir.

Veja abaixo a íntegra da nota do HGE

O Hospital Geral do Estado (HGE) esclarece que o usuário Givaldo Augusto dos Santos, de 40 anos, ingressou no dia 12 de março de 2018, às 08:26, via transferência intra-hospitalar, com uma escara de decúbito. Desde então a cirurgia plástica e ortopedia lideram os cuidados, junto a outras equipes, como enfermagem e nutrição, que avaliam o caso diariamente. Assim acontecendo, nega a suposição de abandono e ressalta que o empenho dos profissionais já combateu o quadro infeccioso da ferida, que atualmente compromete a irrigação sanguínea da região afetada.

Fonte: g1.globo.com

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