segunda-feira, 14 de maio de 2018

Mãe de jovem com Síndrome de Down fala sobre como venceu o preconceito: 'Amor e dedicação' - Veja o vídeo

Aposentada contou que sofreu de depressão pós-parto, mas se sente feliz por ver a caçula e a primogênita, que é enfermeira, estarem realizadas, em Goiânia.

Por Murillo Velasco, G1 GO

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Mãe fala sobre depressão após parto de filha com Down e como venceu problema

A aposentada Cirlei de Souza Araújo comemora o Dia das Mães, neste domingo (13), ao lado das filhas Taciana, a mais velha, e Mariana, a caçula. A mulher, que mora em Goiânia, conta que teve depressão pós-parto após dar à luz a mais nova, que nasceu com Síndrome de Down. Cirlei afirma que precisou vencer o preconceito para ser e fazer as “meninas” felizes.

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“Sem elas ia ser muito triste, não ia ter razão. Ser mãe é maravilhoso. Fórmula não tem não, não tem nenhuma equação. É amor e dedicação”, disse.

Cirlei de casou com Emival há 35 anos. Pouco tempo depois nasceu a Taciana, que hoje é enfermeira. Após alguns anos veio a Mariana. A aposentada conta que o maior desafio da vida dela nascia junto com a caçula.

Ela afirma que sofreu depressão pós-parto, e precisou se reinventar para superar as dificuldades. “Eu só chorava. Eu não sabia o que que era, Eu trabalhava com algumas equipes, mas não tinha noção”, contou.

Hoje, Taciana se dedica à profissão, e Mariana pratica música e artes plásticas, sempre ao lado da mãe, que se enche de orgulho. A caçula não mede esforços para expressar o amor para a mãe.

“Feliz Dia das Mães, porque você é muito especial para nós”, declarou.

Cirelei e as filhas Taciana (esquerda) e Mariana (direita) (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)
Cirelei e as filhas Taciana (esquerda) e Mariana (direita) (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Portas fechadas

Cirlei conta que superou a depressão, mas encontrou outros desafios e “portas fechadas” na jornada da criação das filhas. Ela disse que Mariana chegou a ser expulsa de uma escola de natação, pois o professor não acreditava no potencial dela.

“Nós tínhamos algumas portas fechadas, tipo assim, uma natação, uma escola de natação que não acreditou que ela fosse nadar, aquilo me entristeceu. O professor falou assim na minha cara que não, que ‘estes meninos’ não aprendiam a nadar”, disse.

Depois de ver as filhas vencendo na vida, a aposentada disse que se sente orgulhosa.

“A maior recompensa é ver eles realizados né. Você ver formado, trabalhando, independente, ajudando no país, na vida das pessoas”, comemorou.

Mariana e Cirlei juntas, em Goiânia (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)
Mariana e Cirlei juntas, em Goiânia (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Fonte: g1.globo.com

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