sexta-feira, 8 de junho de 2018

Autismo: aprender segunda língua pode ajudar criança, diz pesquisa

Um estudo feito no Canadá provou que falar mais de uma língua favorece a flexibilidade cognitiva de crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista)

(Foto: Thinkstock)
Nos Estados Unidos, a maioria das crianças vai a escola de ônibus amarelo (Foto: Thinkstock)

Por Crescer online

Uma pesquisa recente feita pela Escola de Ciências da Comunicação e Distúrbios, da Universidade de McGill (Canadá), mostrou que aprender uma segunda língua pode ser benéfico para crianças com autismo.

No estudo, feito com crianças de 6 a 9 anos - sendo parte delas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) -, as autistas bilíngues apresentaram melhor desempenho na parte mais complexa do teste, que tinha como objetivo classificar e organizar objetos. A explicação para o resultado é simples: falar mais de uma língua favorece a flexibilidade cognitiva, o que já foi observado em pesquisas com crianças não autistas.

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Menina escrevendo na escola (Foto: Thinkstock)

O neurologista infantojuvenil Marco Antonio Arruda, do Instituo Glia (SP), faz uma ressalva: "Mesmo com evidências positivas, é cedo para relacionar o bilinguismo com a melhora do autista, pois há diferentes graus de TEA. Os chamados de alto funcionamento, por exemplo, mostram muita habilidade para o aprendizado de novas línguas, enquanto os de baixo funcionamento, mal se expressam verbalmente", conclui.



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