sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Congresso debate políticas públicas e tecnologia para a pessoa com deficiência - Veja o vídeo.

Evento em Bauru (SP) sobre tecnologia assistiva termina nesta sexta-feira (21), Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Melhora na qualidade de vida é desafio para pesquisadores de seis países.

Por G1 Bauru e Marília

Congresso em Bauru reúne pesquisadores de seis países para debater formas de melhorar a vida da pessoa com deficiência — Foto: TV TEM/Reprodução
Congresso em Bauru reúne pesquisadores de seis países para debater formas de melhorar a vida da pessoa com deficiência — Foto: TV TEM/Reprodução

A segunda edição do Congresso Brasileiro de Tecnologia Assistiva, que acontece em Bauru (SP), termina nesta sexta-feira (21), data em que é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

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O evento debate não apenas formas de garantir qualidade de vida através da tecnologia, mas também com a adoção de políticas públicas para o setor.

O evento reúne, além de pesquisadores do Brasil, profissionais de Portugal, França, Argentina, Cuba e Japão que debatem os avanços nos conceitos de tecnologia assistiva.

"Tecnologia assistiva é todo fator externo, todo meio que ajude o indivíduo a chegar a um fim. Desde um talher adaptado até um implante coclear ou mesmo um software ou hardware", explica Carlos Félix Ribeiro Filho, terapeuta ocupacional.

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Bauru recebe pesquisadores do exterior em congresso sobre pessoas com deficiência

Um exemplo desses “fatores” de inclusão é uma parceria apresentada no congresso entre a Unesp e universidades federais do Paraná e de Santa Catarina para criar novos modelos de cadeiras de rodas e de próteses.

"Uma cadeira de rodas tem sempre o estigma associado à deficiência da pessoa, por isso nós pensamos que, através design, com novas cores, essa cadeira de rodas pode fazer com que essa pessoa se sinta parte integrante da sociedade”, explica o professor da Unesp Luiz Carlos Paschoarelli.

Luiz Carlos Paschoarelli, professor da Unesp, lembra que até detalhes como o design podem ajudar na integração da pessoa com deficiência — Foto: TV TEM/Reprodução
Luiz Carlos Paschoarelli, professor da Unesp, lembra que até detalhes como o design podem ajudar na integração da pessoa com deficiência — Foto: TV TEM/Reprodução

Mais do que desenvolver novos materiais, o desafio do congresso é também garantir qualidade de vida através de políticas públicas para pessoas como a aposentada Gilmara Aparecida Severino, que teve poliomielite quando era bebê e depois sofreu um acidente de trabalho.

Para pegar o ônibus em seu bairro, a aposentada precisa dividir espaço com os carros na rua. Ela reclama que a conceitos de acessibilidade dificilmente chegam à periferia.

"Até tem um ponto de ônibus próximo da minha casa, mas ao mesmo tempo não tem uma rampa acessível, e eu tenho que ficar no meio da rua. Eu vejo que estão colocando rampas no centro, mas nos bairros não tem", reclama Gilmara.

Em nota, a Secretaria de Obras de Bauru disse que desde o ano passado instalou cerca de 300 rampas de acessibilidade nas principais avenidas da cidade e na região da Praça Paradesportiva.

Gilmara Severino reclama por ter "disputar" espaço nas ruas com ônibus e carros: "Rampas não chegam à periferia" — Foto: TV TEM/Reprodução
Gilmara Severino reclama por ter "disputar" espaço nas ruas com ônibus e carros: "Rampas não chegam à periferia" — Foto: TV TEM/Reprodução

Fonte: g1.globo.com

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