sábado, 29 de setembro de 2018

Família de recém-nascida pede sequestro de verba pública para cirurgia no coração

Isis tem defeito do septo atrioventricular (DSAV) e indícios de síndrome de down. Pedido é analisado pela Vara da Infância e Juventude de Sorocaba (SP).

Por Carlos Dias, G1 Sorocaba e Jundiaí

Bebê Isis está no Conjunto Hospitalar de Sorocaba — Foto: Arquivo pessoal
Bebê Isis está no Conjunto Hospitalar de Sorocaba — Foto: Arquivo pessoal

A defesa da família da bebê que nasceu há pouco mais de um mês com malformação congênita no coração pediu o sequestro de verba pública do Estado, nesta quinta-feira (27), para o pagamento da cirurgia que a criança necessita para sobreviver. A menina sobrevive ligada a aparelhos no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (SP).

Segundo o advogado Anselmo Bastos, o caso está com a juíza Erna Thecla Hakvoort, da Vara da Infância e Juventude. Na semana passada, uma liminar obrigou que a Fazenda Pública do Estado de São Paulo pagasse a cirurgia e que o transporte fosse feito pela prefeitura.

A decisão da juíza afirmava que, se o Estado não cumprisse a liminar, teria que pagar multa diária de R$ 800 com limite de R$ 15 mil, enquanto não for realizado o procedimento e também o tratamento necessário.

No entanto, a família fez dois orçamentos em hospitais especializados, já que o CHS não realiza a cirurgia que a criança necessita. O valor necessário para o pagamento do procedimento é de R$ 165 mil.

Em nota, o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba informou que, como a paciente está internada na UTI Neonatal do CHS, onde passa por tratamento com antibióticos, o quadro infeccioso impossibilita a transferência imediata por questões de segurança.

A doença
Ana Isis Glasser Pedroso nasceu no dia 23 de agosto, em Sorocaba, com a doença conhecida como defeito do septo atrioventricular (DSAV) e indícios de síndrome de down.

Segundo a mãe, a professora Dalila Aparecida Glasser Rodrigues, de 37 anos, a filha nunca saiu do hospital e teve a patologia diagnosticada durante a gravidez. A doença afeta outros órgãos do corpo e o procedimento cirúrgico deve ser feito rapidamente, relatou a mãe ao G1.

Os médicos do CHS conseguiram estabilizá-la com medicamentos e ligada aos aparelhos. A família é de Tapiraí, cidade próxima a Sorocaba, e conta com a ajuda de parentes para moradia provisória. O pai e a mãe se revezam para visitar a bebê, que é a segunda filha do casal.

Ainda segundo a nota da Secretaria Estadual de Saúde, os médicos da Central de Regulação de Vagas e Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) estão monitorando constantemente a evolução do quadro de saúde da bebê para que seja viabilizada a transferência para um serviço de referência em cirurgia cardíaca infantil.

Fonte: g1.globo.com

Família entra na Justiça por cirurgia no coração de recém-nascida: 'Temos esperança'

Bebê Isis nasceu com defeito do septo atrioventricular (DSAV) e indícios de síndrome de down. Segundo a secretaria, o quadro infeccioso impossibilita a transferência imediata.

Por Carlos Dias, G1 Sorocaba e Jundiaí

A família de um bebê que nasceu há menos de um mês com malformação congênita no coração entrou na Justiça para conseguir a cirurgia que a criança precisa para sobreviver. A paciente está internada no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (SP).

Ana Isis Glasser Pedroso nasceu no dia 23 de agosto, em Sorocaba, com a doença conhecida como defeito do septo atrioventricular (DSAV) e indícios de síndrome de down.

Segundo a mãe, a professora Dalila Aparecida Glasser Rodrigues, de 37 anos, a filha nunca saiu do hospital e teve a patologia diagnosticada durante a gravidez. No entanto, a doença está afetando outros órgãos do corpo e o procedimento cirúrgico deve ser feito rapidamente.

"A gente tem expectativa e confia, embora as pessoas falem que seja difícil conseguir essa cirurgia. Temos esperança que tudo vai dar certo", disse em entrevista ao G1.

Os médicos do CHS conseguiram estabilizá-la com medicamentos e ligada aos aparelhos. A família é de Tapiraí, cidade próxima de Sorocaba, e conta com a ajuda de parentes para moradia provisória. O pai e a mãe se revezam para visitarem o bebê, que é a segunda filha do casal.

Conforme o advogado Anselmo Bastos, o caso está com a juíza Erna Thecla Hakvoort, da Vara da Infância e Juventude. Na ação, a defesa da família pede que a Fazenda Pública do Estado de São Paulo pague a cirurgia e que o transporte seja feito pela prefeitura.

Na decisão, a juíza afirma que o estado cumpra a liminar com multa diária de R$ 800, até o limite de R$ 15 mil enquanto não for realizado o procedimento e também o tratamento necessário.

Ainda segundo a defesa da família, vários orçamentos em hospitais especializados já estão sendo feitos. O Conjunto Hospitalar de Sorocaba não realiza a cirurgia que a criança necessita.

Em nota, o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba informou que, como a paciente está internada na UTI Neonatal do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), onde passa por tratamento com antibióticos, o quadro infeccioso impossibilita a transferência imediata por questões de segurança da paciente.

Ainda segundo a nota da Secretaria Estadual de Saúde, os médicos da Central de Regulação de Vagas e Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) estão monitorando constantemente a evolução do quadro de saúde do bebê para que seja viabilizada a transferência para um serviço de referência em cirurgia cardíaca infantil, tão logo o quadro infeccioso seja estabilizado.

Fonte: g1.globo.com

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