Familiares e amigos de Tiago Vieira Pinto, de 36 anos, o recepcionaram no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus. Único atleta com síndrome de Down no país, ele participou de concurso em Fortaleza (CE).
Por TV Santa Cruz

Paratleta com Síndrome de Down conquista o segundo lugar no campeonato de fisiculturismo
O fisiculturista baiano Tiago Vieira Pinto, de 36 anos, foi recepcionado com festa por familiares e amigos, no domingo (23), após retornar da primeira competição que participou. Ele conquistou o 2º lugar. O grupo se reuniu no portão de desembarque do Aeroporto Jorge Amado, na cidade de Ilhéus, no sul da Bahia, onde o atleta, que tem síndrome de Down, mora.
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Por não haver outro fisiculturista com Down registrado, Tiago Pinto concorreu com atletas da mesma altura dele, dentro da categoria amador. A competição ocorreu durante uma feira de nutrição esportiva, em Fortaleza (CE), no sábado (22). Após a vitória, ele foi classificado como profissional.
Tiago se preparou muito para concorrer. O atleta intensificou os treinos há 3 meses, e passou a malhar de domingo a domingo. O esforço é fruto da paixão pelo fisiculturismo.
Treino
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Tiago é o único fisiculturista com down que se tem registro no país — Foto: Reprodução/TV Santa Cruz
De acordo com os treinadores de Tiago, a paixão pelo fisicuturismo surgiu depois que o atleta começou a frequentar a academia onde treina, em Ilhéus. A curiosidade de Tiago pelo esporte o levou à dedicação.
O atleta mora com a família. Por conta da síndrome de Down, ele não desenvolveu bem a fala. No entanto, a condição não o impede de manter a rotina de treinamentos. Supervisionado por dois profissionais, Tiago exibe disposição e técnica.
Com a determinação e a prática, os resultados, em apenas três meses de treino intensivo, se tornaram bem visíveis. Isso porque, segundo o treinador do atleta, Victor Farias, o Tiago tem facilidade em ganhar massa muscular.
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Tiago se preparou para a competição há 3 meses — Foto: Reprodução/TV Santa Cruz
Além do bom condicionamento físico, a musculação também tem melhorado a condição de vida de Tiago. A irmã dele, Ilana Vieira, conta que, antes dos treinos, o atleta era inquieto e dormia tarde. Com o fisiculturismo, a rotina de Tiago mudou.
"A gente está muito orgulhoso, extremamente. Tiago sempre foi um ser especial para gente e eu sempre agradeço dele ter vindo para a nossa família. Então, vai ser euforia para todos nós", contou Ilana Vieira.
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Atleta foi recebido por familiares em aeroporto — Foto: Reprodução/TV Santa Cruz
Síndrome de Down
A síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição inerente à pessoa, portanto não se deve falar em tratamento ou cura. Essa condição está associada a algumas questões de saúde que devem ser observadas desde o nascimento da criança. O termo correto é criança com síndrome e criança comum (nunca falar em criança normal).
Ainda no útero, é possível realizar exames que podem detectar se o bebê apresenta síndrome de Down. Casais com síndrome tem 80% de chance de ter um filho também com síndrome. Se só um dos parceiros tiver a síndrome, a possibilidade de ter um filho com Down cai para 50%.
A síndrome de Down é causada pela presença de 3 cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção. As pessoas com síndrome de Down têm 47 cromossomos no núcleo das células em vez de 46, como é comum. O Brasil possui uma população de 350 mil pessoas com síndrome de Down, são 8 mil nascimentos por ano na proporção de 1 com síndrome a cada 750 nascidos.
Fonte: g1.globo.com
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