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Do BOL, em São Paulo
Uma equipe de cientistas, incluindo professores da Academia Chinesa de Ciências, publicou artigo na Science Robotics em 19 de setembro deste ano sobre a reprodução da experiência da pressão produzida na pele humana por objetos que entram em contato com ela. O estudo pode resultar em um passo importante no desenvolvimento de próteses inteligentes, tão ou mais sensíveis quanto a pele humana. As informações são do Daily Mail.
Em humanos, a pressão provocada pelo toque é transformada em sinais para os nervos, que os envia ao cérebro, onde são transformados em sensação de pulsação. Essa sensibilidade é um passo importante para tornar próteses mais realistas e mais aceitáveis para seus usuários.
Os cientistas conseguiram desenvolver um sistema de e-skin (ou pele eletrônica, em tradução livre) capaz de converter a pressão do toque em sinais elétricos internos. "No geral, o desempenho do sensor tátil indica possíveis aplicações em próteses inteligentes. A resposta do equipamento apresentou alta sensibilidade, baixo limite de detecção e sinais de frequência digital que podem tornar as próteses melhores no futuro", escreveu a equipe no artigo científico publicado na Science Robotics.
Como funciona a tecnologia?
A pele eletrônica tem um sensor magnético e é composta também por uma membrana de polímero oco com partículas magnéticas em sua superfície superior. Quando recebe pressão, a membrana se inverte, fazendo com que as partículas da parte superior encontrem o sensor magnético. Isso gera uma resistência que é traduzida como sinal, e depois convertido em pulsos com várias frequências que aumentam conforme a pressão.
Um braço mecânico que teve um dedo equipado com a e-skin foi capaz de perceber toques sutis como o do vento. Nas experiências seguintes, o equipamento percebeu e respondeu ao estímulo de volumes diferentes de gotas d'água e a uma trilha de formigas em movimento.
Fonte: noticias.bol.uol.com.br
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