terça-feira, 9 de outubro de 2018

Eleitores relatam problemas com a biometria e falta de acessibilidade em colégio eleitoral de Mogi das Cruzes - Veja o vídeo

Dificuldade com leitura biométrica atrasou o início da votação.

Por Diário TV 1ª edição

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Deficientes físicos reclamam da falta de acessibilidade em escola de Mogi das Cruzes

Os deficientes físicos de Mogi das Cruzes, que moram no distrito de César de Souza, tiveram problemas para votar neste domingo (7). A dificuldade foi para acessar a seção eleitoral, sem acessibilidade.

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Na Escola Estadual Dagoberto José Machado algumas urnas tiveram problemas no reconhecimento biométrico e, com isso, a votação atrasou em algumas seções.

O cartório eleitoral de Mogi das Cruzes informou que, muitas vezes, fatores como sujeira, oleosidade e até mãos secas atrapalham o leitor digital. Ainda segundo o cartório são feitas quatro tentativas de reconhecimento e, caso ainda assim a biometria não funcione, o mesário digita um código e a votação é feita normalmente pelo eleitor.

"Chegou a dar duas horas de fila. Vai ser passado em ata a questão da demora, porque neste ano não é obrigatória a biometria ainda. Portanto, nas próximas eleições vai ser e aí tem que ser corrigido para que não tenha essa demanda de fila, né?", disse o voluntário nas eleições Fabiano Lawandowski.

Outro problema que os eleitores encontraram na escola foi a falta de acessibilidade para os cadeirantes. Alguns tiveram que subir escadas para votar.

No local de votação um aviso sinalizava para o elevador quebrado. Juliana xxx veio com a mãe e teve dificuldades com as escadas. Um aviso alertava que o elevador estava quebrado.

Juliana é cadeirante e foi votar com a mãe, mas teve dificuldades. O pior é que já é a quarta vez que vota no mesmo local. "A moça falou que era para justificar. Eu falei: 'moça, ela não vai justificar não. Ela passou a manhã inteiro para vir votar e agora eu vou justificar por conta de não conseguir subir? Não é certo. Ela vai votar. É direito dela'. Pedi ajuda para alguns colegas e eles subiram as escadas e ela conseguiu votar", disse a dona de casa Balbina Augusta Assunção Pereira.

"Eu tirei o título em 2010 e desde este ano que é só briga para eu vir votar", diz Juliana. "Faz a reclamação, eles falam que vai mudar, mas nunca muda nada. Eu chego aqui e continua a mesma história", continua.

Os problemas serão levados ao Tribunal Regional Eleitoral. "A gente passa em ata e aí ela tem que também estar indo lá no TRE para verificar se houve ou não a mudança", explica Fabiano.

"Este é o tipo de atenção que eu não preciso. Era só eu ir e votar. Eu não quero esse tipo de atenção", conclui Juliana.

Fonte: g1.globo.com

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