sábado, 24 de novembro de 2018

Implante no cérebro põe pessoas com Paralisia a comunicar através de tablets - Veja o vídeo

Mandaram mensagem a familiares, pesquisaram músicas, conseguiram abrir o e-mail e fizeram compras online. Estas foram apenas algumas das atividades que pessoas com paralisia cerebral conseguiram realizar através de um implante no cérebro.


Texto de Alexandra Pedro | Fotografia D.R.

Um pequeno sensor colocado no cérebro de três voluntários tetraplégicos fez com que estes conseguissem mandar mensagens a familiares, pesquisassem músicas e fizessem compras online no tablet.

A tecnologia, denominada de BrainGate BCI, consegue descodificar «os sinais associados aos movimentos pretendidos produzidos no córtex motor do cérebro», adianta a Science Daily. Posteriormente, esses sinais são enviados para dispositivos externos – tal como já acontecia com pessoas que utilizam próteses robóticas.

«Há vários anos que a BrainGate trabalha para desenvolver o conhecimento entre a neurociência e a engenharia, para permitir que pessoas que perderam os seus movimentos consigam mexer o seu próprio braço ou mão através do pensamento», lembra Jaimie Handerson, um dos criadores desta tecnologia e professor da Universidade de Stanford.

Um dos doentes queria voltar a tocar piano e conseguiu realizar o sonho através de uma aplicação com um teclado digital

«Neste estudo, aproveitamos esses avanços para que as pessoas consigam controlar dispositivos tecnológicos, tal como faziam antes da doença. Foi muito importante ver os participantes a interagir ou a encontrar uma música que desejavam ouvir», continuou o investigador.

Os doentes que experimentam esta tecnologia tiveram oportunidade de navegar em sites de música, pesquisaram vídeo no YouTube, procuraram notícias e escreveram e-mails e mensagens através de chats.

Os próprios investigadores ficaram surpreendidos com a rapidez com que os voluntários para esta investigação conseguiram navegar nos seus tablets. «Uma das participantes disse-nos no início que uma das coisas que gostava realmente era de tocar novamente. Vê-la a fazê-lo num teclado digital foi fantástico», disse outro dos autores da investigação, Paul Nuyujukian, ao Science Daily.


O engenheiro bioquímico da Universidade de Brown, Jose Albites Sanabria, lembra que estes avanços podem, além da maior «interação com família e amigos, abrir um caminho no que diz respeito aos problemas de saúde» destas pessoas.

Note que dois dos participantes não conseguem movimentar os braços e as pernas devido à progressão da doença Esclerose Lateral Amiotrófica, enquanto o terceiro voluntário deste estudo é tetraplégico devido a uma lesão na espinal medula.


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