Davi Miguel, de 3 anos, está na fila de transplante e precisa fazer avaliação em SP para ver se está apto a receber novo órgão assim que houver disponibilidade. Exame custa R$ 5 mil.
Por Sílvio Túlio, G1 GO

Família luta para conseguir tratamento para menino com doença rara nos rins, em Anápolis
Uma família de Anápolis, a 55 km de Goiânia, luta para arrecadar dinheiro e pagar um exame para um garoto, de apenas 3 anos. O pequeno Davi Miguel tem problemas renais e está na fila para o transplante. Antes, porém, ele precisa ser avaliado em São Paulo para ver se possui condições de fazer o procedimento. Por isso, a mãe do garoto, Jéssica Lorrane Ferreira de Souza começou a fabricar e vender bombons tentando juntar os R$ 5 mil necessários para o exame.
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Jéssica conta que já conseguiu, via SUS, as passagens e hospedagem para ela e o filho. O dinheiro que ela busca seria para pagar o exame, que já está marcado para o dia 2 de janeiro, além das despesas da mãe dela, que vai acompanhá-la para ajudar a cuidar do garoto.
A mãe explica que o exame vai diagnosticar se Davi Miguel sofre da Síndrome de Shu, que poderia ser a causadora da insuficiência renal. O resultado sai em 45 dias após a realização. Se confirmado, a criança terá de tomar uma medicação de alto custo.
"Se realmente ele tiver essa síndrome, ele não pode fazer o transplante sem tomar uma medicação de alto custo, porque se ele fizer o transplante tendo essa síndrome e não estiver tomando esse medicamento, ele perde o novo rim transplantado. Então hoje o Davi depende desse exame para fazer o transplante renal", explica.
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Davi Miguel, de 3 anos, tem problemas renais e precisa de um transplante — Foto: TV Anhanguera/Reprodução
Essa medicação custa R$ 35 mil a dose, sendo que é necessária uma a cada 14 dias, ou seja, um gasto de R$ 70 mil mensais. No entanto, segundo a mãe, o remédio é disponibilizado pela rede pública.
Se o menino tiver a síndrome, ele precisa tomar a medicação de forma ininterrupta até realizar o transplante.
Diálise diária
O problema renal de Davi Miguel foi descoberto quando ele tinha 1 ano e meio. Desde então, Jéssica deixou o emprego de operadora de caixa para cuidar exclusivamente do filho. Por mês, ela gasta cerca de R$ 500 com medicação.
O garoto realiza sessões diárias de diálise que duram 10h cada uma. O procedimento é realizado à noite, em casa, por meio de uma máquina cedida pela rede pública a ela.
"Ele tem um cateter na barriga. O procedimento é necessário para tirar o líquido que o corpo dele retém por que não consegue eliminar na urina. Sem isso, ele corre risco de morrer", conta.
Fonte: g1.globo.com
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