Não, o mundo não ficaria melhor com menos crianças africanas ou sem pessoas com deficiência
Por Saber Melhor

A Fundação Gates divulgou um alerta de que as africanas estão tendo muitos filhos, fazendo com que o Presidente francês, Emmanuel Macron, antecipasse posições voltadas ao controle populacional na África. Grupos economicamente poderosos, como a fundação ligada aos milionários Bill e Melinda Gates, manifestam preocupação com o fato de que muitas crianças estão nascendo.
Eles, ainda que não afirmem isso textualmente, acreditam que o mundo seria melhor com menos crianças africanas. Bill Gates acredita que o nascimento de muitas crianças em uma região pobre seja um problema mundial. Diz que uma jovem com inúmeros filhos não tem como ser educada de forma apropriada. Que os avanços conseguidos na luta contra a pobreza e as doenças estão em risco diante do nascimento de muitas crianças.
Então, em linhas gerais, para garantir a educação apropriada para as meninas, que vivem em países com ditaduras corruptas e que se casam, em média, aos 12 anos de idade, a adoção de métodos radicais de controle de natalidade é a solução apontada. A principal delas: a facilitação do aborto.

É inconteste que a África é uma região pobre e infestada de doenças causadas por falta de saneamento básico, por subnutrição e por ausência de assistência médica adequada. Também é fato que os governos africanos, em geral, são corruptos e ditatoriais. Meninas de 11 anos, as vezes menos, também são dadas em casamento arranjados e à prostituição infantil.
Todos os problemas sociais que atingem a África causam problemas gigantescos. Qual a solução? Certamente matar as crianças não é a resposta para os graves desafios do continente Africano. Se os multibilionários investissem em promoção da dignidade das pessoas, em fortalecimento do sistema de saúde, e, por meio de políticas consistentes exigissem a democratização dos países africanos provavelmente ter-se-ia uma indescritível melhora nas condições de vida do povo daquela região. Todavia, a solução escolhida é sempre a a de matar as crianças, sem interferir nas causas da miséria.
E não são apenas as grandes fundações “caritativas” que promovem a miséria. Países como o Brasil, sistematicamente, alimentaram com recursos financeiros as ditaduras africanas. Na última década o Brasil, aliás, foi pródigo ao financiar ditaduras crudelíssimas no continente Africano e na américa latina. A título de exemplo, Cuba, Venezuela, Zimbábue, Guiné Equatorial, Angola, Congo e Gabão.
É no contexto de miséria, financiamento de ditaduras e controle populacional que o relatório “2018 Goalkeepers Data Report” precisa ser analisado. Não há, nem mesmo de soslaio, qualquer intenção de proteger ou defender direitos das mulheres.
A intenção é puramente econômica, como se percebe quando os Gates afirmam que “o aumento da população jovem pode ser algo bom para a economia, desde que as pessoas sejam saudáveis, educadase produtivas”.
Today’s booming youth populations can be good news for the economy; if young people are healthy, educated, and productive, there are more people to do the kind of innovative work that stimulates rapid growth. This helps explain the amazing progress of the past generation in most of the world, and it is the key to spreading that progress everywhere.
A erradicação da pobreza, e o crescimento econômico, somente serão atingidos com o controle demográfico. As razões são econômicas, mas, sempre dirão que o que buscam é o “empoderamento” da mulher.
E o cinismo é enorme. Melinda Gates se diz, pessoalmente, contra o aborto, mas crítica severamente as ações adotadas por Donald Trump. A senhora Gates ainda diz que constantemente tem se reunido com autoridades católicas para convencê-los de que políticas contraceptivas podem mudar economias.
Uma outra característica marcante dos Gates é a de recorrer às meias-verdades, ou mentiras completas. Melinda, sistematicamente, afirma que a fundação do casal não financia aborto ou organismos voltados à promoção do aborto. Não é bem assim. Eles vêm sendo desmentidos de forma sistemática. Em reportagem da Live Actions News, consta a existência de doações que superam a casa dos cem milhões de dólares investidos nos diversos braços da Planned Parenthood e Marie Stopes internacional. A maioria dos recursos foram para a África, Ásia e América Latina. O investimento é indireto. Doam para outras organizações, que, por sua vez, doam à causa da promoção do aborto.
Até 2020, Melinda Gates espera arrecadar 4 bilhões de dólares para impor à população pobre a agenda de controle populacional dos Gates. Certamente não faltaram movimentos feministas de esquerda para, empunhando falsamente a bandeira de defesa da mulher, promover o aborto das pobres crianças pobres africanas, asiáticas e latino americanas.
Como eles dizem, o aumento da população jovem pode ser algo bom para a economia, desde que as pessoas sejam saudáveis, educadas e produtivas. Isso explica as razões pelas quais os movimentos de esquerda tentam se apropriar da voz das pessoas com deficiência e pobres. Quando elas estiverem sendo abortadas, ninguém falará por elas.
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