domingo, 16 de dezembro de 2018

Fibromialgia: transtorno atinge 37% da população


por Priscila Torres*

A fibromialgia é a maior causa de dor crônica no Brasil, e o motivo, pode estar bem na palma da mão. O consenso acreditava que a fonte de dor era o cérebro, mas estudos recentes mostraram que, na verdade, a dor vem do excesso de fibras nervosas sensoriais nas mãos. Atualmente, 37% da população brasileira convive com algum tipo de dor crônica, segundo a (SBED) Sociedade Brasileira Para Estudo da Dor.

A descoberta pode levar a novos tratamentos e talvez até mesmo a uma cura total no futuro. Um alívio para milhões de pacientes. A doença é um transtorno de dor crônica generalizada que traz grandes impactos na qualidade de vida do paciente. Em alguns casos, até um abraço pode doer.

É como se o sistema cerebral que regula a dor ficasse supersensível aos estímulos externos. Embora a doença seja mais comum a partir dos 35 anos, também há casos em pessoas mais jovens e, até mesmo, em crianças a partir dos 4 anos e adolescentes.

A fibromialgia é um as principais causas, respondendo por mais de 10% dos diagnósticos médicos. Estima-se que cerca de 5 milhões de pessoas no Brasil têm fibromialgia, com predomínio do sexo feminino, principalmente entre os 35 e 44 anos. A dona de casa Maria Isabel Caetano, 48 anos, descobriu a doença há oito anos. “Sentia muitas dores frequentes no corpo inteiro”, conta. Mas, depois que começou a fazer acompanhamento e usar medicamentos sentiu melhoras.À noite, tomo de quatro a cinco comprimidos e de manhã a mesma coisa”, explica.

A aposentadora Leda Maria de Souza, de 69 anos, também descobriu que tinha fibromialgia. Ela passou por vários médicos e enfrentou dificuldade para o diagnóstico certo da doença. “Dez anos eu fiquei, ia de um hospital passava medicamento outro, achava que fosse outra coisa”, diz. Segundo a aposentada, depois que começou o tratamento ela tem se sentido melhor. “Não é qualquer medicamento que tira a dor, já faz uns seis meses que comecei o tratamento, graças a Deus melhorei, estou conseguindo dormir”, conta.

A médica fisiatra Regina Chueire, do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro de Rio Preto, explica que a fibromialgia é uma doença crônica, que atinge mais mulheres e os sintomas podem persistir por até três meses. “É uma dor crônica difusa, associada a sono leve, a pessoa escuta o cachorro latir, o portão bater, muito estresses, distúrbios gástricos associados que atrapalham muito e até outras alterações que o paciente pode apresentar”, ressalta.

A fibromialgia é uma das principais causas, respondendo por mais de 10% dos diagnósticos médicos. “Nós temos que ter uma equipe multidisciplinar focada nesse paciente pra tirar alterações psicológicas, fazer exercício físico, que aumente a produção de endorfina, sem precisar tomar muitos medicamentos”, orienta a médica.

Estima-se que cerca de 5 milhões de pessoas no Brasil têm fibromialgia. E para descobrir a doença é importante um diagnóstico detalhado. “Basicamente o diagnóstico é feito com uma conversa, a gente vai colher vários dados e um bom exame físico também. O exame de sangue, imagem, ressonância e radiografia são complementares. É todo esse conjunto que a gente consegue fechar e dar o diagnóstico de fibromialgia”, finaliza a médica fisiatra Isabela Chueire.

Priscila Torres*
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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