Mobilização ocorreu em São Carlos e Araraquara. Abaixo-assinado pede que o acesso ao valor seja facilitado e que pais que tenham mais de um filho na condição consigam mais amparo.
Por EPTV2

Dezenas de famílias percorrem ruas de São Carlos e Araraquara pelo 'Eu empurro essa causa'
Mesmo com chuva, dezenas de famílias se reuniram nas ruas do Centro de São Carlos e Araraquara (SP) para o movimento “Eu Empurro Essa Causa”.
O objetivo, segundo os participantes, é recolher assinaturas de um abaixo-assinado para pedir mudanças nas regras impostas pelo Governo Federal e tornar o acesso ao benefício salarial de pessoas com deficiência e idosos mais facilitado.
Direito da pessoa com deficiência
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Famílias pediram mudanças na legislação federal nas ruas do Centro de São Carlos — Foto: Marlon Tavoni/EPTV
O benefício só é concedido a famílias que tenham renda de até um quarto de salário mínimo per capita, ou seja, menos de R$ 250 por pessoa. O abaixo-assinado pede que a garantia contemple também as famílias que tenham renda de três salários mínimos ou, em alguns casos, até mais do que isso.
“Mesmo que a pessoa ganhe mais que três salários, se ela comprovar que ela tem um deficiente com um grau muito alto e que ela gasta muito com esse deficiente, ele tem o direito, porque é um direito do deficiente”, disse a dona de casa Adriana Varandas.
Segundo Adriana, a legislação atual prevê ainda que o cuidador não possa trabalhar e, caso desenvolva algum tipo de atividade autônoma, automaticamente perde o benefício.
Qualidade de vida
Para os pais Valdeci e Rosely Foganholi, o benefício seria importante para dar qualidade de vida à filha. “A gente quer poder ter esse benefício porque a gente não tem por conta dessa questão da renda e ajudaria bastante para a gente poder cuidar e oferecer mais coisas para ela”.
“Então essa é a briga. Não pelo aumento do valor do benefício, mas sim das condições para conseguir o benefício”, contou o pai.
Mais de uma pessoa com deficiência
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Abaixo-assinado também prevê alteração para famílias que tenham mais de uma pessoa com deficiência — Foto: Marlon Tavoni/EPTV
Outra solicitação é que o governo pague mais que um salário à família que tem mais de uma pessoa com deficiência. Segundo a dona de casa Cássia Regina de Camargo Pau, que é avó de 3 crianças com deficiência, os gastos tornam-se muito altos.
“Qualquer remédio hoje para uma criança especial é muito caro, nem tudo é cedido na farmácia popular, então fica tudo muito caro, fralda, dieta para alimentar eles, remédio. Cada criança hoje no estado do meu bebê tem um custo de R$ 4 a R$ 5 mil mensais”, contou.
Até hoje, a dona de casa não conseguiu nenhum benefício, pois o Governo alega falta de deficiência suficiente dos netos. Um deles, inclusive, tem problemas nos ossos, vive acamado, é cardíaco, usa balão de oxigênio e se alimenta por sonda.
Apoio externo é fundamental
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conselheiras tutelares apoiaram a causa — Foto: Marlon Tavoni/EPTV
O movimento conquistou assinaturas e também o apoio de pessoas sem qualquer parentesco com pessoas com deficiência. Para a conselheira tutelar Ariane Fondato Quirino, participar do abaixo-assinado é uma questão de respeito.
“Tudo o que elas precisam é uma luta diária, questão de remédio, na garantia dos direitos, na consulta médica, no transporte, em tudo. É uma questão de respeito e dignidade humana”, disse.
O movimento aconteceu em várias cidades do Brasil. Em Araraquara, os organizadores usaram um caminhão e microfone para atrair a atenção de quem passava pelo Centro da cidade.
Fonte:g1.globo.com
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