quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Oficina mecânica é interditada por manter calçada intransitável ao lado de centro de apoio a deficientes visuais - Veja o vídeo.

Calçamento ao lado do Ceprevi, em Itapetininga, está cheio de buracos e desníveis, além de materiais deixados no caminho. Segundo a prefeitura, alvará da empresa não foi renovado em 2017.

Por G1 Itapetininga e Região

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Prefeitura interdita oficina por deixar objetos na calçada em Itapetininga

A Prefeitura de Itapetininga interditou nesta quarta-feira (13) uma oficina mecânica que funcionava ao lado do Centro de Pesquisa e Reabilitação Visual (Ceprevi). O motivo é que as calçadas próximas ao local são cheias de buracos e desníveis, além de materiais deixados no caminho pelo comércio.

Clique AQUI para ver o vídeo.

O local é motivo de reclamação, principalmente, dos deficientes visuais que frequentam o local. O TEM Notícias mostrou o problema na edição de meio-dia.

Segundo a prefeitura, o alvará da empresa não foi renovado em 2017. Para regularização, o proprietário deverá regulamentar toda documentação referente à atividade.

O dono da empresa confirmou à reportagem da TV TEM que precisou fechar as portas por ordem da prefeitura e disse que já está providenciando a renovação do alvará.

A prefeitura de Itapetininga informou que o dono tem um prazo de até 72 horas para fazer as adequações necessárias no passeio público.

Com relação ao alvará, a prefeitura disse que como a fiscalização não encontrou o dono no dia 8 fevereiro, ficou impedida de fazer a interdição naquele dia. O dono foi encontrado nesta quarta-feira e a interdição foi feita.

Enquanto isso, a empresa permanece interditada não podendo ter atividade comercial no local.

Deficientes visuais têm dificuldade de andar por calçadas perto do Ceprevi, em Itapetininga — Foto: TV TEM/Reprodução
Deficientes visuais têm dificuldade de andar por calçadas perto do Ceprevi, em Itapetininga — Foto: TV TEM/Reprodução

Desde 2015 a TV TEM acompanha a dificuldade de quem vai ao centro. Nesses anos muitas promessas, multas, notificações, mas o problema nunca foi resolvido.

O aposentado Donizete Moreira Alexandre, deficiente visual e atendido pelo Ceprevi, conta que sempre que está andando pelas ruas da cidade, usa os muros como referência. Mas em alguns lugares, essa ajuda tem que ser a sarjeta, pois na calçada que ele passa todos os dias para chegar ao Ceprevi, isso não é possível.

Outro assistido pela entidade é o Osvaldo José de Assis. Ele explica que, devido ao diabetes perdeu a visão. Ele diz que, por várias vezes, trombou nas carrocerias que ficam na calçada.

O Ceprevi atende mais de 100 deficientes visuais da cidade. No local são oferecidos fisioterapia, mobilidade, assistência social, além da parte educacional, como aulas de braile.

Fonte: g1.globo.com


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