quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Pais têm dificuldades para conseguir remédios para filhos com microcefalia no Rio - Veja o vídeo.

Medicamentos deveriam ser fornecidos pela rede pública. Secretaria Municipal de Saúde diz que só pacientes internados têm direito aos remédios.

Por Larissa Schmidt, Bom Dia Rio

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Famílias de crianças que nasceram com microcefalia não conseguem remédios

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Famílias de crianças que nasceram com microcefalia enfrentam dificuldades para comprar remédios para os filhos. Os medicamentos deveriam ser dados pela rede pública.

Miguel e Bianca têm em comum pais e mães que se desdobram pela saúde dos filhos com microcefalia. Ele tem um 1 ano e 8 meses e precisa tomar quatro medicamentos. Todos deveriam ser fornecidos gratuitamente, mas não são.

“A gente compra dois e ganha dois. E fica pesado porque são os dois mais caros, que é o Sabril e o Topiramato”, disse Simone Freitas Resende.

Com 2 anos e 3 meses, Bianca necessita de ainda mais cuidados. Respira com ajuda de aparelhos e se alimenta por sonda. Só para o sistema neurológico, são sete medicamentos.

O custo de cinco medicamentos de uso contínuo que Bianca precisa tomar por mês e que não são fornecidos pela rede pública é de R$ 1.270. A família recebe doações. E a cada medicamento que termina, não sabe quem vai doar.

“A gente fez aqui uma série de contas, não estamos falando só de dinheiro. É vida, porque a qualidade de vida para ela, é necessário fazer essas medicações. Pelas crises, ela pode vir a óbito por conta disso. Então, a gente tem o Sabril, deveria custear e não custeia, é o mais caro. E o Topiramato também deveria ser custeado pelo governo. Nunca consegui e não conheço ninguém que tenha conseguido”, disse Liliane.

A mãe de Miguel conta que consegue os remédios só se der entrada na Defensoria Pública. Mas o governo não tem os medicamentos para fornecer.

“A gente precisa que o governo assuma a responsabilidade dele, nós assumimos a nossa, conseguimos tratamento, na hora que precisa da parte do governo, como não tem?”, indagou Liliane.

A saúde das crianças é tão delicada que, mesmo com o tratamento em dia, elas enfrentam crises diárias de convulsão e epilepsia.

“Quatro vezes ao dia. Acordou de manhã, faz. Dormiu um pouquinho e faz de novo”, contou Carlos Eduardo Santos Serrano, pai de Miguel.

“Ela ainda faz três crises por dia, que chegam a durar entre cinco e sete minutos. Se ficar sem uma medicação, essas crises aumentam”, acrescentou Liliane.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que só dispõe dos remédios para pacientes internados. Pacientes que fazem o tratamento em casa devem buscar o medicamento na Rio Farmes.

A Secretaria Estadual de saúde informou que os remédios estão sendo fornecidos normalmente aos pacientes cadastrados. Já o Topiramato só tem em estoque o de 100 miligramas. As dosagens menores estão em processo de compra.

Fonte: g1.globo.com

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