quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Professora com doença rara mobiliza comunidade no RS para conseguir fazer cirurgia fora do Brasil - Veja o vídeo.

Andrea Lourdes Feles mora em Não-Me-Toque, no Norte do Rio Grande do Sul. Vaquinha na internet ajuda a conseguir recursos para viajar a Barcelona, na Espanha, e tratar seringomielia.

Por Fabio Lehmen, RBS TV

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Moradora de Não-Me-Toque precisa de ajuda para fazer cirurgia no exterior

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Há quase 10 anos, uma moradora de Não-Me-Toque convive com uma doença que vai tirando aos poucos os movimentos das pernas. Ela precisa de uma cirurgia que é feita apenas fora do Brasil. Para isso, a família luta para conseguir os recursos e mobiliza a comunidade da região.

A doença é seringomielia, que afeta a medula óssea. É rara. Atinge oito a cada 100 mil pessoas. Com isso, a professora Andrea Lourdes Feles teve que deixar de lado uma de suas paixões: a sala de aula.

"As consequências são que hoje eu já não consigo caminhar sem auxílio de muleta ou com ajuda de alguém. Não tenho sensibilidade nas pernas, equilíbrio e força. As dores são constantes. Tem dores que são muito fortes", conta.

Família ajuda a mobilizar comunidade para conseguir recursos para cirurgia da professora Andrea — Foto: Fabio Lehmen/RBS TV
Família ajuda a mobilizar comunidade para conseguir recursos para cirurgia da professora Andrea — Foto: Fabio Lehmen/RBS TV

Professora da rede municipal, Andrea parou de trabalhar por causa do avanço da doença. Para fazer a cirurgia, precisa de pelo menos R$ 120 mil. Com as campanhas pela internet, já conseguiu uma van. Ela foi doada por um morador de Ibirubá. Com o veículo, a família fez uma rifa. Porém, os recursos ainda não foram suficientes para pagar os custos da viagem para Barcelona, na Espanha, nem a cirurgia e a medicação.

Pelo menos duas vezes por semana, Andrea precisa viajar cerca de uma hora de Não-Me-Toque a Passo Fundo para fazer fisioterapia. É o filho mais velho que acompanha a mãe. Ele também ajuda a mobilizar a comunidade.

"O meu maior desejo, hoje, seria que ela pudesse o mais rápido possível realizar essa cirurgia. Porque essa doença pode deixar no estado vegetativo. Daí a pessoa começa a não sentir as pernas, pode afetar a respiração... É uma água que tem na coluna e ela vai subindo cada vez mais. Então, quanto mais rápido ela fizer, mais melhoras ela vai ter", diz Lucas Feles dos Santos.

"De repente você vê a vida mudar totalmente. E com isso, você tem que mudar. Você tem que buscar alternativas para que você também não adquira outras doenças", acrescenta Andrea.

Até o fim da manhã desta segunda-feira (4), a vaquinha na web havia arrecadado pouco mais de R$ 1,4 mil, menos de 2% do objetivo.

Fonte: g1.globo.com

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