domingo, 7 de abril de 2019

Cadeira de rodas manual 4×4. Andando pelos lugares mais difíceis - Veja o vídeo.

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por Ricardo Shimosakai

Muitos usuários de cadeiras de rodas, não trocariam seu equipamento atual por uma cadeira motorizada. Cada uma tem suas facilidades e dificuldades. A cadeira motorizada tem principalmente a força, que vem das baterias para que ela se mova sem o esforço do usuário. Mas mesmo com essa força, dependendo do piso onde ela está andando, pode não ser capaz de transpor algumas rampas malfeitas, ou até mesmo pequenos obstáculos.

Podemos compreender melhor, quando comparamos uma cadeira de rodas a um carro. Os carros rodam bem em pistas asfaltadas, e começam a ter problemas quando esta pista é esburacada ou com irregularidades. Lembrando que proporcionalmente, um pequeno buraco para uma cadeira de rodas, é como se fosse uma cratera para um carro.


Daí quando pensamos em pisos mais rústicos feitos de terra e areia, carros comuns terão muita dificuldade e em muitas vezes ficarão atolados. Nesse ambiente, somente um carro com um sistema conhecido como 4x4 (quatro por quatro), onde se tem tração nas quatros rodas. Mais forte do que isso, somente um tanque de guerra, que ao invés de rodas possuem esteiras, que permitem também sempre estar em contato com o solo.

Colocar uma tração 4x4 numa cadeira de rodas é difícil, até porque mesmo conseguindo não daria muito certo, pois o tamanho pequeno da roda dianteira entra muito facilmente em buracos e atola facilmente também. Então, levando todas as informações acima em consideração, o equipamento mostrado no vídeo é uma boa solução. Feito para quem usa cadeira de rodas manuais, pois ele é um módulo de tração acoplado nela, feita com esteiras, parecidas com um tanque de guerra. Tem uma boa desenvoltura para pisos irregulares, e movido a bateria.
É claro que em locais de grande visitação turística, como em praias famosas e movimentadas, ter um projeto para acessibilidade na praia é bem melhor, pois atende a muito mais pessoas. Esteiras e passarelas na praia, te permitem uma locomoção, mesmo em um espaço pequeno, afinal elas não são feitas para que o cadeirante faça um passeio na praia, e sim para dar uma opção de acesso na areia, chegando mais próximo ao mar. E reforçando no que sempre Ricardo Shimosakai coloca, com a experiência de praias acessíveis ao redor no mundo, ter a acessibilidade na praia de forma permanente, e não como um projeto que se monta em determinadas datas e horários.




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