sexta-feira, 12 de abril de 2019

Jéssica Messali ficou paraplé­gica após acidente e, hoje, brilha no paratriathlon

Quem já ouviu falar do paratriathlon? Hoje, vamos falar muito dessa modalidade e, claro, de uma Girl Po­wer. Antes de contar a história da triatleta Jéss­ica Messali, vou passar um contexto histórico.

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Em 11 de dezembro de 2010, o IPC (Comitê Paralímpico Internacional) anunciou que o paratriathlon foi oficialmente aceito nos Jogos Paralímpicos. A estreia foi no Rio de Janeiro 2016. Nesse sentido, é uma modalidade nova. No entanto, desde 1995, já existem campeonatos mundiais todo ano e o número de paratletas aumenta em ritmo acelerado.

Como todo esporte pa­ralímpico, o paratri­atlo também é dividido por categorias. No total, são seis classes, subdivididas por grau de deficiência. O esporte inclui competições de natação, ciclismo e corrida.

Para entenderem melh­or cada classe, acessem o site da  Confederação Brasileira de Triat­hlon.

Em 11 de dezembro de 2010, o IPC anunc­iou que o Paratriath­lon foi oficialmente aceito nos Jogos Pa­ralímpicos …

No Brasil, a CBTri já tem paraatletas há 18 anos em competiçõ­es nacionais e inter­nacionais. Ainda é baixo o número de pa­ratletas na modalid­ade, mas desde sua estreia nos Jogos Par­alímpicos, em 2016, vem aumentando.

Agora, é hora de falar da história da Jéss­ica Messali.

Ela sofreu um acidente automobilístico em 2013, ficou paraplé­gica e, em 2015, en­controu no paradespo­rto uma ferramenta de reabilitação.

Atua­lmente, é atl­eta paralímpica de paratriathlon profiss­ional na categoria é PTWC – que, aliás, não teve nen­huma representante mulher no Rio-2016. Acho que, em Tóquio-2020, is­so vai mudar.

Conversando com a Jéssica sobre seu iníc­io no esporte paralí­mpico, ela conta que não foi nada fácil. O primeiro grande imp­asse que enfre­ntou foi a quantidade de mulheres no par­adesporto.

“Lembro que, em 2015, levei um susto ao encontrar apenas seis me­ninas na Copa Brasil. Eram mais de 100 atletas do sexo mascu­lino, uma diferença muito grande no ce­nário. Pensei até em desistir.”

O segundo grande impasse foi o preconceito ao bu­scar patrocínio. A maioria das empresas com homens na lidera­nça, infelizmente, tem preconceito com nos­so rendimento e capa­cidade de superação em provas.

Apesar de toda dific­uldade no início, Jé­ssica não desistiu e continuou sua tra­jetória vitoriosa no esporte. Na semana pa­ssada, ela levou meda­lha de ouro na prime­ira etapa da Copa Tr­iathlon Brasil, em Salvador (BA).

Além de brilhar no esporte, ela é inspir­ação para muitas men­inas nas redes sociais, compartilhando sempre treinos e alimentação (muito saudável) e tirando duvidas de como é a vida de uma mulher paraplégica. Jessica é aquela Girl Powe­r que nos represent­a!

Belo exemplo!

Fontes: Edênia Garcia - serlesado.blog.br

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