quinta-feira, 11 de abril de 2019

Jovem do Vale do Aço que nasceu com paralisia cerebral se destaca na modalidade paralímpica petra - Veja o vídeo.

Corrida utiliza uma espécie de tricicleta nas provas; Geisiane Moreira, de 20 anos, começou a praticar o esporte em 2017 e é a única paratleta mineira da modalidade

Por GloboEsporte.com

                 Atleta do Vale do Aço encontrou no esporte motivação extra — Foto: Divulgação
Atleta do Vale do Aço encontrou no esporte motivação extra — Foto: Divulgação

Geisiane Moreira, de 20 anos, descobriu em 2017 uma nova habilidade. A garota, que nasceu com paralisia cerebral e tem os movimentos das pernas reduzidos, é atualmente paratleta da modalidade petra, esporte de corrida que usa uma espécie de tricicleta para locomoção. Em pouco tempo de prática, a atleta de Ipatinga já conquistou medalhas e é hoje a única representante de Minas Gerais nas disputas do esporte pelo país.

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A paratleta conquistou no fim de 2018 duas medalhas de bronze na primeira competição que disputou, em provas de 100 e 200 metros rasos, em São Paulo. Quando Geisiane começou a praticar o esporte teve certo medo, mas acabou gostando da modalidade. Para competir, o Comitê Paralímpico empresta uma tricicleta oficial à garota, que comenta com satisfação as novas conquistas da vida.

- Foi uma sensação maravilhosa, porque foi minha primeira competição e eu fiquei muito maravilhada. Eu era muito difícil de fazer amizade. Era muito fechada e não fazia amizade com quase ninguém. Hoje em dia até com um passarinho que passa eu tô fazendo amizade.

A professora da Apae e treinadora de Geisiane, Simone Martins, foi quem apresentou o esporte para a garota ipatinguense. Ela lembra com carinho da época e vê na modalidade uma oportunidade para a jovem atleta ganhar ainda mais autonomia.

- Eu garimpo talentos esportivos para pessoas. Onde eu estiver, eu vejo uma pessoa com deficiência, eu convido eles para treinar. Eu apresento o esporte paralímpico para eles. O Décio Calegari, que é o técnico da Seleção Brasileira de Petra, falou que ela [a Geisiane] é um talento. Então, só basta empenhar bem no treino.

A rotina de Geisi vai se adaptando a nova realidade de atleta. Ela estuda de manhã e treina na parte da tarde, no Parque Ipanema, onde utiliza uma tricicleta construída pelo pai, Tiago Moreira.

- Como a Simone pediu para eu montar uma tricicleta para a minha filha, porque eu to empolgado por ela estar disputando este campeonato. Eu peguei um quadro de bicicleta usado, alguns pedaços de ferro, fui fazendo montagem e se tornou a petra tão falada. É uma réplica, mas eu to aí para ajudar a minha filha e mais pessoas que necessitam dessa tricicleta.

O esporte

Petra é uma modalidade paradesportiva criada na Dinamarca, apropriada para cadeirantes que possuem paralisia cerebral nas classes funcionais CP1, CP2 e CP3. O esporte é praticado com uma espécie de tricicleta ou triciclo, o qual se movimenta simplesmente com a força do esportista. O equipamento não conta com pedal e o atleta usa os pés no chão.

A modalidade esportiva deve ser disputada nos jogos de Tóquio, em 2020, após uma liberação do Comitê Paralímpico Internacional.




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