segunda-feira, 29 de abril de 2019

Petrúcio Ferreira vence os 100m no GP Brasil e faz melhor marca da carreira

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Por CPB

O paraibano Petrúcio Ferreira, 22, estabeleceu o melhor tempo já registrado por um atleta paralímpico no atletismo, durante o Grande Prêmio Brasil de Atletismo, em Bragança Paulista. Mas, por causa do vento, a marca não tem valor para recorde mundial tampouco para o ranking da modalidade.

Na tarde deste domingo, 28, ele correu os 100m rasos em 10s37.

A prova reuniu seis atletas paralímpicos de diferentes classes na raia do Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA), no interior de São Paulo, e ocorreu como exibição no GP promovido pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo).

O tempo que Petrúcio alcançou em Bragança neste domingo é 13 centésimos mais rápido que o recorde mundial do qual ele mesmo é o dono. Em junho de 2018, ele cumpriu os 100m em 10s50 durante etapa do circuito promovido pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), em Paris.

Mas o vento que soprou na pista do CNDA neste domingo no exato momento da prova do paraibano invalidou a marca. De acordo com os anemômetros (medidores de vento) da organização do GP Brasil, uma corrente de ar de intensidade 2,3 positiva, ou seja, nas costas do atleta, pode ter influenciado no resultado.

A regra internacional do atletismo estabelece que todas as marcas só podem ser validadas caso o vento esteja igual ou inferior a 2,0 positivo.

“Eu fiquei muito feliz, mas muito feliz, quando vi que estabeleci o novo recorde. Mas depois me contaram que por causa do vento não valeu, bateu uma frustraçãozinha, não vou negar”, resumiu Petrúcio, que é amputado do braço esquerdo desde que sofreu uma acidente com uma máquina de cortar capim, na infância.

Esta é apenas a segunda competição do atleta de São José do Pinharas, no sertão da paraibana, na temporada 2019. De quinta-feira, 25, a sábado, 27, ele disputou - e venceu - o Open Loterias Caixa de Atletismo, organizado e promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Na ocasião, fez 10s52, na quinta-feira.

“Fiquei três meses sem treinar e só voltei a me alimentar com comida sólida há cinco ou seis semanas, ainda não estou no meu 100%, acho que no momento minha condição e´75% do que posso alcançar, então ainda há espaço para melhorar”, explicou o velocista que no segundo dia do corrente ano sofreu um acidente de rio e fraturou o maxilar.

Kesley Teodoro ficou com a segunda posição (10s79), Joeferson Marinho foi o terceiro (10s84), Alan Fonteles ficou com o quarto lugar (10s99), Lucas Prado ficou em quinto (11s07) e, por fim, Edson Pinheiro fechou a prova (11s09).

O vento não só impediu Petrúcio de estabelecer novo recorde mundial como também o impediu de entrar para a história por se tornar o atleta paralímpico mais rápido do planeta. Esta marca pertence ao veterano irlandês Jason Smyth, que em 2012 correu os 100m em 10s46 nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012.

Smyth tem baixa visão, é da classe T13, enquanto que Petrúcio é da T47, para amputados de braço abaixo do cotovelo. “Minha meta é me tornar o atleta paralímpico mais rápido da história”, desafio o brasileiro, ainda ofegante na zona mista do GP Brasil de Atletismo.

Vitória potiguar entre as mulheres

No feminino, a potiguar Thalita Simplício fez a melhor marca da vida, com 12s12 e triunfou no desafio contra Lorena Spoladore (12s13), Viviane Rodrigues (12s32) e Jerusa Geber (12s55). “Estou muito feliz, porque venho de uma competição forte que foi o Open Loterias Caixa e não esperava fazer o melhor tempo da minha vida aqui”, comentou a atleta.

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