domingo, 7 de abril de 2019

Staphylococcus aureus: o que é e como se proteger?

A bactéria de nome difícil pode ser mais comum do que muita gente imagina. No entanto, em algumas pessoas, ela pode levar à morte

Por Sabrina Ongaratto

A infecção por Staphylococcus aureus é considerada grave (Foto: Flickr)
A infecção por Staphylococcus aureus é considerada grave (Foto: Flickr)

Pelas lentes de um microscópio são diversas bolinhas agrupadas que mais parecem um cacho de uva. Apesar da aparência inofensiva, a bactéria Staphylococcus aureus é capaz de levar uma pessoa à morte em pouco tempo. "O quadro infeccioso causado por essa bactéria é considerado grave e a evolução pode ser muito rápida", avisa o infectologista Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

A bactéria é frequentemente encontrada na pele e dentro do nariz de pessoas saudáveis. Primeiramente, acreditava-se que ela era proveniente apenas de infecções hospitalares. No entanto, descobriu-se que a Staphylococcus também está entre as pessoas. Na maioria das vezes, ela é indefesa e causa pequenos problemas de pele como acnes e furúnculos. Por outro lado, dependendo de fatores como as características da bactéria e a suscetibilidade imunológica do paciente, ela é capaz de provocar infecções graves como pneumonia, meningite, endocardite e sespse, isto é, infecção generalizada.

Assim como as complicações, os sintomas também variam muito, podendo se manifestar através de uma vermelhidão e inchaço na pele, febre alta, dores musculares, vômito ou ainda hemorragias. "Em uma pessoa mais suscetível como crianças, idosos e pessoas com outros problemas sérios de sáude, uma simples ferida pode ser a porta de entrada. A partir daí, a bactéria cai na corrente sanguínea e se espalha rapidamente pelo organismo. Ela pode atacar o fígado, destruir uma válvula cardíaca e até causar um abscesso cerebral, levando o paciente à morte em poucas horas", explica o infectologista.

Além da rápida evolução, ele explica que não é tão simples e rápido chegar a um diagnóstico preciso. "É difícil fazer um diagnóstico clínico, salvo em casos muito raros, como a ruptura de uma válvula cardíaca. Mas, em geral, é necessário um exame de sangue. E, por isso, a confirmação pode levar alguns dias", diz.

COMO PREVENIR?

Não existe uma vacina para proteger as pessoas da bactéria. Por isso, a melhor e mais eficaz forma de evitar o contágio é lavar as mãos regularmente com água e sabão e não coçar espinhas, machucados e feridas. Manter uma alimentação saudável também é um grande aliado, já que ajuda a fortalecer o sistema imunológico.

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