Unidade do SUS de Campinas (SP) foi uma das 300 fiscalizadas em ação do Tribunal de Contas do estado. Prefeitura diz que está investindo na melhoria da unidade.
Por G1 Campinas e Região
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/t/J/xigJjgQIaYJUcbOl6AfQ/parte-de-fora-da-upa-24854-9295-1513873876.jpg)
Relatório do TCE indica falta de atendimento organizado na UPA São José, em Campinas (SP) — Foto: TCE/Divulgação
Falta de acessibilidade, de atendimento organizado e de farmacêutico, reclamações de demora, banheiro sem assepsia e medicamentos vencidos. A lista de irregularidades na UPA São José, em Campinas (SP), faz parte do relatório divulgado nesta sexta-feira (28) pelo Tribunal de Contas do estado (TCE-SP), que fiscalizou 300 unidades que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Na região, foram avaliados 15 hospitais e unidades de pronto-atendimento em 14 municípios. No dia da ação, realizada na terça (25), o TCE já havia apontado problemas em unidades de Holambra (SP), Monte Alegre do Sul (SP) e Paulínia (SP).
No relatório sobre a UPA São José, o fiscal destaca a falta de separação para atendimento nas filas. "Ficam muitas pessoas na sala de espera e algumas pessoas ficam até fora da sala de recepção normal, em bancos de concreto", diz o texto.
O documento aponta ainda falta de acessibilidade da unidade, que não possui rampa central, piso tático e corrimões. Além disso, o banheiro oferecido aos usuários, apesar de possuir acessibilidade, não apresenta boa condições de assepsia. "Não existe tampa higiênica e nem papel (...) não há também separação de uso banheiro masculino e feminino", aponta o fiscal.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/D/R/iyG7NDRaGXkjRs8K0YCw/banheiro.jpg)
Relatório do TCE aponta falta de assepsia no banheiro da UPA São José, em Campinas (SP) — Foto: TCE/Divulgação
Atendimento 'regular'
Os fiscais que estivaram na UPA realizaram uma pesquisa de satisfação com usuários, que classificaram o atendimento da unidade como regular, já que há o "atendimento deveria ser mais rápido e geralmente faltam médicos." No dia da ação do TCE, no entanto, não havia problema de falta de profissionais. A UPA São José estava com clínicos gerais e pediatras disponíveis.
Segundo a pesquisa, o tempo médio de espera para o atendimento varia entre 170 e 180 minutos, sendo que em consulta, o tempo médio varia entre 4 a 5 minutos.
Farmácia
De acordo com o relatório do TCE, o responsável pela farmácia da UPA São José não possui formação na área - a farmacêutica foi transferida para o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti.
No local foram encontrados remédios armazenados em contato com solo e parede, além de medicamentos vencidos, como glicerina e amicacina.
Além disso, o relatório apontou que a UPA possui uma sala que funciona como depósito, onde foram localizados diversos equipamentos quebrados armazenados.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/u/G/FMQu3UQtaL6aPqZUOLBw/medicamentos-vencidos-24854-9352-337441934.jpg)
Fiscal do TCE encontrou medicamento vencido na UPA São José, em Campinas (SP) — Foto: TCE/Divulgação
O que diz a prefeitura?
Questionada sobre os problemas apontadas pelo TCE, a Prefeitura, por meio da Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar informou que "não recebeu o relatório oficialmente mas que, no entanto, ressalta que vem investindo em melhorias em todas as unidades, como a contratação de uma empresa especializada que fará a manutenção predial das Unidades de Pronto Atendimento da cidade, incluindo a do São José."
Segundo a Rede Mário Gatti, sobre a acomodação dos pacientes, está ocorrendo uma substituição das cadeiras. "Algumas já foram trocadas e o restante será substituído em breve."
"A UPA é uma unidade porta aberta, que atende todos os pacientes que procuram a unidade. Casos mais graves são atendidos na frente. Casos de menor complexidade costumam esperar mais tempo. Em relação à farmácia, a rede está finalizando a contratação de uma empresa que fará toda a logística de armazenamento, controle de estoque e distribuição de medicamentos e insumos. Essa empresa conta, também, com farmacêuticos e técnicos de farmácia. Sobre a limpeza, está em andamento a licitação para a contratação da nova empresa de higiene que substituirá a atual", diz a nota.
Fonte:g1.globo.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário