sexta-feira, 21 de junho de 2019

Jovens com autismo severo recebem tratamento em fundação especializada - Veja o vídeo

A FADA - Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Autista fica na Grande São Paulo. O Profissão Repórter acompanhou a rotina de dois alunos com autismo severo.

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Victor é um dos estudantes da Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Autista.

Bruno Fernando, de 30 anos, foi diagnosticado com autismo severo por volta dos quatro anos. Desde os cinco frequenta uma instituição na Grande São Paulo especializada no tratamento de autistas, a FADA - Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Autista. "Sem trabalho, sem atividade, eles ficam transtornados. Se você tem coisas para fazer, a sua vida tem sentido. Precisa dar sentido à vida desses meninos", diz Maria Lúcia Éboli, diretora da FADA.

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"Ele tem uma questão de simetria. Acha que tudo tem que estar na forma que ele acredita. A unha, o dente... Por conta dessa necessidade dele, a gente acabou ensinando ele a cortar a unha", conta Claudio Roberto da Cunha, psicologo e professor.

O coordenador pedagógico da FADA, Edson dos Santos Teles, explica que com base em um protocolo de habilidades dos alunos, os profissionais conseguem avaliar as que o aluno tem e as deve desenvolver. Dessa forma eles estabelecem um currículo de atividades para o aluno.

Bruno é um dos 31 alunos da instituição. Parte do tratamento de Bruno é paga pela prefeitura de Cotia. Ele e a maioria dos alunos são bolsistas . "O custo mensal do tratamento multidisciplinar é de R$ 4.600. Isso inclui uma mão de obra especializada porque são muitos profissionais para poucos alunos. São 31 alunos e 47 funcionários", explica a diretora da FADA.

Bruno mora com a mãe e o padrasto, que o criou desde bebê. "A escola diferencia demais, porque tem coisas que a gente não consegue entrar no mundo dele, aí a escola entrou com psicólogo, pedagogo, e conseguimos chegar a esse resultado dele estar praticamente social", diz Josuedison Teixeira, padrasto.

Repórter - Por que é tão difícil encontrar uma instituição que faça esse trabalho?
Maria Lúcia Éboli - Eu acho que é principalmente por causa do custo. Isso não interessa ao poder público... o atendimento dessas pessoas, principalmente o autista severo.

O Profissão Repórter acompanhou o primeiro dia de Victor, de 14 anos idade, na instituição. "A importância do primeiro dia é o vínculo com o profissional e com o local. O próximo passo é que ele fique com o grupo, monte um painel de rotina e aí começamos a formar o currículo dele a ser trabalhado aqui na fundação", comenta o coordenador pedagógico da FADA.

Foi com a mesma idade do Victor que André, outro jovem com autismo severo que a repórter Nathalia Tavolieri acompanhou, começou a ser acorrentado pela mãe, Marisa Padilha. Ela conta no programa que André nunca frequentou a escola. Entrevistado pelo programa, o secretário de saúde de Fernandópolis - SP, Flavio Ferreira declarou que "pela situação que ele tem, ele não tem condição de viver em sociedade", então ele acaba vivendo na casa dele, nas condições onde ele está hoje, infelizmente". 


"Eu acredito que sempre existe o que fazer por um autista. Se você der o mínimo de condição para ele se tornar uma pessoa independente, tomar banho sozinha, ajudar a mãe a lavar uma louça. Eu acho que você já está dando vida para aquela pessoa. A gente não pode dizer que uma pessoa não tem futuro. Eles têm", declara Maria Lúcia Éboli, diretora da FADA.

Dois meses depois a repórter Nathalia Tavolieri voltou à fundação para ver como o Victor estava. "Está mais confortável na sala, tá aceitando nossa demandas, está compreendendo as rotinas. Ele está ficando mais tempo e a semana que vem vamos aumentar mais um pouco", diz uma professora.

"Era bom se todos eles pudessem ser atendidos, mas infelizmente não é o que acontece, mas a gente vai torcer que um dia isso vai acontecer e todo mundo vai poder ter o seu atendimento", conclui a diretora da FADA.

Fonte: g1.globo.com

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