Família estima que precisa arrecadar R$ 100 mil para pagar gastos médicos e hospedagem. Menino, de 5 anos, não anda e tem dificuldade para engolir. Família é de Ipameri, no sudoeste de Goiás.
Por Vitor Santana, G1 GO
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Família de Orlando Fortunato faz campanha para conseguir tratamento no exterior — Foto: Anna Gabriela Fortunato/Arquivo Pessoal
Uma cozinheira de 29 anos está fazendo uma campanha para arrecadar R$ 100 mil para pagar um tratamento no Equador para tentar melhorar a qualidade de vida do filho, que tem paralisia cerebral. A técnica é chamada de terapia celular regenerativa, que desenvolve e ate substitui as células danificadas. O menino, que mora em Ipameri, no sudoeste de Goiás, não anda, não senta e tem até dificuldade para engolir. A esperança é que, com essa terapia, ele tenha uma grande melhoria na qualidade de vida.
Orlando Fortunato Prudente, de 5 anos, foi diagnosticado com paralisia cerebral quanto tinha 6 meses. A família precisou entrar na Justiça para conseguir tratamento para o menino. Desde setembro de 2018, ele tem acompanhamento em uma clínica particular de Goiânia três vezes por semana, onde faz exercícios que estimulam o crescimento e desenvolvimento da criança, melhorando seus movimentos.
“No início não foi fácil, mas temos recebido muito apoio. Tem dia que dá uma tristeza, mas não dura muito, porque ele é a luz da minha casa”, disse a mãe do garoto, Anna Gabriela Fortunato.
A família criou perfis em redes sociais com o nome do menino para divulgar a campanha e montou uma vaquinha virtual para conseguir o dinheiro. Até o momento, já conseguiu arrecadar metade do valor que precisam.
“Eu conheci esse tratamento com um médico do Equador pela internet, conversei com outras mães que fizeram o procedimento e tiveram melhorias com os filhos. Conversei com ele, que pediu alguns exames do Orlando e, depois de analisar, disse que é possível fazer o tratamento”, contou a mãe.
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Orlando Fortunato tem paralisia cerebral e precisa de tratamento para ter uma melhor qualidade de vida — Foto: Anna Gabriela Fortunato/Arquivo Pessoal
Anna disse que a causa da paralisia cerebral não foi identificada. O filho já foi examinado por médicos em diferentes estados e nenhum deles conseguiu um diagnóstico preciso.
“Eu nunca mais fui em outro neurologista. Ele já começou a fazer esse tratamento em Goiânia e melhorou muito, então estou buscando a melhoria para ele, não mais só a causa”, contou.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde disse que não é oferecido suporte para tratamento fora do país, apenas em outros estados do Brasil, custeando passagens e hospedagens do paciente e um acompanhante.
O Ministério da Saúde informou que também não arca com tratamentos fora do país e que as ajudas existentes são apenas para pacientes atendidos em outros estados do Brasil. Porém, esse auxílio só é dado quando forem esgotados todas as possibilidades de tratamento no local em que ela mora.
O médico Iván Merchan Peñafiel, do Equador, explicou que o tratamento é feito com células do próprio paciente. “É uma técnica que permite desenvolver, regenerar e trocar as células danificadas por novas. É uma técnica em micro e nanotecnologia”, explicou.
Com isso, é esperado que o paciente tenha uma grande melhora na qualidade de vida, podendo começar a andar e falar. Porém, tudo isso depende do grau de lesão da pessoa.
O médico informou que mais de 10 mil pacientes já passaram pelo tratamento. Cada terapia dura cerca de três horas e é feita uma vez por mês. O tratamento pode durar até cinco meses. O custo de cada sessão é de US$ 3 mil.
Fonte: g1.globo.com
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