segunda-feira, 24 de junho de 2019

Menina de 3 anos com síndrome de down faz sucesso na internet

Mãe de Isabella mostra no perfil ‘Nossa vida mais bella’ a rotina e as conquistas da filha, além de dar dicas para ajudar outros pais a lidarem bem com a diferença

Priscilla Aguiar Litwak

Família. Isabella entre o pai Ricardo e a mãe Caroline: ideia é levar informação a pessoas que nem sempre têm acesso Foto: Fábio Guimarães / Fábio Guimarães
Família. Isabella entre o pai Ricardo e a mãe Caroline: ideia é levar informação a pessoas que nem sempre têm acesso Foto: Fábio Guimarães / Fábio Guimarães

NITERÓI - Aos 33 anos, a dentista Caroline Diniz tinha o sonho de ser mãe. Na sala de parto, logo após o nascimento da filha, sem rodeios, a médica deu a notícia que mudaria sua vida: “Sua bebê tem Síndrome de Down”. Naquele momento, diz Carolina, a emoção e alegria que sentia deram lugar a um susto, seguido de uma enxurrada de dúvidas. Hoje, Caroline é responsável pelo perfil no Instagram “nossavidamaisbella” em que mostra para mais de 11.500 seguidores os avanços de sua filha Isabella, que acaba de completar 3 anos. Juntas, as duas ensinam como é feliz a vida com um cromossomo a mais.

Pai de Isabella, Ricardo Diniz conta que na hora que recebeu a notícia, sua mulher ficou sem palavras:

— Era tudo muito novo, e ficamos muito assustados. A imagem que tínhamos de uma pessoa com Síndrome de Down era de alguém que não podia fazer praticamente nada. E focamos muito nessa limitação. Aos poucos, entendemos que eles precisam apenas de um cuidado e de um estímulo maior, mas podem fazer tudo.

Carol conta que viu no Instagram o perfil de uma mãe que mostrava como ela e o filho com a síndrome lidavam bem com a condição, o que a ajudou a enxergar os potenciais da filha. Foi então que a dentista decidiu fazer o mesmo por outras mães.

FERRAMENTA INFORMATIVA

Na rede social, um dos destaques é uma série de vídeos em que Carol conta como descobriu a síndrome e o “Páginas da vida Bella”, em suas palavras, a novela que conta a história da família, que vive em Itaipu.

Carol, que hoje participa de movimentos e eventos sobre a Síndrome de Down, ressalta que a ferramenta leva ainda informações sobre essa condição genética que afeta cerca de 300 mil pessoas no Brasil.

— Como mãe, mostro a dieta da Bella, exames necessários e tratamentos recomendados para muitos pais que não têm acesso a essas informações. Além de compartilhar as conquistas dela — explica a mãe.

Isabella estuda numa escola regular em Piratininga e faz fonoaudiologia, fisioterapia, fisioterapia respiratória, equoterapia, terapia ocupacional e zônioterapia, além de atividades extras, como balé e natação. No perfil, mãe e filha mostram como tudo isso pode estar diretamente ligado ao que Isabella mais gosta de fazer: brincar, como toda criança.

Fonte: oglobo.globo.com

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