quarta-feira, 24 de julho de 2019

Empresários se reúnem em Uberlândia para debater sobre acessibilidade

Entidade e comerciantes defendem que lei seja mais flexível. Encontro é uma prévia para audiência pública que vai ser realizada na quarta-feira (24) na Câmara Municipal.

Imagem Internet/Ilustrativa
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Por Rodrigo Scapolatempore, G1 Triângulo e Alto Paranaíba

Cerca de 40 empresários que representam variados segmentos em Uberlândia se reuniram na manhã desta segunda-feira (22) na sede do Sindicato do Comércio (Sindicomércio) para discutir sobre acessibilidade em estabelecimentos comerciais da cidade.

A principal pauta foi a discussão da aplicação da lei de acesso nos estabelecimentos com construções mais antigas, o que para a maioria é muito rigorosa.

Os empresários alegam que muitas edificações não têm espaço nem estrutura financeira para fazer as adaptações exigidas, o que inviabiliza a locação destes imóveis. Além disso, argumentam que a lei vigente não avalia cada local com suas particularidades.

“Somos completamente a favor da causa. Mas, muitas vezes, a exigência da acessibilidade não considera a real necessidade do estabelecimento, que acaba sendo obrigado a se adaptar, gerando custos excessivos e até o fechamento do local”.

A afirmação é do vice-presidente do Sindicomércio em Uberlândia, Guilherme Miranda, que defende a necessidade de flexibilizar as normas para evitar que empresas fechem por falta de alvará.

Audiência pública

Tanto o sindicato quanto os comerciantes defendem esta alteração na lei para atender a estes imóveis específicos. Por isso, a discussão desta segunda será também tema de audiência pública marcada para a próxima quarta-feira (24), às 19h, na Câmara de Vereadores da cidade.

Conforme Miranda, os empresários querem a formatação de uma nova lei que se adeque à realidade das construções e de cada espaço, sem prejudicar o acesso nem os estabelecimentos.

“A gente sabe da fundamental importância da acessibilidade, e só quer que ela seja aplicada de forma inteligente, sem prejudicar o desenvolvimento do comércio. Em alguns casos, perdemos dezenas de empregos com o fechamento de um local por uma lei mal aplicada”, completou.

Fonte: g1.globo.com

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