sábado, 27 de julho de 2019

Modelo amputada visita jovem que perdeu a perna por "linha chilena"

Gabriel Lucas, de 15 anos, foi atingido pela linha cortante, em Betim, na Grande BH; Paola Antonini conseguiu doador de prótese para o adolescente

                              Reprodução / Instagram
                                   Paola conseguiu doação de prótese para Gabriel Lucas
                              Paola conseguiu doação de prótese para Gabriel Lucas

Clara Mariz, do R7*, com Pedro Spinelli, da Record TV Minas* *Estagiários sob supervisão de Pablo Nascimento

A modelo Paola Antonini visitou, nesta sexta-feira (26), o adolescente de 15 anos que perdeu a perna após ser atingido por uma linha cortante de empinar pipas, conhecida como "linha chilena", em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Paola também teve a  perna amputada em 2014, depois de ser atropelada na porta de casa, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, por uma motorista com sinais de embriaguez.

A modelo ficou comovida com a história de Gabriel Lucas Alves do Nascimento e resolveu convidar seus seguidores para fazer uma campanha para comprar uma prótese para o jovem, que sonha em ser jogador de futebol profissional.

— Recebi tanta mensagem me contando a história dele e foi muito lindo ver todo carinho e comoção das pessoas.

O fisioterapeuta e protesista Fabricio Daniel viu a publicação da modelo e resolveu a doar uma prótese para o garoto. O especialista conta que o aparelho vai permitir que o adolescente ande normalmente e volte a jogar futebol.

Gabriel Lucas está internado no Hospital Regional de Betim desde o último sábado (20).

Linha chilena

Gabriel Lucas não foi a única vítima da linha cortante em Minas Gerais. Uma criança de sete anos foi igualmente atingida pelo cordão e também teve sua perna amputada. Ele estava em uma praça, em Visconde do Rio Branco, a 265 km de Belo Horizonte, quando sofreu o acidente.

O Código Penal qualifica o uso de linhas cortantes como crime passível de prisão. Em Minas Gerais, uma Lei de 2002, prevê multa de até R$ 1 mil para quem for pego usando o material.

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