Dono de bordões inconfundíveis, Osmar assiste a depoimentos de amigos e personalidades do esporte sobre ele
Por Felipe Ruiz e Renato Peters — São Paulo

Esporte Espetacular homenageia Osmar Santos - O pai da matéria
“Tiro-lirolá, tiro-liroli”; “ripa na chulipa, pimba na gorduchinha”; “e que gooooool...”.
Esses bordões, que ecoavam pelos estádios e pelas casas de milhões de brasileiros, fazem a nossa memória ir ao encontro de um único nome: Osmar Santos.
Clique AQUI para ver os vídeos.
O eterno locutor brasileiro completou 70 anos em julho. Veja, no vídeo acima, a homenagem preparada pelo Esporte Espetacular, com depoimentos de grandes narradores sobre Osmar Santos.
Confira alguns deles:
"Ele tinha transmissões revolucionárias, um jeito novo de transmitir, uma linguagem muito moderna para a época" – Oscar Ulisses, irmão de Osmar e narrador da Rádio Globo.
"O Osmar Santos foi um gênio da comunicação, um gênio do rádio. Ele veio, chegou, aconteceu e marcou" – Galvão Bueno, narrador da TV Globo.
"Quando eu fui para a Rádio Globo, o Osmar Santos era o cara que eu queria ser" – Cleber Machado, narrador da TV Globo.
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Oscar Ulisses, narrador da Rádio Globo e irmão de Osmar Santos — Foto: Felipe Ruiz
Há 25 anos, em 1994, um acidente de carro causou uma fratura de crânio em Osmar. Após duas cirurgias, ele sobreviveu. Mas a lesão no cérebro afetou o que era primordial para o locutor.
Tem essa ironia cruel de perder a fala, essa fala rápida de várias palavras por minuto. Ele perde isso, justamente o grande dom dele. E aí ele consegue se reinventar de uma maneira mágica – comenta Vitor Santos, filho de Osmar.
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Osmar Santos hoje se dedica à pintura — Foto: Felipe Ruiz
Hoje, em vez da velocidade com a voz, Osmar passa o tempo na tranquilidade das mãos. A pintura é um de seus maiores hobbies. Ele, inclusive, já expôs e vendeu várias obras. As palavras monossilábicas e o sorriso fácil, tão notáveis atualmente, carregam toda a história marcada para sempre no rádio e na TV, além de simbolizar um singelo desejo: vida longa ao pai da matéria.
– Sinceramente? O Osmar me ensina mais depois do acidente. Eu tenho agora dois caminhos: ou viver com o que eu tenho, com o que sobrou, ou ficar reclamando o que eu perdi – comenta Oscar Ulisses.
Casagrande faz homenagem a Osmar Santos

Na Sala do Casa: Casagrande relembra gols narrados por Osmar Santos
Fonte: globoesporte.globo.com
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