domingo, 23 de setembro de 2018

Temer cede à pressão de farmacêutica dos EUA de conceder a patente do medicamento contra a hepatite C

               

por Altamiro Borges

Os Médicos Sem Fronteira soltaram um comunicado lamentando a decisão do governo brasileiro, através do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), de conceder a patente do medicamento sofosbuvir, contra a hepatite C, à farmacêutica norte-americana Gilead, e impedindo que nosso país produza um genérico quatro vezes mais barato na Fiocruz, já aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras lamenta profundamente e considera equivocada a decisão do INPI de conceder a patente do medicamento sofosbuvir à empresa Gilead Sciences”, diz o comunicado “O posicionamento do órgão brasileiro responsável pela análise de patentes ocorreu a despeito de haver sólidos argumentos contrários à concessão e de um evidente interesse público.” No twitter, a candidata da Rede, Marina Silva, prometeu quebrar a patente se for eleita.

Segundo os MSF, há no Brasil quase 700 mil pessoas portadoras de hepatite C e que não têm acesso ao tratamento da doença devido ao alto custo do medicamento. Com a decisão do INPI, a farmacêutica dos EUA terá o monopólio do sofosbuvir, que evita o transplante de fígado, a cirrose e o câncer hepático. A organização chegou a reunir 50 mil assinaturas em uma petição opondo-se à concessão da patente pelo INPI, sem sucesso.

Diante da decisão, eles defendem que o governo emita uma licença compulsória para permitir que outros fabricantes possam produzir o remédio, barateando-o. “Mesmo com a negativa do INPI, não podemos abandonar as quase 700 mil pessoas que sofrem com hepatite C no Brasil e não têm acesso à cura devido ao alto custo dos medicamentos”, disse Ana de Lemos, diretora-geral de MSF-Brasil. “Também não podemos deixar de ouvir as mais de 50 mil pessoas que se juntaram a nós apoiando a petição.”

O licenciamento compulsório permitiria que fabricantes de genéricos produzam o sofosbuvir no Brasil, ampliando a competição, ao mesmo tempo em que realizam pagamentos de royalties à empresa detentora da patente. A medida tem precedentes internacionais e também no Brasil. Em 2007, o governo brasileiro emitiu uma licença compulsória para o medicamento Efavirenz, usado no tratamento de Aids, depois de declará-lo de interesse público. O resultado foi a redução do preço a menos da metade do que era cobrado pela detentora da patente.

Atualmente, a Gilead cobra cerca de 4.200 dólares pelo tratamento contra a doença. Em contraste, nos projetos em 13 países onde trata a doença, MSF adquire medicamentos genéricos da mesma qualidade dos remédios de marca ao preço de 120 dólares.

No ano passado, o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) havia protocolado no INPI uma petição para impedir a concessão de patente do sofosbuvir à Gilead, argumentando que o alto custo da terapia por paciente, que hoje é de 7,5 mil dólares aos cofres públicos, restringe o acesso ao produto. Se a patente fosse indeferida, a instituição estaria apta a produzi-lo graças a uma parceria com o Consórcio BMK, formado pelas empresas Blanver Farmoquímica, Microbiológica Química e Farmacêutica e Karin Bruning.

O Instituto registrou o desenvolvimento de um medicamento genérico, tão eficaz quanto, mas com um custo quatro vezes menor, e conseguiu a aprovação pela Anvisa em maio deste ano. A Gilead, então, agilizou os trâmites burocráticos para patentear o sufosbovir e o governo acabou cedendo à pressão da farmacêutica norte-americana.

O governo brasileiro estabeleceu como meta a erradicação da hepatite C até 2030. A previsão do Ministério da Saúde é adquirir 50 mil tratamentos/ano, mas o ritmo é considerado insuficiente para eliminar a doença. Com preços mais elevados do medicamento, os Médicos Sem Fronteiras temem que a capacidade do Ministério da Saúde de ampliar o acesso ao tratamento da doença ou mesmo cumprir a meta já estabelecida fique comprometida.

Campeão de tudo no ciclo, Alessandro Tosim prepara testes no Desafio de goalball

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
Campeão de tudo no ciclo, Alessandro Tosim prepara testes no Desafio de goalball
Legenda: Alessandro Tosim passa orientação no Campeonato Mundial 2018.

Com o sentimento de dever cumprido, a Seleção Brasileira masculina de goalball vai encarar o último compromisso de 2018 num ano pra lá de vitorioso. E para fechar com chave de ouro, os bicampeões mundiais terão pela frente o Desafio Internacional de Goalball no Centro de Treinamento, de 24 a 26 de setembro.

O selecionado brasileiro se apresentou na última terça-feira, 18, para a VI Fase de Treinamento. Durante a etapa, a seleção recebe a partir da próxima segunda, 24, as seleções do Canadá, Chile e Estados Unidos para a disputa do torneio. Para o técnico Alessandro Tosim, o evento será importante para testar novos atletas já pensando nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 e nas Paralimpíadas de Tóquio 2020.

“O primeiro ponto importante é a fase de treinamento, onde nos manteremos treinando no segundo semestre. O segundo é o confronto com seleções tradicionais como os EUA e Canadá, já que ambas estão renovando seus atletas, sendo fundamental estar em contato com essas seleções e competindo. Esta competição é para testar os mais jovens e estarmos fortalecidos para os dois próximos anos, quando teremos os Jogos Parapan-Americanos e as Paralimpíadas”, disse Tosim.

Ao longo de 2018 o Brasil participou de dois campeonatos. O primeiro deles foi a Malmö Cup, quando se sagrou campeão sobre a Alemanha, no mês de abril. Dois meses depois os brasileiros alcançaram o principal objetivo, ao conquistar o bicampeonato mundial em nova vitória sobre os alemães, também na cidade sueca. Tosim afirmou que a meta foi atingida e fez questão de elogiar o apoio que recebe da CBDV na execução do trabalho.

“O primeiro semestre foi de muito trabalho, mas atingimos nosso objetivo, que era sermos campeões mundiais. A nossa seleção é muito forte e os atletas assumiram uma postura de protagonismo no goalball mundial. É importante destacar todo empenho dos nossos dirigentes, a CBDV está fazendo um grande trabalho para fazer dos seus esportes os melhores do mundo”, destacou o treinador.

Desde o início do ciclo dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, o Brasil participou de três competições e conquistou todos os títulos. A Seleção Canarinho levantou os troféus do Campeonato Mundial e da Malmö Cup, ambos na Suécia, este ano, e no ano passado ficou com o ouro do Campeonato das Américas, disputado em São Paulo. Os resultados colocam o goalball masculino brasileiro como um dos candidatos ao primeiro lugar das próximas Paralimpíadas e o técnico não esconde que esse é o principal desejo.

“Obviamente que o trabalho dos atletas e comissões técnicas é fundamental para o sucesso, mas sem o trabalho dos dirigentes nada seria possível. A nossa meta é conquistar o ouro em Tóquio e para isso teremos muito trabalho, empenho e amor pelo goalball. Se não unirmos estas palavras nada se concretiza”, frisou Alessandro.

Saiba mais sobre o Desafio Internacional de Goalball:   https://bit.ly/2NguXAJ

Fonte: cbdv.org.br

Festival do Dia do Atleta Paralímpico é o maior evento já promovido pelo CPB

Daniel Zappe/CPB/MPIX
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O CT Paralímpico reuniu mais de 500 crianças em três modalidades

Por CPB

O Festival Paralímpico levou esporte adaptado a 48 cidades brasileiras neste sábado, 22. Todos os Estados e o Distrito Federal tiveram experimentações das modalidades paralímpicas. Cerca de 7 mil crianças, de 10 a 17 anos, puderam provar o esporte pela primeira vez, em ação desenvolvida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para celebrar o Dia Nacional do Atleta Paralímpico, comemorado também neste sábado. Ao todo, mais de 10 mil pessoas estiveram envolvidas nas ações.

Em cada um dos 48 núcleos escolhidos, três esportes foram colocados à disposição de crianças com e sem deficiência, com a intenção de familiarizar o maior número possível de jovens com o Movimento Paralímpico. Diversos medalhistas mundiais e paralímpicos, como Petrúcio Ferreira, Terezinha Guilhermina (atletismo), Ricardinho, Jefinho (futebol de 5), Patrícia Santos, Camille Rodrigues, entre outros, estiveram presentes nas sedes do Festival.

"O CPB expandiu as fronteiras do desporto paralímpico no país, para mostrar a todo o Brasil o que representa o esporte para pessoa com deficiência. Estou muito emocionado neste sábado, e este modelo de oportunidade por intermédio do esporte, que é o que nós acreditamos, proporcionou a todos nós do Comitê Paralímpico Brasileiro o dia mais feliz dos últimos tempos", disse Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro e bicampeão paralímpico (Atenas 2004 e Pequim 2008) de futebol de 5, para cegos.

Um dos maiores medalhistas da história dos Jogos Pan-Americanos, o mesa-tenista Hugo Hoyama esteve no evento prestigiando a interação com as crianças. Além da presença dos velocistas Yohansson do Nascimento, Verônica Hipólito, Carlos Pierre, Felipe Gomes e Vinicius Rodrigues, Aline Rocha, do esqui cross-country, a Seleção Brasileira de Goalball e os Ricardinho e Jefinho da Seleção Brasileira de futebol de 5.

Os deputados federais Arnaldo Faria de Sá (PP-SP) e Mara Gabrilli (PSDB-SP), a secretária de Estado do Direito das Pessoas com Deficiência, Linamara Batistella, o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, também prestigiaram o evento.

Dez das 48 sedes localizavam-se no Nordeste do país. A região responsável por revelar diversos campeões paralímpicos contou com a presença maciça de crianças. Garotos como Rian Mendes, de apenas 7 anos, que divertiu-se ao lado do ídolo. "Foi bom demais encontrar o Petrúcio e praticar um pouco de esporte. Foi muito divertido e eu quero um dia ser igual um campeão como ele", disse Rian, que nasceu com má formação no braço esquerdo.


No Rio de Janeiro, o Festival Paralímpico reuniu cerca de 60 crianças no Vasco da Gama, e muitas delas conheceram esportes adaptados pela primeira vez. A iniciativa agradou também atletas consagrados como Camille Rodrigues, nadadora campeã parapan-americana, e uma da estrelas da abertura do Fantástico, programa dominical da TV Globo. “Iniciativas como esta, do Festival do Dia do Atleta Paralímpico, ajudam na parte mais difícil que é começar. Ensina as modalidades e também onde e como começar a treinar”, comentou a atleta.


Na Região Sul, Santa Catarina foi o Estado com o maior número de núcleos, com quatro: Florianópolis, Joinville, Blumenau, Itajaí e Lajes. A cidade de Joinville recebeu o festival no Centro de Convenções Edmundo Doubrawa, localizado na parte central da cidade. Mais de 150 crianças estiveram presentes no local, e tiveram a oportunidade de experimentar as versões adaptadas de atletismo, bocha e basquete em cadeira de rodas – estes últimos ainda contaram com times locais presentes para auxiliar nas atividades.

Além disso, o festival na cidade também contou com a presença dos velocistas Lucas Prado, ouro nos Jogos de Pequim 2008, e Ádria Santos, tetracampeã paralímpica nos Jogos de Barcelona 1992, Sidney 2000 e Atenas 2004. "É uma honra estar num evento tão importante como o Festival, quando comecei a treinar o esporte paralímpico não era conhecido e este evento ajuda os pais a verem que as limitações estão na nossa cabeça", afirmou Ádria, mineira de nascimento, mas radicada na cidade catarinense.


Seis estados da região Norte receberam o Festival Paralimpico neste sábado: Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins. Na capital tocantinense, Palmas, o evento foi abrilhantado pela velocista e medalhista paralímpica Terezinha Guilhermina. O evento contou com a participação de mais de 100 crianças, que tiveram a oportunidade de experimentar três modalidades: atletismo,bocha e tênis de mesa.

“Eu comecei no esporte aos 22 anos, as crianças aqui no festival estão começando mais cedo e as chances de evoluírem e conquistarem medalhas importantes no futuro são muito grandes”, comentou Terezinha
O Festival Paralímpico é uma das iniciativas que se alinham ao novo planejamento estratégico 2017-2024 do CPB. A ideia é salientar a inclusão por meio do esporte adaptado. Com este fim, o CPB projeta manter e ampliar o Festival para os próximos anos.

Fonte: cpb.org.br

Festival Paralímpico reúne 500 crianças no Centro de Treinamento Paralímpico, em SP

Daniel Zappe/MPIX/CPB
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Por CPB

O clima foi de festa no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, na manhã deste sábado, 22 de setembro. O CT foi um dos 48 palcos do Festival Paralímpico, evento em celebração ao Dia do Atleta Paralímpico, comemorado nesta data. Mais de 500 crianças com e sem deficiência, com idade entre 10 e 17 anos, tiveram a oportunidade de experimentar três modalidades paralímpicas: atletismo, tênis de mesa e vôlei sentado.

“Achei muito interessante porque não é em qualquer lugar que tem essa inclusão. Eu nunca tinha feito vôlei sentado e achei muito divertido”, comentou Kézia Sena, 16 anos. A paulistana tem deficiência visual devido a glaucoma congênito e cursa o oitavo ano do ensino fundamental.

Um dos maiores medalhistas da história dos Jogos Pan-Americanos, o mesa-tenista Hugo Hoyama esteve no Festival prestigiando a interação com as crianças: “O que os atletas paralímpicos têm é o mesmo que os olímpicos: a vontade de ganhar e fazer o melhor pelo Brasil. Essa interação com as crianças foi muito legal. Eu me vi nelas. Comecei a praticar tênis de mesa com sete anos e nem sabia segurar uma raquete direito. Hoje ensinei a segurar raquete, acertar a bola. Espero que daqui saiam grandes campeões”, relatou.

A atleta paralímpica Raissa Machado, da classe F56, que faturou um bronze no lançamento de dardo nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015 praticou sua modalidade com as crianças. “A experiência com esporte tem que começar na infância. Tem muita gente que não tem a estrutura e nem o conhecimento do esporte adaptado. Antes não tinha esse incentivo e hoje a gente tem, então eu fico feliz em participar e incentivar essas crianças”, comentou.

Outros atletas estiveram presentes no evento em São Paulo. Os velocistas Aline Rocha,,Yohansson do Nascimento, Verônica Hipólito, Carlos Pierre, Felipe Gomes e Vinicius Rodrigues, a Seleção Brasileira de Goalball e os Ricardinho e Jefinho da Seleção Brasileira de futebol de 5.

Além de São Paulo, que recebeu o Festival no CT Paralímpico, outras quatro cidades paulistas participaram do evento: São José do Rio Preto, Suzano, Campinas e Itu.

Fonte: cpb.org.br

No Rio, Festival Paralímpico inspira crianças a se tornarem atletas

Bruno de Lima/MPIX/CPB
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Por CPB

Cerca de 60 crianças participaram neste sábado, 22, do Festival Paralímpico no Rio de Janeiro. O evento, organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) ocorreu na sede do Clube de Regatas Vasco da Gama, em São Januário e em outras 47 cidades. A nadadora natural de Santo Antônio de Pádua (RJ), Camille Rodrigues, campeã parapan-americana em Toronto 2015, prestigiou o evento.

Os jovens de 10 a 17 anos puderam experimentar o futebol de 7, judô e o vôlei sentado como parte das comemorações ao Dia do Atleta Paralímpico também celebrado neste fim de semana. Todas as modalidades fizeram parte do programa dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016.

Dentre os visitantes estão Evellyn, de 8 anos, Ellen, de 6, e Eloá, de 3 anos. Elas vieram com os pais de São João de Meriti, cidade a 27 quilômetros do Rio de Janeiro. O objetivo da viagem, era apresentar à mais velha das irmãs, que nasceu com má formação congênita, ao esporte paralímpico.

“Quero muito mostrar a ela que ela pode fazer tudo que as outras duas, que não têm deficiência, fazem. Que ela pode estar junto, participar. Ainda não sei que esporte ela vai gostar, mas espero que ela se torne atleta”, torce

Evellyn foi rápida em escolher um favorito: judô. Ela chegou a visitar o tatame montado para o Festival três vezes. “Gostei muito mesmo de lutar”, disse.

Nomes consagrados do esporte se juntaram aos iniciantes durante a festa, como os jogadores de futebol de sete, Diego Delgado, Felipe Rafael e Gilvano Diniz, medalhistas de bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e Camille Rodrigues, nadadora campeã Parapan-Americana e dançarina.

“ O Festival ajuda no que é mais difícil pra quem tem deficiência que é o por onde começar. Desta forma, elas podem conhecer modalidades e também um lugar que ofereça essa oportunidade. Fora que ter esse contato com as pessoas e ser reconhecida é um sinal de que estou no caminho certo”, comemorou a nadadora.

Lívia Prates, coordenadora do Festival no Rio de Janeiro, avalia o evento como muito positivo para a formação de novos atletas. “A maioria já saiu daqui perguntando sobre aulas e quando vai ser o próximo”, comentou.

Fonte: cpb.org.br

Em Palmas, Terezinha Guilhermina corre com aluno no Festival

Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB
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Por CPB

A Universidade Federal de Tocantins, em Palmas, recebeu neste sábado, 22, mais de 100 crianças com e sem deficiência para participarem do Festival Paralímpico. A medalhista paralímpica Terezinha Guilhermina abrilhantou o evento na capital tocantinense. O Festival celebrou o Dia Nacional do Atleta Paralímpico e aconteceu simultaneamente em 48 cidades brasileiras.

Terezinha participou das três modalidades oferecidas no núcleo - atletismo, bocha e tênis de mesa – e no atletismo pôde dar umas dicas e correr com o jovem João Pedro Bernardes de 15 anos. João também é deficiente visual e aproveitou todas as dicas da campeã. “Muito legal tê-la aqui, corri com ela ali na pista e peguei dicas com o treinador dela para fazer o salto em distância também”, disse o aluno da rede pública de ensino referindo-se ao marido e técnico da velocista, Thales de Castro.

“Eu comecei com 22 anos, eles estão começando mais novos. Com esforço, dedicação eles têm chance de chegarem longe e conquistarem tantas medalhas quanto eu, ou até mais. Espero que os professores embarquem junto com essa criançada no sonho de serem atletas”, disse a medalhista de bronze nos 400m T11 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Esta foi a primeira edição do Festival Paralímpico, que é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), e envolveu mais de 10mil pessoas em todo o Brasil. Na região Norte brasileira, seis estados receberam o Festival: Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

“O evento superou as nossas expectativas e já estamos esperando as orientações para 2019. Conversei com muitos alunos com e sem deficiência, pais e professores e todos gostaram do Festival. Gratidão ao CPB e a toda equipe de Palmas que com dedicação, entusiasmo, presteza e muita seriedade fez o Festival Dia do Atleta Paralímpico, núcleo Tocantins, um sucesso”, disse Márcia Resende, coordenadora do núcleo de Palmas.

A organização local do evento contou com 32 voluntários, três professores responsáveis pelas modalidades e duas coordenadoras.

Fonte: cpb.org.br

Festival Paralímpico em Joinville: inclusão foi palavra de ordem

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Por CPB

O primeiro Festival Paralímpico aconteceu neste sábado, dia 22, em Joinville (SC) e outras 47 cidades espalhadas por todo o território nacional. O evento, organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), foi realizado no Centro de Convenções Edmundo Doubrawa e contou com mais de 150 jovens, entre 10 e 17 anos, além de pais e responsáveis dos pequenos “futuros atletas”.

Os participantes do festival puderam experimentar três das 12 modalidades disponíveis para o evento: o Atletismo, basquete em cadeira de rodas e bocha – sendo as duas últimas modalidades com a presença de atletas e times locais, que ajudaram a criançada na parte técnica e dando “dicas” de como praticar os esportes.

Além das crianças, três atletas, sendo duas ex-velocistas, compareceram para prestigiar o evento: a ex-atleta tretacampeã paralímpica Ádria Santos - medalhista dos Jogos Paralímpicos de Seoul 1988 até Sydney 2000, também ex-atleta Sheila Finder – medalhista dos jogos Parapanameticanos de Toronto 2015 e o atleta Lucas Prado – medalhista dos jogos Paralímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012, que trouxe inclusive incentivou a filha a participar das atividades. Os três atletas foram bastante tietados pelos visitantes e colaboradores do evento.

“O esporte paralímpico não era conhecido e esse evento ajuda os pais a verem possibilidades e que as limitações estão na nossa cabeça", Ádria Santos falou para os presentes.

“Quando comecei em 2005, o esporte paralímpico era bem escasso e eu agradeço ao CPB que com essa iniciativa mostra para a sociedade que o esporte é para todos, não importa a deficiência”, complementou Lucas Prado.

Dona Lori Butzge, moradora da região, veio com a neta Brenda, de 11 anos, uma das 25 crianças sem deficiência, para prestigiar o evento. “É a primeira vez que eu e minha neta vamos a um evento assim e é muito bom ver as crianças interagindo, se divertindo e aprendendo juntas”, disse.

A coordenadora Rosecleir Ravanche demonstrou sua animação e dedicação em fazer o evento acontecer na cidade, ela comentou em seu discurso de agradecimento que após anos de dedicação as crianças, ver um evento acontecer com tanta gente na cidade faz com que ela se sinta sempre “emocionada e motivada”.

O Festival

O Festival Paralímpico aconteceu simultaneamente em 48 cidades brasileiras e envolveu cerca de 240 contratados, 2400 voluntários e 7.200 crianças atingidas. As celebrações foram organizadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para comemorar o Dia do Atleta Paralímpico.

Fonte: cpb.org.br