sábado, 6 de outubro de 2018

Autoescolas do RJ podem ser obrigadas a ter veículos adaptados às pessoas com deficiência

Texto seguirá para o governador Luiz Fernando Pezão, que tem até 15 dias úteis para sancionar ou vetar o projeto

Reprodução Internet
Autoescolas podem ser obrigadas a ter veículos adaptados às pessoas com deficiência

POR O DIA

Rio - As autoescolas do Estado do Rio podem ser obrigadas a ter pelo menos um veículo adaptado às pessoas com deficiência. É o que determina o projeto de lei 907/15, da ex-deputada Tania Rodrigues, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quinta-feira, em segunda discussão. O texto seguirá para o governador Luiz Fernando Pezão, que tem até 15 dias úteis para sancionar ou vetar.

Segundo a proposta, estes veículos devem ser adaptados para a utilização de pessoas que tenham qualquer tipo de deficiência, desde que aptas a dirigir. As autoescolas terão um prazo de 180 dias para se adequarem à norma, a contar do dia da publicação da medida. Em caso de descumprimento da lei, poderão ser aplicadas penalidades previstas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O projeto também revoga a Lei 3.622/01, que obrigava as autoescolas com mais de dez veículos a terem, ao menos, 10% dos seus carros adaptados às pessoas com deficiência. A autora da proposta explica que muitos estabelecimentos não cumpriam a legislação. “Existem muitos centros de formação de condutores no Estado do Rio de Janeiro, mas poucos cumprem o processo de inclusão social da pessoa com deficiência que já era proposto na legislação em vigor. Alteramos a norma e instituímos as penalidades previstas pelo CDC para que a lei seja cumprida”, afirmou Tania Rodrigues.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Medo de cair em calçada ruim preocupa 43% dos idosos brasileiros - Veja o vídeo.

Pesquisa realizada mostra preocupação de pessoas com mais de 50 anos em sofrer acidentes por conta do mau estado das calcadas pelo país

Márcio Neves, do R7, com Agência Brasil

Márcio Neves/R7
Calçada com buracos e degraus na região do Ipiranga, na zona sul de São Paulo
Calçada com buracos e degraus na região do Ipiranga, na zona sul de São Paulo

Sair de casa para uma simples caminhada na vizinhança tem se tornando um desafio para os idosos no Brasil. Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz de Minas Gerais, 43% das pessoas com mais de 50 anos afirmam ter medo de cair na rua por causa de defeitos nas calçadas.

Madalena Cavalcante, de 50 anos, é uma destas pessoas. Ela trabalha como doméstica no bairro do Ipiranga, na zona sul de São Paulo e reclama das condições das calçadas do bairro onde trabalha e mora. "São degraus, buracos, é difícil caminhar com segurança, tem que ficar muito atento", afirmou.

"Tem ruas que não gosto nem de passar, pois é perigoso, as vezes você tem até que passar pelo meio da rua. Você faz isto para não cair, e acaba correndo risco de ser atropelada", diz Madalena. Quando foi abordada pela reportagem do R7, a doméstica passeava com os cachorros de seus patrões e enfatizou que durante o passeio "o cuidado tem que ser redobrado".

Não existe uma legislação nacional para que se crie normas para calçadas brasileiras. Atualmente, o Estatuto das Cidades define que a responsabilidade é de cada prefeitura. Na cidade de São Paulo, a Lei 15.442/2011 estipula que a responsabilidade sobre a conservação da calçada pertence ao proprietário do imóvel — calçadas em mau estado de conservação ou fora de padrões podem ser punidas com multas que  podem chegar a R$300 por metro quadrado.

Para a arquiteta e gerontologa Adriana Romeiro de Almeida Prado, a pesquisa traz um cenário preocupante pois "em 2030 os idosos serão em número maior do que jovens e crianças" e é fundamental que o idoso possa estar inserido na sociedade e possa participar dela com liberdade.

"Devemos lembrar também que não é só o idoso que utiliza a calçada, todos nós usamos e deveria haver um esforço do poder público para garantir calçadas mais uniformes. Podia ser feito até uma campanha por um caminhar mais saudável", diz a especialista.

Márcio Neves/R7
Degraus e buracos são obstáculos diários para Madalena
Degraus e buracos são obstáculos diários para Madalena

Quedas e tombos

A aposentada Maria Luiza, de 63 anos, sofreu uma queda na mesma região há cerca de dez dias. O desabafo veio nas redes sociais, acompanhado de fotos dos ferimentos. “Indo pela calçada, meti o pé num buraco e olha o que aconteceu. Não quebrei por sorte!", escreveu Maria Luiza.

Reprodução Redes Sociais
Maria postou nas redes sociais fotos dos ferimentos
Maria postou nas redes sociais fotos dos ferimentos

Segundo a professora Maria Fernanda Lima Costa, uma das coordenadoras da pesquisa, os resultados impressionaram. “Não esperávamos resultados tão desfavoráveis", afirmou.

Costa enfatizou ainda que 85% da população idosa vive em áreas urbanas e que o cuidado com as calçadas deve se tornar uma preocupação mais frequente do Poder Público. "A cidade precisa garantir condições adequadas para essa população, o Brasil está devendo isso", disse a pesquisadora.

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, afirmou nesta segunda (1º), dia em que foi apresentado os resultados da pesquisa, reconheceu o problema. "Sabemos que isso é realidade, as calçadas são inadequadas. É necessário o diagnóstico para que todos nós possamos tomar as medidas."

O estudo foi conduzido em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e ouviu 10 mil pessoas com mais de 50 anos em 70 municípios de todas as regiões do país, inclusive as principais capitais.









Estudantes criam dispositivo para adaptar cadeira de rodas em bicicleta

Projeto é um dos finalistas da 12ª edição da Feira Tecnológica do Centro Paula Souza que começa em outubro.


Atentos às oportunidades do mercado de produtos voltados à inclusão de deficientes, seis alunos da Escola Técnica Estadual (Etec) Pref. Alberto Feres, de Araras, desenvolveram um dispositivo para acoplar cadeiras de rodas a bicicletas, proporcionando uma nova opção de lazer para pessoas com mobilidade reduzida.

Trata-se de um equipamento à base de aço de carbono para ser instalado no lugar do guidão e da roda, permitindo o encaixe da cadeira de rodas na parte da frente da bicicleta. Enquanto o ciclista pedala, ele controla a direção utilizando a própria cadeira de rodas.

Elaborado pelos estudantes Aldo Ventura, Carlos Aparecido Costa, Felipe da Silva, Gustavo Ricci, Matheus Uccella e Rafael Basqueira, do curso técnico de Mecânica, o projeto foi desenvolvido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), orientado pelo professor Jorge Luiz Giorgiano.

Rafael explica que o experimento foi inspirado em um modelo europeu que custa cerca de mil reais. “O diferencial do nosso projeto é a fácil instalação, utilizando parafusos manípulos que dispensam o uso de ferramentas. Além disso, gastamos menos de R$ 150 em materiais para o protótipo. Em escala industrial, o preço para o consumidor final deve chegar a um valor ainda mais acessível”, ressalta. Os alunos buscam parcerias para fazer com que o projeto se transforme em um produto e seja comercializado.

“O equipamento pode se tornar um grande aliado no tratamento médico, contribuindo também para a autoestima do cadeirante com uma nova possibilidade de diversão e lazer”, explica o orientador Jorge Giorgiano. “Curtir o vento no rosto durante uma pedalada é uma ótima terapia para qualquer pessoa”, acrescenta. Feira Tecnológica.

O kit para adaptação de cadeiras de rodas a bicicletas é um dos projetos selecionados para a 12ª edição da Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), que ocorre em outubro. O grupo concorre na Categoria 5 –Tecnologia Industrial Mecânica e disputa também o prêmio extra de projetos voltados à inclusão.

“Com mais de 45 milhões de deficientes, somados ao envelhecimento da população no Brasil, o mercado de tecnologias assistivas atrai cada vez mais estudantes com ideias inovadoras querendo criar startups”, afirma a assessora de Inclusão da Pessoa com Deficiência do CPS, Alessandra Costa.

A Etec de Araras apresentará ainda outros quatro trabalhos em diferentes categorias da Feteps: Aplicação Cosmética do Óleo Essencial de Jambo; Clima Organizacional como Prática Assertiva; Fabricação de Lápis com Bagaço de Cana-de-Açúcar; e Prensa Desaguadora.

Brasil terá cinco adversários na disputa dos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019

Foto: Fernando Maia/CPB/MPIX
Brasil terá cinco adversários na disputa dos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019
Legenda: Brasil tricampeão dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015.

Tricampeão dos Jogos Parapan-Americanos no futebol de 5, o Brasil tentará manter a hegemonia continental no próximo ano na edição de Lima 2019, no Peru, que acontecerá de 23 de agosto a 1º de setembro. A competição será o último grande desafio da Seleção Canarinho antes das Paralimpíadas de Tóquio.

E para alcançar a quarta medalha de ouro e manter a escrita de ser o único país a subir no ponto mais alto do pódio, o Brasil terá pela frente adversários de peso, como Argentina e Colômbia. Além dos já tradicionais rivais, Costa Rica, México e Peru também estarão no caminho dos brasileiros.

“O Parapan vai ser a competição mais importante do próximo ano no nosso calendário. Vamos nos preparar desde o início do ano e temos o intuito de sermos campeões, foi assim nas outras três edições. Só de ter a presença da argentina, da colômbia, mostra que vai ser bem disputada. Temos outras seleções que são mais emergentes, a Costa Rica que está aparecendo aí no cenário e participou do Mundial. O México que esteve presente nos últimos anos. E o Peru que são os donos da casa”, analisou o craque Jefinho.

Nas outras três edições o Brasil sagrou-se campeão, sempre contra a Argentina. Na primeira participação da modalidade nos Jogos Parapan-Americanos Rio 2007, vitória por 1 a 0. O placar se repetiu na cidade mexicana de Guadalajara, em 2011. Já na edição de 2015, em Toronto, no Canadá, a seleção verde-amarela venceu por 2 a 1.

Fonte: cbdv.org.br



Campeonato Brasileiro Feminino de Vôlei Sentado 2ª fase acontecerá em Goiânia

Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB
Imagem

Por CPB

A Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD) define Goiânia, Goiás, como sede do Campeonato Brasileiro Feminino de Vôlei Sentado - 2ª fase. As disputas acontecerão na quadra do Atheneu Salesiano Dom Bosco, de 19 a 21 de outubro.

Ao todo, quatro equipes disputarão o título do campeonato: dois times de Goiás (ADAP e ADFEGO), uma equipe de São Paulo (Sesi/SP) e uma de Alagoas (Anthares).

A primeira fase da competição aconteceu no mês de junho, na cidade de Aracaju, em Sergipe. Na oportunidade Sesi/SP venceu por três sets a zero o Adap/GO. Nesta segunda fase de jogos, a torcida favorável marcará presença no ginásio incentivando as equipes locais.

Fonte: cpb.org.br

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

‘Amor pet’: remédio que não é vendido em farmácias, mas ajuda crianças com autismo a se socializarem

Conheça histórias de crianças autistas que mudaram de comportamento depois de terem animais de estimação na família; terapeuta afirma que socialização pode sim melhorar.

Por Juliana Gorayeb, G1 Grande Minas

Mãe do Rodrigo adotou um cãozinho para estimular comunicação dele com o mundo — Foto: Tatiana Cândida Braga/ Arquivo pessoal
Mãe do Rodrigo adotou um cãozinho para estimular comunicação dele com o mundo — Foto: Tatiana Cândida Braga/ Arquivo pessoal

Se você acha que crianças não podem assumir grandes responsabilidades, errou feio! A Maria Antônia é uma menina de seis anos e já tem três filhotinhos de animais sob sua responsabilidade. Tudo porque a família percebeu que a criança, que é autista, é apaixonada pelos animais e que o amor por eles poderia ajudar na socialização dela com o resto do mundo. O Rodrigo também tem uma história parecida; o garoto mudou de comportamento depois que a mãe adotou para ele uma cadelinha.

As mudanças de comportamento das crianças pós-relação com os bichinhos não é mera coincidência, conforme explica a especialista em autismo, Vanessa Saeger. A fonoaudióloga e terapeuta da família afirma já ter convivido com várias crianças no consultório em que trabalha que melhoraram a maneira de se socializarem depois de ter um cãozinho. “A criança fica mais afetiva, mais aberta. Algumas crianças, se são agressivas, podem bater no animal de início, tentar morder, mas na maioria dos casos as crianças começam a interagir. Por serem vivos e não serem totalmente obedientes, os cachorros as ensinam a interagir e afeiçoarem a noção de comunicação”, garante a terapeuta.

Vanessa Saeger explica que, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a criança com autismo é afetiva, só não tem as habilidades de comunicação desenvolvidas como o restante das pessoas. Por isso, como os animais não têm expectativas em relação aos autistas, não se frustram e conseguem estabelecer vínculos.

“Todo mundo pensa que o autista não é afetivo. É um erro. Muita gente acha que criança não tem interesse social, em se relacionar. Na verdade, ela não tem habilidade, mas tem interesse. Quando você interage com humano, as pessoas tem expectativas. Tudo tem que ser do jeito do adulto, ou da criança dominante. Quando a criança faz interação com animais, o animal também se afeiçoa, sem cobrar uma resposta. A criança começa a ter percepção do animal, e ele começa a demonstrar carinho, inventar brincadeiras, e a partir disso ela está aberta a explorar mais o ambiente”, argumenta Saeger.

Para a terapeuta, é natural que a criança passe a gostar mais de passear, de ficar com bichinho, de sorrir mais. São avanços na socialização delas, observados com facilidade em muitos casos.

Paixão da Maria pelos animais

Maria Antônia tem autismo e é apaixonada por animais — Foto: Eva Adileia/ Arquivo pessoal
Maria Antônia tem autismo e é apaixonada por animais — Foto: Eva Adileia/ Arquivo pessoal

Assim foi com a Maria Antônia, de seis anos. Quando a menininha nasceu, a mãe dela já tinha o Tico. Foi o primeiro filhinho que ela ganhou logo que nasceu. Como a família percebeu a paixão dela pelos animais, deram a menina um peixinho, a quem ela chamou de Gilbert. A mãe da Maria Antônia não sabe de onde veio o nome, mas aceita a maneira como ela o batizou.

Maria Antônia então insistiu para que a família adotasse um filhotinho de cachorro, e a mãe dela atendeu. “Depois que descobrimos o autismo, notamos que ela é apaixonada por animais. Ela pediu muito um filhote, aí demos a Nina. Quando ela sai, a Nina sente falta. Dorme com ela no sofá, vai atrás dela no computador, então notamos que ela mudou muito depois da Nina. Passou a ter responsabilidades também, como dar comida e água. Chama a bichinha de princesa, ficou mais feliz, e nós também ficamos”, afirma Eva Adileia Ferreira, mãe da Maria Antônia.

A menina se interessa, ainda, por animais da África. Segundo a mãe, tudo chama a atenção dela. “A gente estimula porque sabe que faz bem, ela fica mais interessada. Ama animais como zebras, girafas, tudo isso. Temos certeza de que ajuda ela e automaticamente dá amor para os bichinhos, que nunca é demais”, comenta Eva.

Luna: cadelinha-ponte de aprendizados
A história do Rodrigo é bem parecida com a d Maria Antônia. O menino de seis anos, assim como a garotinha, foi descoberto com autismo pela família. Como ele tinha dificuldades em interagir, a mãe adotou a Luna. A cadelinha está há dois anos com ele e, mesmo sem ter raça, trouxe ao menino muitos avanços.

Rodrigo conversa com a Nina e ele mesmo deu o nome a cadelinha — Foto: Tatiana Cândida Braga/Arquivo pessoal
Rodrigo conversa com a Nina e ele mesmo deu o nome a cadelinha — Foto: Tatiana Cândida Braga/Arquivo pessoal

“A dificuldade de socialização dele diminuiu muito, ele conversa muito com ela. Tem hora que você acha que ela é uma pessoa. Parecem dois irmãos, tanto brincam quanto brigam. Quando vou acordar ele, por exemplo, ela avança, fica com ciúmes dele, e ele adora isso. Se eu brinco de dar tapa nele, ela avança, e ele morre de rir. É muito interessante a relação dos dois”, conta Tatiana Cândida Braga, mãe do Rodrigo.

O menino pediu para a mãe por dias para que adotassem a Luna. Assim como a Maria Antônia, ele mesmo escolheu o nome da cadelinha. O motivo da escolha? Um desenho animado que costumava prender a atenção do Rodrigo; agora o tempo é preenchido pela amiguinha de carne, ossos e pelos. “Desde pequenininho os dois deram certo. Nos primeiros dias ele teve medo, porque ele é quieto e ela agitada. Mas depois de uma semana, já aproximaram. Eles se completam”, afirma Tatiana.

Depois de tantos anos, a Luna até ajuda de certa forma nos cuidados do menino. Quando ele fica agitado, é à cadelinha que a família recorre. “Perto da Luna ele fica mais aberto, mais alegre. Às vezes ele fica chateado, não quer conversar, aí a gente chama atenção dela, para que brinque com ele. Ele logo esquece da chateação. Ele conversa tanto com ela que ficou mais fácil falar com as pessoas, mas mesmo assim tem dias que só quer conversa com ela”, brinca a mãe.

Amor pet é recomendação de profissionais
Vanessa Saeger conta que assim como Rodrigo e Maria Antônia, muitas crianças tiveram a maneira de perceber o mundo transformada depois de um cãozinho. Por isso, ela recomenda bichinhos de estimação para ajudar famílias.

“Já sugeri que a mãe adotasse um bichinho para a criança. Ela tinha medo porque a criança era agressiva, e eu disse: ‘você já deixou ele sozinho com um filhote?’. Ela então comprou um cachorro pequenininho, e o menino mudou muito. Parou de bater, ficou afetuoso, e o cachorro se afeiçoou muito a ele também. Quando o cachorro adoecia, ele adoecia junto. Passou a ter troca mais rica com o mundo, e eu aproveitei para introduzir o animal nas nossas terapias. Ele não jogava a bola para uma outra pessoa, mas jogava bola para o cachorro, então começamos a usar o cachorro como ponte, interlocutor”, explica.



Publicada lei que prevê carteira de identificação para autistas, na PB

Documento é gratuito e tem validade mínima de cinco anos.

Por G1 PB

Autistas poderão usar uma carteirinha especial de identificação, a partir desta quarta-feira (3), na Paraíba — Foto: Fabiana Figueiredo/G1
Autistas poderão usar uma carteirinha especial de identificação, a partir desta quarta-feira (3), na Paraíba — Foto: Fabiana Figueiredo/G1

As pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista vão poder ter uma carteirinha especial de identificação, na Paraíba. A carteira deverá ser numerada, para que assim seja feita a contagem dos portadores do TEA no estado. Os órgãos responsáveis pela emissão terão o prazo máximo de 15 dias para a entrega do documento.

A carteira faz parte da lei sancionada pelo governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, e publicada no Diário Oficial do Estado, nesta quarta-feira (3). O documento terá a validade mínima de 5 anos.

A documento terá informações como endereço, nome do responsável e telefone, para facilitar o contato. A carteira poderá ser emitida de graça, por meio de um requerimento preenchido e assinado pelo interessado ou representante legal, relatório médico e documentos pessoais (dos responsáveis também).

“A carteira vai facilitar a identificação dessas pessoas, diminuindo a burocracia, bem como o acesso à instituições administrativas públicas e privadas, evitando o constrangimento e demora no atendimento e assegurando seus direitos, inclusive o atendimento preferencial, já que o autismo, em determinados casos, não é fácil de ser identificado”, destacou o deputado que criou a lei, Tovar Correia Lima.

Fonte: g1.globo.com