segunda-feira, 22 de outubro de 2018

120 crianças são atingidas por doença misteriosa semelhante à pólio, que paralisa braços e pernas

Casos aconteceram em 22 regiões dos Estados Unidos. A condição rara tem confundido médicos e pesquisadores, que buscam pela causa

Por Crescer


No Brasil, a doença está erradicada desde 1989, mas a vacinação contra a pólio ainda é exigida pelos médicos (Foto: Thinkstock)
120 casos confirmados ou suspeitos foram relatados em 22 estados americanos (Foto: Thinkstock)

Uma condição misteriosa, rara (atinge menos de um em um milhão) e que afeta principalmente crianças. Assim está sendo definida a doença com 120 casos confirmados ou suspeitos relatados em 22 estados dos Estados Unidos. De acordo com reportagem publicada no The Washington Post, que, durante uma coletiva de imprensa, ouviu Nancy Messonnier, diretora do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias e uma das principais autoridades dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças  (CDC), 62 casos foram identificados como mielite flácida aguda (AFM). A doença causa debilidade nas extremidades do corpo, podendo levar à paralisia dos membros superiores e inferiores, o que tem gerado a comparação com a poliomielite. Segundo a reportagem, mais de 90% dos casos confirmados são de menores de 18 anos, sendo que a idade média é de 4 anos.

Em busca de respostas
Autoridades de saúde se uniram para aumentar a conscientização sobre a AFM, pedindo aos pais que procurassem as unidades de saúde mais próximas caso notassem algo de diferente nos filhos: "Entendemos que as pessoas, especialmente os pais, estão preocupadas com a AFM", disse Messonnier. Apesar de extensos testes de laboratório e outros, o CDC não conseguiu encontrar a causa para a maioria dos casos. "Apesar de todos os nossos esforços, não conseguimos identificar a causa dessa doença misteriosa"

Segundo a porta-voz Messonnier, como as autoridades até agora não conseguiram determinar como a doença se espalha, elas estão começando a contar casos suspeitos, bem como confirmados, para antecipar melhor os casos confirmados nos próximos meses. A agência de saúde realizou diversos testes para descobrir se a possível causa da doença era pelo poliovírus, que tem sintomas semelhantes. No entanto, nenhum deu positivo para o vírus. Até o momento, o CDC também não encontrou nenhuma relação entre as vacinas e o diagnóstico AFM, que atingiu tanto as crianças vacinadas quanto as não vacinadas.

Novas análises estão sendo realizadas a todo momento para descobrir as possíveis causas, mas, até agora, nenhum patógeno foi detectado no líquido espinhal retirado dos pacientes atingidos.

Os porta-vozes de saúde disseram que os pais podem proteger seus tomando medidas de prevenção, como lavar as mãos, manter o calendário de vacinas atualizado e usar repelentes de insetos, evitando assim picadas de mosquitos transmissores de doenças.
Existe tratamento?
Não há tratamento específico para o transtorno e os resultados a longo prazo são desconhecidos. O distúrbio raro, mas grave, afeta o sistema nervoso e a medula espinhal, e pode ter como causa vírus, toxinas ambientais e distúrbios genéticos. A diretora do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias ressaltou ainda que os pesquisadores sabem o quanto isso pode ser assustador. “Sei que muitos pais querem saber a quais sinais e sintomas eles devem ficar atentos. Eles devem procurar atendimento médico imediatamente se a criança desenvolver fraqueza súbita ou perda de tônus muscular nos braços e nas pernas", explica.

Segundo a porta-voz, alguns pacientes se recuperaram rapidamente, mas outros continuam com a paralisia e necessitam de cuidados contínuos, com terapias específicas.

Início dos casos
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) começou a rastrear a condição em 2014, quando havia 120 casos confirmados. Então, em 2016, houve mais 149 casos confirmados. Autoridades disseram que é cedo demais para saber se o total para 2018 irá superar os anos anteriores. Mas os dados relatados na última terça-feira (16) representam "um número substancialmente maior do que nos meses anteriores deste ano", segundo Messonnier.

domingo, 21 de outubro de 2018

"Sports Illustrated" tem atleta amputada pela primeira vez na Swimsuit Issue

Edição especial traz modelos e atletas usando biquíni, e jovem campeã de Snowboard quer usar ensaio para mostrar que todas as mulheres são sexy

Por iG Delas

Sports Illustrated/Reprodução
Brenna Huckaby, que saiu na edição especial da 'Sports Illustrated' passou pela amputação por conta de um câncer
Brenna Huckaby, que saiu na edição especial da 'Sports Illustrated' passou pela amputação por conta de um câncer

Todos os anos, a revista norte-americana "Sports Illustrated" publica uma edição especial chamada “ Swimsuit Issue ”, em que modelos e atletas aparecem de biquíni. A ideia surgiu na década de 60, mas só agora a revista colocou na lista de mulheres a serem fotografadas uma atleta paralímpica.

Brenna Huckaby tem apenas 22 anos, mas já é três vezes campeã mundial de Snowboard. A jovem precisou amputar a perna direita em 2010, após o diagnóstico de um Osteossarcoma, um tipo de câncer ósseo. Em entrevista publicada pela " Sports Illustrated" , ela afirma que quer acabar com alguns tabus que ainda existem sobre pessoas com deficiência. “Eu quero que outras mulher, apesar de seus corpos, saibam que elas são poderosas e sexy.”

A atleta também conta que o convite foi uma grande surpresa, já que ela mesma, por muito tempo, não se considerava bonita e confiante o bastante para usar biquíni sem se cobrir com um shorts. O hábito só foi deixado de lado após o nascimento da filha, Lilah.

Sports Illustrated/Reprodução
Até a chegada da filha, Lilah, Brenna não se sentia bonita o bastante e nem mesmo confiante para usar um biquíni
Até a chegada da filha, Lilah, Brenna não se sentia bonita o bastante e nem mesmo confiante para usar um biquíni

“Qualquer pessoa deveria se sentir sexy. Não importa como seu corpo é, quando você se sente bem, isso transcende. Deixe-me dizer uma coisa: não há motivo algum para você não se sentir bem em sua própria pele!”

Com o ensaio, Brenna quer inspirar outras mulheres que, assim como ela, fogem do padrão. “É muito raro você ver mulheres com deficiência posando em biquínis sexy. Eu quero mudar esse estigma.”

Repercussão

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Nesta semana, Brenna compartilhou com seus seguidores no Instagram uma das fotos do ensaio. "Estou tão feliz que isso não é mais um segredo!", escreveu a jovem. A foto já conta com mais de 2,3 mil likes e centenas de comentários.

“Bela foto! Parabéns, e obrigada por mostrar que força e beleza vêm em diferentes formas”, disse um usuário da rede social. “Obrigada por me lembrar que sou mais do que a falta de uma perna e continue arrasando, garota!”, disse outra.


Rigoni é o primeiro deficiente visual eleito deputado federal. Conheça a história do político!

Rigoni foi o segundo candidato ao cargo mais votado no Espírito Santo

Redação Folha Vitória


O jovem de 27 anos precisava de 80 mil votos para se eleger, mas alcançou a marca de 84.405 votos

Com mais de 84 mil votos, o capixaba Felipe Rigoni (PSB) será o primeiro deficiente visual a ocupar a cadeira de deputado federal na Câmara. O jovem de 27 anos precisava de 80 mil votos para se eleger, mas alcançou a marca de 84.405 votos no último domingo (8), sendo o segundo candidato ao cargo mais votado no Espírito Santo.

Felipe é ainda o mais jovem parlamentar eleito no estado. A trajetória na política teve inicio em 2016, quando o engenheiro foi candidato a vereador em Linhares, sendo o décimo quarto candidato mais votado do município, com 1,4% dos votos válidos. "Eu estou estasiado de felicidade e de gratidão a todos os capixabas que confiaram na gente os quatro anos de mandato", diz Rigoni.

"Eu tenho para mim que eu preciso transformar a vida das pessoas que estão ao meu redor, por isso que eu participei do Movimento Empresa Júnior, por isso que logo depois fui trabalhar com desenvolvimento humano e produtividade... Só que comecei a perceber que se eu quisesse transformar a vida das pessoas realmente, eu precisava melhorar a qualidade e a quantidade das oportunidades que elas têm. E foi aí que eu entrei na política", afirma.

Natural de Linhares, Felipe concluiu o curso de engenharia de produção pela Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais, no ano passado. O desempenho exemplar rendeu ao então recém formado a oportunidade de realizar um mestrado de Políticas Públicas na Universidade de Oxford, na Inglaterra, após passar na seleção de três instituições.

"Eu vou usar de muito daquilo que aprendi como coach para fazer um bom mandato: sobre seleção de pessoas, produtividade, equipe... Isso vai me ajudar muito para selecionar minha equipe e para manter um mandato produtivo e que consiga representar as pessoas", comenta Felipe.

Aos 15 anos, por conta de uma inflamação na retina, o jovem perdeu completamente a visão. Antes disso, para tentar frear o avanço da doença, Felipe foi submetido a mais de 17 cirurgias, sem sucesso. Foi justamente na dificuldade que ele se sentiu motivado a lutar para conseguir representar os interesses do povo e de seu estado no Congresso Nacional.

"A nossa prioridade principal é fazer um mandato coletivo, compartilhado com os capixabas. É por isso que nós vamos ter um conselho parlamentar que vai ter pessoas que representam todas as parcelas da população capixaba, para decidir junto comigo. Por isso nós vamos ter um site em que as pessoas vão poder opinar nas mais diferentes propostas que estamos levando ao Congresso e eu saber, em tempo real, o que os capixabas estão achando do nosso mandato para fazer algo próximo das pessoas e devolver aos brasileiros e brasileiras o sentimento de donos do Brasil", finaliza Rigoni.




Conheça a história de Aline, jovem com síndrome de Down que vai se formar em Educação Física

Ela será a primeira aluna com a condição a concluir o curso na PUCRS

Conheça a história de Aline, jovem com síndrome de Down que vai se formar em Educação Física Isadora Neumann/Agencia RBS
Sorriso largo de quem faz história - Foto: Isadora Neumann / Agencia RBS

por Elana Mazon - elana.mazon@diariogaucho.com.br

Foi distribuindo abraços que Aline Colares, 29 anos, circulou pelas dependências do Parque Esportivo da PUCRS, na quarta-feira passada, quando conversou com o Diário Gaúcho. Recepcionistas, instrutores, funcionários da limpeza: todos recebiam um “boa tarde” caloroso e um sorriso. Vários deles são amigos de longa data da família Colares, composta ainda pela costureira Iara, 62 anos, e pelo eletrotécnico aposentado Antônio, 63, do bairro Partenon, em Porto Alegre, e não hesitavam em perguntar:

– E então, como está a expectativa para o grande dia?

Aline respondia:

– Não estou ansiosa. O problema vai ser controlar a emoção!

É que, neste sábado, Aline se forma, concluindo uma jornada que durou oito anos e meio. Se para qualquer aluno terminar a faculdade representa um marco importante, para ela, tem um sabor ainda mais especial. É que a formanda nasceu com síndrome de Down e será a primeira aluna com esta condição a concluir o curso de Educação Física na PUCRS.

                                      
                                 Prova de toga para o grande dia Foto: Arquivo Pessoal

A iniciativa de entrar na universidade foi da própria Aline, logo após finalizar o Ensino Médio. Os pais não tinham tanta pressa. Acreditavam que ela poderia se dedicar, por algum tempo, à preparação para o vestibular. Mas a filha insistiu.

– Levamos a Aline para fazer a prova sem grandes expectativas. Sabíamos que é normal não passar. Mas ela entrou de primeira – conta Iara.

A escolha da profissão se deu devido a uma paixão antiga: nadar. Aline entrou em uma piscina pela primeira vez quando tinha poucos meses de vida. Desde então, nunca mais parou de praticar esportes.

– Adoro a água, me sinto muito bem. Já fiz várias travessias em mar aberto. Gosto de qualquer esporte. Futebol, exercícios na academia... Sem dúvidas, escolhi Educação Física por causa disto – conta.

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 01/08/2018: Aline Colares, aluna de Educação Física da PUCRS, se forma no sábado. Ela tem Síndrome de Down.Indexador: ISADORA NEUMANN
Além da natação, futebol é outra paixão - Foto: Isadora Neumann / Agencia RBS

Futuro
Um dos primeiros desafios foi interagir com os colegas e professores, logo que entrou no curso, em 2009. É que Aline se diz muito tímida. Alguns anos depois, deparou com outro obstáculo:

– O Trabalho de Conclusão de Curso. Fiz sobre atividade física na terceira idade, a partir do aspecto motivacional. Foi difícil, mas consegui finalizar. Foi gratificante trabalhar com este público.

Há dois anos, ela trabalha como auxiliar do professor de Educação Física do Colégio Rainha do Brasil, onde estudou desde o Ensino Fundamental.

– Trabalho com crianças pequenas, de quatro a seis anos. Eu adoro!

Quando questionada sobre seus planos para o futuro, Aline tem as respostas na ponta da língua.

– Quero tirar a carteira de motorista e aprender a falar inglês. Na minha área, é comum lidar com estrangeiros, em função do esporte. Acho importante – diz.

Neste momento da entrevista, quando a repórter inicia a próxima pergunta, Aline, já mais solta, interrompe e pede para acrescentar uma informação importante:

– Tudo isso é para 2019, tá? Em 2018, vou descansar.

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 01/08/2018: Aline Colares, aluna de Educação Física da PUCRS, se forma no sábado. Ela tem Síndrome de Down.Indexador: ISADORA NEUMANN
Iara e Antônio são apoiadores incondicionais - Foto: Isadora Neumann / Agencia RBS

Apoio em todos os momentos
Aline enche a boca para dizer que Antônio e Iara são seus maiores apoiadores em qualquer coisa que decida fazer. A mãe, por sua vez, é só elogios para a filha:

– Ela é muito determinada. Em momentos mais complicados, chegamos a dizer que ela poderia dar um tempo ou até desistir. Mas nossa filha nunca cogitou isso.

E o paizão completa:

– A gente sabe que existem barreiras. É indescritível ver a Aline agora. Nosso sentimento é de orgulho, de dever cumprido.

Mas a lista de pessoas que auxiliaram no caminho até a formatura é grande. Desafiada a destacar alguém, Aline cita a professora Vera Brauner, sua docente na disciplina de Atividade Física, Saúde e Sociedade.

– Ela me ajudou de diversas formas. A cada semestre, me orientava sobre as cadeiras que devia escolher, e também me incentivou a fazer trabalho voluntário, o que foi muito importante – conta a formanda.

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 01/08/2018: Aline Colares, aluna de Educação Física da PUCRS, se forma no sábado. Ela tem Síndrome de Down.Indexador: ISADORA NEUMANN
Vera enche a aluna de elogios - Foto: Isadora Neumann / Agencia RBS

A professora retribui:

– A Aline foi um desafio para todos os professores do curso, mas nunca recebeu privilégios, apenas o nosso apoio. O mérito de estar aqui é todo dela. É dedicada, disciplinada, cuidadosa, educada. Um exemplo para qualquer aluno.

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 01/08/2018: Aline Colares, aluna de Educação Física da PUCRS, se forma no sábado. Ela tem Síndrome de Down.Indexador: ISADORA NEUMANN
Aline está pronta para seus próximos voos - Foto: Isadora Neumann / Agencia RBS


Cátia Oliveira é vice-campeã mundial de tênis de mesa na Eslovênia

Imagem

Por CPB

O Brasil disputou, neste sábado, 20 , na cidade de Celje, na Eslovênia, uma partida que foi histórica para o tênis de mesa paralímpico nacional. Pela primeira vez um representante do país jogou uma final de um Campeonato Mundial na modalidade e a paulista Catia Oliveira, 27 anos, foi a protagonista da façanha.

Após vencer nas quartas de final a russa Nadejda Pushpasheva, número 3 do mundo na classe 02, para atletas cadeirantes com baixa mobilidade, e derrotar na semifinal a italiana Giada Rossi, número 2 do ranking, Catia chegou à final para um reencontro com a coreana Su Yeon Seo.

Número 1 do mundo, a rival, de 32 anos, prata em simples e bronze por equipes no Rio 2016 e dona três medalhas em Mundiais (prata em simples em 2014 e bronze por equipes em 2013 e 2014), já havia enfrentado a brasileira na primeira partida pela fase de grupos, na quarta-feira (17.10), que terminou com vitória por 3 x 1 para a coreana. Na final na Eslovênia, Su Yeon Seo venceu por 3 x 0.

A decisão começou com a rival impondo um ritmo muito forte no primeiro set e não permitindo nenhum tempo de jogo para Catia Oliveira. O resultado foi um placar elástico, de 11/3.

A partir daí, o jogo ficou muito equilibrado. Catia passou a atuar com mais consistência na segunda parcial e o duelo chegou ao 10/10 depois de Catia salvar um set point e com o placar podendo pender para qualquer um dos lados. Su Yeon Seo, entretanto, venceu o ponto seguinte e fechou o set por 12/10.

Na última etapa, a brasileira teve duas oportunidades para ganhar o set, no 10/9 e 11/10, mas Su Yeon Seo conseguiu o empate e, depois do segundo set point defendido, fechou a partida em 13/11.

Com a medalha de prata conquistada na Eslovênia, Catia Oliveira superou a campanha de Bruna Alexandre no Mundial de 2014, em Pequim, quando a jogadora da classe 10, para jogadores com deficiências motoras leves ou amputação de membros superiores, ficou com o bronze no individual, até então a única medalha no individual conquistada pelo Brasil em Campeonatos Mundiais.

“Estou chateada, é claro, porque ninguém gosta de perder”, lamentou Catia. “Mas não entrei muito bem no jogo. Não consegui fazer direito a minha estratégia, fiquei um pouco mais nervosa do que ontem, mas acho que é normal, porque era uma final de um Mundial. Ela é a número 1 do mundo, é muito experiente e muito forte, tanto tecnicamente quanto fisicamente”, prosseguiu a mesatenista.

“Queria mais uma vez agradecer primeiro a Deus por eu estar viva e com saúde, e, depois, à minha família, ao pessoal da seleção brasileira, a todos da minha equipe em Bauru, à Tainá, que cuida de tudo na minha carreira, e ao Adilson, meu técnico em Bauru, e ao Paulo Molitor (coordenador-técnico da seleção no Mundial da Eslovênia, que acompanhou Cátia nas partidas)”, enumerou a jogadora. A cerimônia de entrega das medalhas só será realizada na noite deste sábado em Celje.

Emoção 11 anos após a tragédia
Mais do que um resultado muito expressivo para seu currículo no tênis de mesa, a medalha de prata no Mundial da Eslovênia é uma recompensa para uma atleta que se viu obrigada a reinventar sua vida e seus sonhos após sofrer um terrível revés em 2007.

No dia 15 de outubro de daquele ano, Catia de Oliveira, nascida em Cerqueira César, no interior de São Paulo, voltava de carro com duas amigas retornando de Piracicaba em direção a Bauru quando um acidente transformou sua vida.

O carro onde ela estava se chocou contra a traseira de um outro veículo. Catia dormia no banco traseiro sem cinto de segurança e, com o impacto, sofreu uma lesão medular cervical que a tirou os movimentos das pernas.

Antes do acidente, Catia, que tinha 17 anos à época, jogava futebol. E no dia da tragédia, ela realizou o maior sonho de sua vida, que acabou não podendo ser concretizado pela lesão na coluna.

“Foi um acidente leve. Minhas amigas estavam com cinco e só ficaram com a marca do cinto. O carro bateu por volta das 11h e nem bateu com força. Mas como eu estava deitada e sem o cinto, deu uma chicotada na minha coluna e pronto. Cinco minutos antes da batida eu estava acordada. Eu deitei e nós batemos. Tinha que ser…”, recorda.

“Eu estava no hospital quando, às 17h, saiu a minha convocação para a Seleção Brasileira. Eu iria disputar o Mundial Sub-17 no Chile. Era meu maior sonho e para mim aquilo tudo foi difícil demais. Mas eu superei e hoje estou aqui, vivendo essa emoção e conquistando uma medalha em um Mundial”, diz Catia, que começou a praticar tênis de mesa em 2013, seis anos depois do acidente.

Evolução em diversas classes
Coordenador-técnico das seleções masculina e feminina no Mundial da Eslovênia, Paulo Molitor fez uma avaliação do desempenho do Brasil em Celje. Para ele, a medalha de prata de Catia e o desempenho do time, no geral, são indicativos de que a modalidade caminha para uma bela campanha nas Paralimpíadas de Tóquio 2020.

“Nós tivemos uma prata com a Catia, mas chegamos com vários atletas às quartas de final, que com mais uma vitória já teriam chegado ao pódio”, ressaltou Molitor, referindo-se ao desempenho de Bruna Alexandre (classe 10), de Danielle Rauen e Jennyfer Parinos (classe 09) e Paulo Salmin (classe 07), que avançaram às quartas de final na Eslovênia.

“Esse é um momento muito importante para o tênis de mesa brasileiro. Todos os nossos jogadores estiveram tecnicamente muito fortes. Jogamos de igual para igual com os melhores do mundo e a tendência é que para Tóquio possamos ter um desempenho ainda melhor do que o que tivemos no Rio”, projeta o treinador.

No Rio 2016, o Brasil faturou quatro medalhas. No feminino, Bruna Alexandre ficou com o bronze na classe 10 individual feminino e o país faturou o bronze por equipes na classe 6-10, com Bruna Alexandre, Danielle Rauen e Jennyfer Parinos. No masculino, Israel Stroh foi prata no individual na classe 07 e Iranildo Espíndola, Guilherme Costa e Aloísio Lima ficaram com o bronze por equipes na classe 1 e 2.

“Se fizermos uma análise de nosso retrospecto nos últimos anos, vamos notar uma coisa muito bacana: no Mundial de 2014 (em Pequim), ganhamos o bronze com a Bruna Alexandre, na classe 10, o bronze por equipes no feminino da classe 8-10 (com Bruna Alexandre, Jennyfer Parinos e Jane Rodrigues) e o bronze no masculino da classe 1, com Aloísio Lima e Bruno Braga. Em 2016, foram quatro medalhas nas Paralimpíadas e, em 2017, no Mundial (em Bratislava), ganhamos um ouro por equipes (com Bruna Alexandre, Jennyfer Parinos e Danielle Rauen)”, lembra Molitor.

“O Brasil está conseguindo chegar ao pódio em várias classes. O patamar do tênis de mesa paralímpico está melhorando a cada grande competição e nosso leque de opções de pódio está se ampliando em várias classes e isso é muito bom. Estamos no caminho certo”, comemora o treinador.

Pesar
Infelizmente, Cátia Alves teve uma notícia triste após a conquista da medalha. Emocionado com a chegada da filha à final do Mundial Individual, o pai dela, Flávio Alves, passou mal na noite de sexta-feira e foi internado em um hospital de Cerqueira César, em São Paulo. Neste sábado, 20, ele não resistiu e faleceu. O Comitê Paralímpico Brasileiro lamenta profundamente e se solidariza com a mesa-tenista e a família neste momento de imensurável tristeza.

Fonte: cpb.org.br

Seguridade aprova obrigatoriedade de laboratórios acessíveis em toda rede de ensino

JUSCELINO FILHO
Juscelino Filho: proposta proporcionará efetivo exercício do direito à educação e igualdade de oportunidades em relação aos demais estudantes

Reportagem – Tiago Miranda - Edição – Rachel Librelon

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira (17) proposta que prevê laboratórios de ensino para estudantes com necessidades educacionais especiais nas escolas em todos os níveis e modalidades de ensino.

Projeto de Lei 2339/11, do ex-deputado Washington Reis, previa a obrigatoriedade apenas para instituições das redes públicas de educação básica e educação profissional e tecnológica. Além disso, o texto focava apenas em acessibilidade a pessoas com deficiência e não a estudante com qualquer outra necessidade especial.
Para o relator, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), a proposta precisa ser adequada ao que determina a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15). “Os laboratórios precisam ser acessíveis não só aos educandos com deficiência, mas a todos aqueles com necessidades educacionais especiais”, disse. Só assim, segundo Juscelino Filho, haverá efetivo exercício do direito à educação e igualdade de oportunidades em relação aos demais estudantes.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei 9.394/96), já assegura a educação especial para o trabalho, no caso de educandos portadores de necessidades especiais.
Tramitação
Em caráter conclusivo, o projeto ainda será analisado pelas comissões de Educação; de Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:



Destaque do Camping Paralímpico estreia aos 13 anos no Brasileiro de Natação

Imagem

Por CPB

Pouco chamou a atenção a quarta colocação nos 400m livre da classe S8. No entanto, o choro de Rayssa Guimarães ao deixar a piscina do CT Paralímpico, em São Paulo, neste sábado, 20, emocionada por melhorar sua marca pessoal, dá a dimensão do que a jovem de apenas 13 anos ainda pode realizar. Fruto da Paralimpíada Escolar e do Camping Escolar Paralímpico, programas do Comitê Paralímpico Brasileiro que buscam a detecção de novos talentos e a formação esportiva da pessoa com deficiência desde a infância, ela é a atleta mais nova do Campeonato Brasileiro Loterias Caixa, que se estenderá até domingo, 21.

O evento no CT Paralímpico tem inscritos 259 atletas de 72 clubes. As instituições, técnicos e nadadores disputam ainda premiações que somam R$ 65 mil. Organizada pelo CPB, a primeira edição do Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Natação conta com os oito melhores atletas no ranking nacional em cada prova. Além da sessão da manhã deste sábado, haverá ainda disputas no período da tarde, a partir de 17h (confira a programação completa abaixo).

A aptidão precoce de Rayssa, que representa a ADI APIN, de Indaiatuba (SP), chamou a atenção de Leonardo Tomasello. O técnico-chefe da natação paralímpica no CPB vê potencial evolutivo na atleta, que concluiu a prova deste sábado em 6min42s96, atrás de nomes como Camille Rodrigues e Cecília Araújo, medalhistas parapan-americanas. Rayssa tem limitações nos movimentos dos membros inferiores e superiores em decorrência de uma paralisia cerebral, sofrida por complicações durante a gravidez.

"A Rayssa é a mais jovem do Campeonato Brasileiro e apareceu na Paralimpíada Escolar do ano passado. Veio ao Camping Escolar e pudemos observá-la nos estaduais, já que ela não pode nadar o Circuito Nacional, por causa da idade. É importante investir nestes atletas jovens, com as ações que temos desenvolvido, para termos reformulação. Ela é uma boa mostra de que isso é possível", disse Tomasello.

"Comecei a nadar como forma de fisioterapia, quando tinha seis anos. A minha professora na época me viu, me indicou um treinador e então pude começar no esporte. Hoje a natação representa para mim algo que eu posso me dedicar, em que posso chegar a um pódio", disse a jovem, nascida em São Paulo.

O dia também marcou o retorno de Matheus Rheine. Medalhista paralímpico no Rio 2016, o catarinense foi o vencedor justamente da prova que lhe rendeu o bronze há dois anos. O atleta da classe S11 (cego total) completou os 400m livre com o tempo de 4min55s39 e ficou com a medalha de ouro. O nadador de 25 anos ficou um longo período afastado das piscinas, em decorrência de lesões nos ombros. Esta é apenas a sua segunda competição desde sua liberação clínica.

O Campeonato Brasileiro encerra o calendário nacional da modalidade em 2018. Anteriormente, foram disputadas quatro fases regionais e duas nacionais do Circuito Loterias Caixa. O torneio ainda servirá como preparação para a próxima temporada. Em 2019, dois são os maiores desafios internacionais da modalidade: o Campeonato Mundial, em Kuching, na Malásia, de 29 de julho a 4 de agosto, e os Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, de 23 de agosto a 1º de setembro.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Brasileiro de Natação não precisam de credenciamento prévio. Bastará dirigir-se à sala de imprensa para identificação.

Patrocínios
A natação paralímpica brasileira tem patrocínio das Loterias Caixa.

Serviço
Data: 20 (17h) e 21 (10h) de outubro
Cidade: São Paulo (SP)
Local: CT Paralímpico Brasileiro, em São Paulo - Rodovia dos Imigrantes, km 11,5 (ao lado do São Paulo Expo)

Fonte:cpb.org.br